A autora Lícia Manzo criou um protagonista que é o antagonista da história. Para muitos é impossível torcer por Christian/Renato.
A história do personagem, começou com de uma forma bacana e com pretensões de crítica social: até onde vão o caráter, a moral, a ética e os princípios quando a pessoa já nasce sem oportunidades, ou quando as oportunidades lhe são negadas.
Sem dúvida alguma é uma ideia que já rendeu livros, filmes e outras novelas. Essa semana, Lícia citou Jean Valjean, de “Os Miseráveis“, praticamente comparando a trajetória de Christian/Renato à do personagem de Victor Hugo.
Muitas pessoas se questionaram, se ele era um anti-herói ou vilão, e ao longo dos quatro meses do folhetim, ao longo de quatro meses de novela, o desejo de Renato pelo poder tornou-o o grande vilão da história.
E as pessoas afirmam que não adianta uma música bonita (“Outra Vez“) para embalar cenas românticas com Lara. Não combina, não fecha.
Algumas pessoas dizem que o personagem não tem carisma e não merece a torcida do público.
Na comparação com Jean Valjean, talvez a autora pretendesse atribuir ao público o papel de Javert, o contraponto moral do herói de Victor Hugo.
Independentemente de qualquer boa ação que Renato possa ter, estamos nós, tal qual o antagonista de Valjean, julgando e condenando, culpando e atribuindo punição ao personagem de Cauã Reymond.
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