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sábado, 22 de abril de 2023

Trilha Sonora

 Trilha Sonora 


Trilha Sonora Volume 1 


01. MINHA VIDA (IN MY LIFE) – Rita Lee (tema de abertura)
02. ALWAYS – Gavin James (tema de Alain e Cris)
03. O SOL – Vitor Kley (tema de locação: Rosa Branca)
04. CLEARLY – Grace Vanderwaal (tema de Cris)
05. ON TOP OF THE WORLD – Tim Mcmorris (tema geral)
06. SÓ VOCÊ – Fábio Jr. (tema de Carmo)
07. SINCERO – Lulu Santos (tema de Emiliano)
08. COISA DE CASA – Outroeu (tema de locação: Rosa Branca)
09. ESPIRAIS – Marjorie Estiano
10. MIL NOITES DE UM AMOR SEM FIM – Silva (tema de Margot e Vicente)
11. CERTAS COISAS – Milton Nascimento
12. PONTOS DE PARTIDA – Max Viana
13. JOÃO DE BARRO – Leandro Léo (tema de Alain)
14. O VELHO E A FLOR – Toquinho e Vinícius (tema de André)
15. ORAÇÃO AO TEMPO – Maria Bethânia

Trilha Sonora Volume 2

01. PROMETE – Ana Vilela (tema de Michele)
02. OUTRO LUGAR – Milton Nascimento (tema de locação: Rosa Branca)
03. MAMÃE NATUREZA – Lulu Santos
04. O LADO BOM DA VIDA – Peu Del Rey
05. QUANDO VOCÊ PASSA – Bralih
06. AMIÚDE – Roberta Campos (participação de Marcelo Camelo)
07. TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA – Cazuza (tema de Ana e Flávio)
08. WEEKEND – Blitz (tema de Mauro César)
09. A FÓRMULA DO AMOR 2 – Leoni e Léo Jaime
10. GIRLS JUST WANT TO HAVE FUN – Bff Girls (tema de Patty)
11. WE CAN DO BETTER – Matt Simons (tema de Mariane)
12. SAVE ME NOW – Andru Donalds (tema de Alain e Isabel)
13. TODAY – Eric Silver
14. LOVIN´ YOU – Minnie Riperton (tema de Cris e Danilo)
15. AIN´T NO SUNSHINE – Bill Withers
16. ROSA – Marisa Monte
17. ANOS DOURADOS – Maria Bethânia (tema de Gentil)
18. A TIME FOR US – Nino Rota, Cliff Eidelman And Royal Scottish National Orchestra (tema de Cris e Danilo)

ainda
ACENDA O FAROL – Tim Maia (tema de Bola)
ORAÇÃO – A Banda Mais Bonita da Cidade
TUDO O QUE VOCÊ PODIA SER – Milton Nascimento
TAINTED LOVE – Hannah Peel

Trilha Sonora Instrumental: música original de Rodolpho Rebuzzi e Reno Duarte


01. Tema Rosa Branca
02. Mirror (tema de Cris e Danilo)
03. Ação Curta Alain
04. Amor Ideal
05. Engrafado
06. Angústia (Lago dos Cisnes) (tema de Isabel)
07. Bela Flor
08. Ansiosa
09. Em Cada Despertar
10. Dreams (tema dos sonhos de Cris)
11. A Psicodélica (tema da pensão)
12. Molecada
13. Fim de Tarde Longa (tema de André)
14. All In Love
15. Spirituality
16. Pesadelo, Luisa Land
17. Pureza (tema de Priscila e Flor)
18. Gentilezada
19. Rockball (tema de Bola)
20. Vértice
21. Boleriando (tema de Gentil)
22. Sob O Céu
23. Contra O Tempo
24. Sertão Divino
25. Partida
26. United Stay of Americo (tema de Américo)
27. Sambadark
28. Trem da Vida
29. Reflexo do Tempo
30. Relógio
31. Lamento Urbano
32. Romance Mineiro
33. Recomeço
34. Rosa Solar
35. Fear (tema do casarão de Júlia)
36. Desatino
37. Desencontro
38. Desvario
39. Gargalhada
40. Escuridão (tema do casarão de Júlia)
41. Acalanto Adormecido


Tema de Abertura: MINHA VIDA (IN MY LIFE) – Rita Lee

Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei

Cenas do meu filme em branco e preto
Que o vento levou e o tempo traz
Entre todos os amores e amigos
De você me lembro mais

Tem pessoas que a gente
Não esquece nem se esquecer
O primeiro namorado
Uma estrela da TV

Personagens do meu livro de memórias
Que um dia rasguei do meu cartaz
Entre todas as novelas e romances
De você me lembro mais

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais

De você, não esqueço jamais!


Espelho da Vida

 Bastidores: 

A novelista Elizabeth Jhin, conhecida pelas abordagens espiritualistas em sua obra (Escrito nas Estrelas, Amor Eterno Amor, Além do Tempo), trouxe novamente uma trama envolvendo a crença em vidas passadas, desta vez com boa dose de fantasia – como o espelho que servia de portal do tempo e que levou a protagonista Cris Valência (Vitória Strada) a reviver uma vida passada.

Em sua última novela, Além do Tempo, as histórias aconteciam em duas fases, com os mesmos personagens em encarnações diferentes, primeiro no passado e depois na atualidade. Espelho da Vida apresentou uma história de amor e mistério que ultrapassava as barreiras do tempo e do espaço ao se desenrolar em duas épocas distintas concomitantemente. Elizabeth Jhin explicou, na época do lançamento da novela:

“As tramas de 2018 e de 1930 se desenrolam ao mesmo tempo devido às ‘viagens no tempo’ que a nossa personagem, Cris Valência, empreende. Assim, o espectador consegue acompanhar a vida dela e de outros personagens na atualidade, e também o que ela descobre e enfrenta em sua outra vida. Cada vez que ela faz a ‘passagem’ pelo portal do espelho, ela nos leva a outra realidade. (…) O espelho tem uma grande importância na história, ele é o portal por onde Cris Valência chega a outras dimensões.”


Pedro Vasconcelos, em sua estreia como diretor artístico, comentou sobre Espelho da Vida:

“É uma novela atual e de época. Ao mesmo tempo. É um desafio muito grande criar esses universos distintos e em paralelo. É uma trama com três camadas: época, atualidade e o filme, algo que eu ainda não tinha vivido. (…) Acho que, para o telespectador, será muito curioso. Ele assistirá às cenas atuais ao mesmo tempo em que acompanhará as cenas de época. Vai entender a mudança de décadas pelo figurino, paisagens, objetos etc.”


Referências em outras novelas


A trama da novela lembrava a de outra obra, Anjo de Mim (1996-1997), de Walther Negrão, na qual Jhin foi colaboradora. Nesta, o personagem de Tony Ramos se recordava de uma vida passada, em que presenciou um crime passional. Ele tenta encontrar a reencarnação da amada do passado enquanto elucida o crime. Em Espelho da Vida, a protagonista também investiga um crime passional envolvendo uma encarnação passada. Porém, uma novela nada tem a ver com a outra, trata-se apenas de variações de uma mesma temática.


Quanto à narrativa, a semelhança era com a novela O Casarão, que Lauro César Muniz escreveu em 1976, na qual três épocas diferentes aconteciam simultaneamente para o telespectador. No entanto, por ser uma narrativa pouco visitada em teledramaturgia, essa simultaneidade em vidas diferentes conferia a Espelho da Vida um sabor da novidade.


Também havia os bastidores de um filme que era rodado na cidadezinha fictícia, sobre uma história real que aconteceu no local, no passado – referência à novela Roque Santeiro (1985-1986), de Dias Gomes, com lampejos à metalinguagem da novela Espelho Mágico (1977), de Lauro César Muniz.


Ibope baixo


Espelho da Vida passou por mais de sua metade cambaleando na audiência, abaixo da meta esperada para o horário. Terminou com uma média final de 17,5 pontos no Ibope da Grande São Paulo, a menor desde 2015.


A novela também enfrentou a concorrência, no caso, o bom desempenho na audiência do jornalístico Cidade Alerta, da Record TV, que, geralmente, se mantinha 3 e 4 pontos atrás no Ibope da Grande São Paulo. Em 22/11/2018, Espelho da Vida perdeu pela primeira vez para a concorrência, na média do dia: 15 pontos no Ibope ante 17,3 do jornalístico da Record, sendo que a novela não chegou a liderar em nenhum minuto durante todo o capítulo – o que jamais havia acontecido na história do horário na Globo. No dia seguinte, a novela perdeu novamente, marcando 13 pontos contra 14 da concorrente. O auge aconteceu no final de janeiro, com a tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), que teve cobertura do Cidade Alerta. Depois desta “baixa” em janeiro de 2019, a novela começou a reagir em fevereiro, para só ultrapassar os 20 pontos em suas últimas semanas de exibição.


Durante os três primeiros meses, a trama se arrastou, pouco atrativa. Pegou a baixa audiência da TV em geral no fim de 2018 e só começou a esboçar alguma reação em 2019, no momento em que a autora passou a priorizar a história no passado. Foi quando a trama de Espelho da Vida ganhou estofo, sustância e emoção genuína. Faltaram nos primeiros meses o apelo e o calor que a trama só começou a demonstrar quando a história na década de 1930 passou a ocupar maior tempo na narrativa.


Saldo positivo


No início da novela, o público foi ludibriado com um mocinho que não era mocinho: Alain (João Vicente de Castro). Mal-humorado, egoísta e até grosseiro, Alain custou a cair nas graças da audiência. Ele não era exatamente “o vilão”, tampouco um “anti-herói”, mas simplesmente um tipo intragável, que afugentava as pessoas, inclusive o público. Alain só começou a perder ares de vilão quando descobriu que Priscila (Clara Galinari) era sua filha.


Em consequência, a heroína Cris (Vitória Strada) ficou sozinha neste tempo, sem a figura do “mocinho”. Este, Danilo (Rafael Cardoso), só foi aparecer muito tempo depois, na década de 1930, e em doses homeopáticas. Enquanto isso, o núcleo do cinema se estendia com personagens aleatórios – um núcleo que em nada contribuiu para a novela, nem mesmo para a metalinguagem com proposta de “história dentro da história”.


Mesmo com todos os percalços, o saldo foi positivo. Espelho da Vida teria sido uma novela “redonda” se mais enxuta.


Elenco


O elenco era ótimo, bem apoiado na direção e no texto, com alguns atores vivendo papeis duplos, com destaque para Vitória Strada, Alinne Moraes, Irene Ravache, Felipe Camargo, Júlia Lemmertz, Suzana Faini, Patrícya Travassos, Ana Lúcia Torre e Emiliano Queiroz.


Um grande momento para Felipe Camargo, como o malandro simpático Américo, na vida presente, e o terrível vilão Coronel Eugênio Castelo, na vida passada.


Produção


A produção era de primeira, com apuro técnico, iluminação envolvente, arte, figurinos e cenários caprichados e trilha sonora de bom gosto. Uma novela bonita e agradável de assistir.


As gravações da novela começaram em locações externas em Minas Gerais. A equipe passou por Carrancas, Mariana, Tiradentes e Ouro Preto. A Praça Gomes Freire, mais conhecida como Jardim, foi a principal locação usada em Mariana. Lá estavam os casarões que representavam na trama a residência de Vicente e Margot (Reginaldo Faria e Irene Ravache), a livraria Cavaco e a Pensão Rosa Branca.

“Tenho uma grande preocupação com o realismo, por isso vamos gravar bastante no centro histórico de Mariana, que funcionará como a ‘cidade cenográfica’ da novela. Devemos voltar a Mariana e Tiradentes com frequência durante todo o projeto”, afirmou o diretor Pedro Vasconcelos na época do lançamento da novela.


As ruas de pedras tão características de Tiradentes completaram o centro histórico da cidade fictícia de Rosa Branca. A equipe gravou cenas nas ruas próximas às igrejas do lugar, como a Matriz de Santo Antônio e a Capela Nossa Senhora das Mercês. As locações de Ouro Preto representaram na trama os locais mais movimentados Rosa Branca. E em Carrancas, a equipe aproveitou as belezas naturais da cidade, rodando cenas nas serras e cachoeiras que, na trama, eram os arredores de Rosa Branca.


A figurinista Júlia Ayres comentou sobre os figurinos totalmente distintos e que contavam a mesma história. “Foi importante criar três estéticas diferentes para que o espectador identifique imediatamente onde os personagens estão: atualidade, época ou filme”, contou.


Houve ainda uma diferenciação entre os personagens que eram do Rio de Janeiro, principalmente a trupe do cinema, e os moradores de Rosa Branca. “O pessoal do filme tem mais preto na paleta e peças mais geométricas, estampas mais gráficas. E no interior é mais romântico, estampas liberty, por exemplo. A diferenciação quando eles chegam na cidade do interior precisava ser óbvia já no figurino”, revelou Júlia.


Claudiney Barino e Cristiane Lobato, cenógrafos responsáveis, tinham como missão criar um dos principais e mais emblemáticos cenários da novela: o casarão de Júlia Castelo (Vitória Strada), uma construção com duas fachadas espelhadas e opostas com ligação interna. Assim como acontecia com Cris Valência na trama, era possível entrar no casarão em 2018 e sair na década de 1930. De um lado, a edificação em ruínas: uma casa castigada pelo abandono e pelo tempo, assim como sua vizinhança. Porém, do outro lado tudo era diferente: casa em estilo neoclássico, nova, impecável, e com vida no entorno.


Como a novela mostrava a realização de um longa-metragem, a ideia era que o público percebesse detalhes das filmagens.

“Como teremos os bastidores de um filme dentro da novela, então é importante que o espectador perceba quando se trata da época e quando estamos falando das gravações do filme”, contou Rita Vinagre, responsável pela produção de arte.



Espelho da Vida

– núcleo de CRIS VALÊNCIA (Vitória Strada), jovem atriz, bonita e talentosa. Tem uma ótima relação com a mãe e o padrasto, que considera como pai. Porém, prefere manter-se distante do pai biológico, um homem encrenqueiro que quase nunca lhe deu atenção, apesar de não guardar mágoas dele. Chega com o namorado à cidadezinha de Rosa Branca, Minas Gerais, a cidade natal dele, para rodar o filme no qual será protagonista. Na cidade, durante a pesquisa para viver sua personagem, descobre que foi a própria em uma vida passada e vive uma experiência transcendental ao entrar no casarão em ruínas onde a jovem morreu. Através de um espelho, transporta-se para a década de 1930 e tenta desvendar o que realmente aconteceu. Durante a experiência, descobre que pessoas que fazem parte de seu presente, também fizeram em sua vida passada:

a mãe ANA (Júlia Lemmertz), com quem tem uma ótima relação. Preocupa-se muito com a filha. Por causa das filmagens, vai até Rosa Branca. Tem pouco contato com o ex-marido, pai de Cris, de quem prefere distância, por mágoas de quando eram casados

o padrasto FLÁVIO (Ângelo Antônio), marceneiro e restaurador, segundo marido de Ana. Criou Cris como filha. Por ciúme e zelo, não admite qualquer aproximação do primeiro marido da mulher com ela ou a filha. Acompanha Ana a Rosa Branca.


– núcleo de AMÉRICO (Felipe Camargo), pai biológico de Cris e ex-marido de Ana. Sujeito malandro e de caráter duvidoso, está sempre envolvido em alguma tramoia. Não participou da criação da filha. Quando descobre que Cris está em Rosa Branca para rodar um filme, estabelece-se na cidade para tentar uma reaproximação e, assim, obter alguma vantagem pessoal. Quem não gosta de vê-lo na cidade é Flávio, com quem sempre entra em atrito. Ao longo da trama, será revelado que tem dois filhos com outra mulher, fato desconhecido de todos e que ele tentava esconder:

os outros filhos, que aparecem em Rosa Branca atrás do pai depois da morte da mãe: VITOR (Guilherme Hamacek), adolescente, e JADSON (Otávio Martins), criança, por quem Ana acaba se afeiçoando.


– núcleo de ALAIN DUTRA (João Vicente de Castro), diretor de cinema e televisão, namorado de Cris. Nasceu e cresceu em Rosa Branca, mas mora no Rio de Janeiro há alguns anos, por causa do trabalho e de uma decepção amorosa do passado: descobriu que era traído pela namorada com seu primo e melhor amigo, o que custou a vida do primo. Volta a Rosa Branca a contragosto, para atender a um chamado do avô, que está muito doente. É convencido por ele a filmar na cidade a história real de um crime passional que aconteceu há quase cem anos. Escolhe Cris para ser a protagonista de seu longa. O retorno à cidade natal vai transformá-lo:

o avô VICENTE (Reginaldo Faria), quando fica doente pede que o neto volte a Rosa Branca para se despedir dele. No testamento, deixa dinheiro para que Alain realize um filme, desde que ele conte no cinema uma história real que aconteceu na cidade na década de 1930

a segunda mulher de Vicente, MARGOT (Irene Ravache), com quem tem em Rosa Branca uma livraria com obras raras. Generosa e espiritualizada, fica muito próxima de Cris quando a conhece. Entrega a Alain e Cris o diário da personagem que serve de guia para a construção do roteiro do filme. A princípio, é a única que sabe da experiência que Cris vive ao se transportar para a década de 1930. Tem uma relação difícil com Alain, que é muito cético e não acredita em sua fé. Sente a falta do falecido marido. Frequentemente, ouve o espírito de Vicente, sempre a reconfortando

o primo FELIPE (Patrick Sampaio), que era seu melhor amigo. Anos atrás, o traiu com sua namorada. Descoberto o caso dos dois, após uma briga com Alain, Felipe foi vítima de um acidente fatal

os funcionários da casa ou da loja de Margot e Vicente: DALVA (Andréa Bacellar), gosta muito de Margot,

MARINA (Ana Rios), esconde uma vida dupla, já que, à noite, trabalha como dançarina em uma boate na cidade vizinha,

e MARTIM (Wal Schneider).


– núcleo de ISABEL (Alinne Moraes), jornalista, muito bonita e atraente. Aparenta ser uma boa pessoa, mas, na verdade, é dissimulada e mau-caráter. Moradora de Rosa Branca, foi noiva de Alain, mas o romance terminou quando ele descobriu que ela o traía com Felipe. Quando terminaram, Isabel afirmou estar esperando um filho de Felipe. Envergonha-se da mãe, com quem vive implicando. Com o retorno de Alain, fará de tudo para reconquistá-lo. Porém, antes, terá que afastar Cris de seu caminho. Vez outra, o espírito maligno de Felipe, ciumento de seu amor por Alain, a atormenta:

a filha pequena PRISCILA (Clara Galinari), sente muita falta de ter um pai, já que acredita que o seu morreu antes de nascer. Sofre com a frieza e impaciência da mãe em alguns momentos. Não gosta de Alain quando o conhece. Alain enxerga a menina como o símbolo da traição que o fez sofrer tanto. Porém, Isabel revela a ele que Priscila é sua filha, o que transforma a sua relação com a menina

a mãe EDMÉIA, que adotou o nome de GRACE (Patricya Travassos), mulher mística e esotérica, acredita em forças sobrenaturais, espíritos e vidas passadas. Volta para Rosa Branca após ter passado anos fora em busca de autoconhecimento. Já teve um envolvimento com Américo, quando ele foi um guia espiritual – de araque – chamado RAJ RAVI. Tenta iluminar os pensamentos da filha, sempre em vão. Isabel tem resistência em aceitar a crença da mãe e o seu retorno, por não suportá-la.


– núcleo de GENTIL (Ana Lucia Torre), irmã de Margot. Dona da pensão de Rosa Branca, hospeda a equipe do filmagem de Alain. Quase sempre mal-humorada, diz que, com a idade, pode falar o que pensa. Fica encantada com Américo quando ele chega à pensão. A princípio, cai na lábia do malandro, que tenta de todo modo trapaceá-la, aproveitando-se de sua aparente ingenuidade:

a filha LENITA (Luciana Paes), trabalha com a mãe na pensão a contragosto, pois é ambiciosa, quer ser rica, mas não faz nada concreto nesse sentido. Acha que Isabel é sua melhor amiga, já que cresceram juntas, mas ela, na realidade, só a usa

a filha adolescente PATTY (Débora Ozório), deslumbrada como a mãe. Sonha em ser atriz e faz de tudo para participar do filme de Alain, pois é fã apaixonada do galã da fita e acha que, quando ele a conhecer, se apaixonará por ela. Para isso, apronta muito para ficar perto do ídolo

o pai de Patty, MARCELO (Nikolas Antunes), foi casado com Lenita. Ótimo pai e amigo da filha, mas não cede aos caprichos dela nem da ex-esposa, que gostaria que ele a sustentasse. É advogado e no passado fez parte da turma de Alain, Felipe e Isabel. Atualmente, é apaixonado por Isabel, que se aproveita disso em benefício próprio

as primas solteironas ZEZÉ (Maria Mônica Passos) e ABIGAIL (Andréa Dantas), vivem na pensão e prestam atenção em tudo que acontece por ali. Formam um dupla engraçada. Alcoviteiras e fofoqueiras, estão sempre prontas para dar palpite na vida alheia

o sobrinho-neto HUGO (Cadu Libonati), adolescente trabalhador e estudioso. Será o fotógrafo responsável pela cobertura das filmagens na cidade. Tem uma paixonite por Patty

a cozinheira da pensão VALDETE (Rosana Dias).


– núcleo da equipe de filmagem:

BOLA (Robson Nunes), amigo, confidente e braço direito de Alain. Sujeito boa-praça e sincero, é responsável pela produção do filme. Tem uma boa relação com todos os envolvidos no filme

DANIELA (Renata Tobelem), assistente de produção, comprometida com seu trabalho. Tem uma paixão platônica por Bola

JOSI (Thati Lopes), figurinista. Boa profissional, mas um tanto dissimulada

SÉRGIO (Márcio Machado), diretor de cenografia

CLÁUDIO (Pedroca Monteiro), diretor de fotografia

o elenco: MAURO CÉSAR (Rômulo Arantes Neto), “o galã”, vaidoso e famoso, adorado pelas fãs. É “perseguido” por Patty, que deseja chegar perto de seu ídolo custe o que custar, envolvendo-o em confusões,

MARIANE (Kéfera Buchmann), famosa, tem um grande fã-clube e é seguida por milhares de pessoas nas redes sociais. Vaidosa, tem muita autoestima. Combina com Mauro César um namoro midiático, mas acaba se envolvendo de verdade com ele. É ex-namorada de Alain e acredita que, separando-o de Cris, conseguirá o papel principal do filme. Com a ajuda da amiga Josi, arma situações com o intuito de separar o casal,

GIGI CASTRO (Carla Diaz), vem a Rosa Branca para assumir o papel de Mariane no filme, que, por sua vez, acaba escalada para viver a protagonista quando Cris afasta-se das filmagens. Rival de Mariane, foi namorada de Mauro César,

CARMO (Vera Fischer), já atuou na TV e fez muito sucesso no passado, mas está afastada porque acredita que com a idade não ganha mais papeis relevantes,

SOLANGE (Luciana Vendraminni), atriz do teatro paulista. Não aceita a chegada da idade. Vive trocando indiretas e alfinetadas com Carmo, mas, no fundo, as duas se gostam,

EMILIANO (Evandro Mesquita), já teve um caso com Solange e, hoje, não se suportam. Porém, são obrigados a trabalhar juntos, já que vivem um casal no filme. A reaproximação acende desejos reprimidos pelos dois,

JORGE BENÍCIO (Miguel Coelho), ator de teatro de Belo Horizonte,

e DÉBORA (Luciana Malcher), atriz talentosa e divertida.


– núcleo de SHEILA (Dandara Albuquerque), dissimulada e de caráter duvidoso, aprontou muito em Rosa Branca anos atrás e partiu da cidade, deixando a filha pequena com o seu pai. Retorna com o rabo entre as pernas e enfrenta a desconfiança do pai, que, a princípio, não acredita em seu arrependimento. Vai trabalhar com a equipe de filmagem, como maquiadora. Envolve-se com Bola, para o ciúme de Daniela. Une-se a Isabel em suas armações, tornando-se sua cúmplice:

a filha pequena FLOR (Maria Luiza Galhano), mora com o avô, mas sente muito a falta da mãe. Doce e amorosa, é a melhor amiga de Priscila

o pai GERSON (Cosme dos Santos), homem justo e simplório. Trabalha como faz-tudo da casa de Vicente e Margot. Acredita que a filha seja um mau exemplo para a netinha. Receia que, com o seu retorno, ela volte a aprontar.


– núcleo de MICHELE (Catarina de Carvalho), melhor amiga de Patty, confidente e companheira de aventuras. Tem mais responsabilidade que a amiga, mas não consegue fazê-la desistir de certas ideias malucas para conseguir o que quer. Vai interessar-se por Vitor:

os pais: TAVARES (Marcelo Laham), prefeito da cidade, um cara honesto e bom. Sempre acaba cedendo aos caprichos da esposa,

e NEUSA (Flavia Garrafa), a primeira-dama de Rosa Branca, mulher vaidosa, deslumbrada e voluntariosa. Faz de tudo para participar do filme de Alain e consegue convencer o marido a ajudá-la

a amiga GABI (Anna Rita Cerqueira), também amiga de Patty. Namora Hugo por um tempo para que ele faça ciúme em Patty, o que não surte efeito.


– demais personagens:

ANDRÉ LUIZ (Emiliano Queiroz), senhor misterioso que ninguém conhece na cidade. No início da trama, entrega a Cris uma joia que pertenceu à personagem que ela viverá no filme

GUARDIÃ DO CASARÃO (Suzana Faini), velha enigmática que vive no casarão abandonado de Rosa Branca, cenário da trágica morte ocorrida na década de 1930. Surge do nada, sempre pregando sustos nas pessoas que se aproximam da mansão. Decide quem deve ou não entrar no local. Incentiva Cris a descobrir tudo que aconteceu em sua vida passada

DANIEL (Rafael Cardoso), surge no final da trama. Artista plástico que mora no exterior. Em Belo Horizonte para uma exposição, decide visitar Rosa Branca e conhece Cris, que foi sua amada em uma vida passada

LETÍCIA (Letícia Persiles), terapeuta de vidas passadas, amiga de Daniel, seu paciente. Está em Belo Horizonte para um congresso e acompanha Daniel a Rosa Branca

DALTON (Marcelo Escorel), médico da cidade. Foi uma paixão da juventude de Carmo. Ao se reencontrarem, voltam a se relacionar

PADRE LÉO (José Santa Cruz), pároco de Rosa Branca.


Década de 1930


– núcleo de JÚLIA CASTELO (Vitória Strada), a vida passada de Cris Valência. Viveu em Rosa Branca na década de 1930 e foi morta por um tiro por causa de um amor impedido por seu pai. É sobre essa história o filme que Alain vai rodar na cidade. Através de um espelho no casarão onde Júlia morou, Cris transporta-se para a época dela e se vê em seu lugar, vivenciando tudo o que ela passou:

os pais: CORONEL EUGÊNIO CASTELO (Felipe Camargo), o homem mais poderoso da região, violento, prepotente e autoritário, achando-se acima do bem e do mal, capaz de qualquer coisa para defender seus interesses. Maltrata a mulher submissa, tem amantes, e despreza a filha, por sempre ter desejado um filho homem. Vê Júlia apenas como a salvação para a crise financeira pela qual passa, por isso a obriga a casar-se com um marquês,

e PIEDADE (Júlia Lemmertz), mulher extremamente submissa ao marido, vive com medo de seus rompantes de violência. Sente-se rejeitada por não ter lhe dado um filho homem. Tenta fazer o possível para proteger a filha do pai

a avó ALBERTINA (Suzana Faini), mulher rancorosa e arrogante, orgulhosa do sobrenome e do passado aristocrático de sua família. Apoia o filho em todas as suas decisões. Despreza a nora, por não ter-lhe dado um neto homem, e a neta, a quem nunca demonstrou afeição

a empregada BENDITA (Luciana Malcher), completamente fiel à patroa e a Júlia, faz o possível para protegê-las.


– núcleo de DANILO BRETON (Rafael Cardoso), jovem pintor, filho de uma francesa mal afamada na região e de um intelectual brasileiro, progressista e boêmio, por isso, também mal visto pela sociedade local. Apaixona-se por Júlia assim que a conhece e é correspondido, porém, esse amor é impossibilitado pelo pai dela, que fará de tudo para separá-los. Perseguido, acaba preso e torturado:

os pais: AUGUSTO BRETON (Reginaldo Faria), intelectual, boêmio e bon vivant. Progressista, de ideias avançadas, o que vai contra o pensamento dos conservadores da região, inclusive do Coronel Eugênio, com quem vive em atrito,

e HILDEGARD (Irene Ravache), francesa avançada para os padrões da época, mal vista pela sociedade local. Tem uma rusga com o Coronel Eugênio, por isso é contra o envolvimento do filho com Júlia, esquivando-se de ajudar o casal

o mordomo AKIMA (Wal Schneider), de origem indiana, totalmente fiel aos patrões

a nova copeira BRIGITE (Kéfera Bauchmann), que substitui Akima por um curto período, quando Hildegard o demite acusando-o de traí-la.


– núcleo de GUSTAVO BRUNO, o MARQUÊS DE TORGA (João Vicente de Castro), o rapaz mais rico da cidade. Tem uma paixão doentia por Júlia, por isso a quer de todo modo, sendo capaz de qualquer atrocidade para isso. O Coronel Eugênio concede a mão da filha, pois com o casamento salvará a família da falência. Perseguirá Danilo ao descobrir que Júlia o ama:

o irmão mais novo OTÁVIO (Patrick Sampaio), jovem advogado, de temperamento mais doce, com quem tem uma relação difícil por conflito de ideias e por ciúmes. Defenderá Danilo, colocando-se contra o irmão.


– núcleo de DORA (Alinne Moraes), no início, melhor amiga de Júlia. Porém, é falsa e inveja sua posição, já que é pobre, filha da lavadeira da cidade, o que a envergonha. É apaixonada por Gustavo Bruno, que apenas a usa. Por interesse, e para fazer ciúmes a Gustavo Bruno, acaba envolvendo-se com o irmão dele, Otávio, completamente apaixonado por ela:

a mãe GRAÇA (Patricya Travassos), lavadeira, de vida sofrida. No passado, envolveu-se com o Coronel Eugênio, com quem teve uma filha. Porém, o coronel a despreza e rejeita a menina, porque queria um filho homem

a irmã mais nova TERESA (Clara Galinari), filha de Graça com o Coronel Eugênio, é muda

o namorado no início LUCAS (Nikolas Antunes), rapaz simples e pobre, meio ingênuo e caipira. Gosta de Dora, mas acaba dispensado por ela, por ser pobre. Desiludido, envolve-se com Hildegard, que tenta lhe ensinar boas maneiras e passar algum verniz social.


– núcleo de MARISTELA (Letícia Persiles), morava na França, onde trabalhava como modista. De volta a Rosa Branca, é assediada pelo Coronel Eugênio, com quem, no passado, envolveu-se e teve um filho. O coronel tenta tomar-lhe o menino. Ela vive na esperança de fugir e voltar para a França com o filho. Receberá a ajuda de Gustavo Bruno:

o filho pequeno HENRIQUE (Otávio Martins), que o coronel tenta levar para viver em sua mansão. Piedade toma-se de amores pelo menino sem desconfiar que ele é filho biológico de seu marido. Tem medo do pai. Fica amigo de Teresa, sem saber que ela é sua meia-irmã, amizade esta que o coronel desaprova totalmente.


– núcleo da MADRE JOANA (Ana Lúcia Torre), superiora do convento que tenta esconder Danilo, no local, da perseguição de Coronel Eugênio e de Gustavo Bruno:

as freiras IRMÃ ZÉLIA (Maria Mônica Passos) e IRMÃ DOLORES (Andréa Dantas).


– demais personagens:

PADRE LUIZ (Ângelo Antônio), pároco de Rosa Branca, apaixona-se por Piedade mas sufoca esse amor. Compadece-se do sofrimento dela e protege o amor de Júlia e Danilo. Celebra o casamento dos dois

DR. FABRÍCIO (Marcelo Escorel), médico de Rosa Branca

GERTRUDE (Vera Fischer), amiga de Hildegard. Esta, lhe apresenta Lucas como pretendente para sua filha

MIMI (Luciana Paes), filha de Gertrude, é cortejada por Lucas

BENJAMIM (Robson Nunes), anjo que cuida de Gustavo Bruno

ESPÍRITO MESTRE (Othon Bastos), orienta Benjamim

FIRMINA (Andréa Bacellar), parteira de Júlia

(Rosana Dias), mulher do capanga do Coronel Eugênio, cuida do bebê recém-nascido de Júlia.



sábado, 5 de março de 2022

Espelho da Vida

 Elenco

VITÓRIA STRADA – Cris Valência / Júlia Castelo / Beatriz

JOÃO VICENTE DE CASTRO – Alain Dutra

ALINNE MORAES – Isabel

IRENE RAVACHE – Margot

REGINALDO FARIA – Vicente Dutra

RAFAEL CARDOSO – Daniel

PATRYCIA TRAVASSOS – Grace (Edméia)

FELIPE CAMARGO – Américo (Raj Ravi)

JÚLIA LEMMERTZ – Ana

ÂNGELO ANTÔNIO – Flávio

EMILIANO QUEIROZ – André Luiz

SUZANA FAINI – guardiã do casarão

PATRICK SAMPAIO – Felipe

ANA LÚCIA TORRE – Gentil

LUCIANA PAES – Lenita

NIKOLAS ANTUNES – Marcelo

ROBSON NUNES – Bola (Afrânio)

DANDARA ALBUQUERQUE – Sheila

LETÍCIA PERSILES – Letícia

VERA FISCHER – Carmo (Hildegard no filme)

MARCELO ESCOREL – Dalton

KÉFERA BUCHMANN – Mariane (Dora e, depois, Júlia no filme)

RÔMULO ARANTES NETO – Mauro César (Gustavo Bruno no filme)

CARLA DIAZ – Gigi Castro (Dora no filme)

THATI LOPES – Josi

RENATA TOBELEM – Daniela

DÉBORA OZÓRIO – Patty (Patrícia)

CATARINA DE CARVALHO – Michele

CADU LIBONATI – Hugo

LUCIANA VENDRAMINNI – Solange (Piedade no filme)

EVANDRO MESQUITA – Emiliano (Coronel Eugênio no filme)

MARCELO LAHAM – Tadeu Tavares

FLÁVIA GARRAFA – Neusa

MARIA MÔNICA PASSOS – Zezé

ANDRÉA DANTAS – Abigail

MIGUEL COELHO – Jorge Benício (Danilo no filme)

LUCIANA MALCHER – Débora Martins (Bendita no filme)

PEDROCA MONTEIRO – Cláudio

MÁRCIO MACHADO – Sérgio

ANDRÉA BACELLAR – Dalva

COSME DOS SANTOS – Gerson

ANA RIOS – Marina

GULHERME HAMACEK – Vitor

ANNA RITA CERQUEIRA – Gabi

ROSANA DIAS – Valdete

WAL SCHNEIDER – Martim

JOSÉ SANTA CRUZ – Padre Léo

as crianças

CLARA GALINARI – Priscila

MARIA LUIZA GALHANO – Flor

OTÁVIO MARTINS – Jadson


década de 1930

VITÓRIA STRADA – Júlia Castelo

RAFAEL CARDOSO – Danilo Breton

JOÃO VICENTE DE CASTRO – Gustavo Bruno (Marquês de Torga)

FELIPE CAMARGO – Coronel Eugênio Castelo

JÚLIA LEMMERTZ – Piedade

IRENE RAVACHE – Hildegard Breton

REGINALDO FARIA – Augusto Breton

PATRICK SAMPAIO – Otávio

ALINNE MORAES – Dora

PATRYCIA TRAVASSOS – Graça

SUZANA FAINI – Albertina Castelo

LETÍCIA PERSILES – Maristela (Stelinha)

LUCIANA MALCHER – Bendita

ÂNGELO ANTÔNIO – Padre Luiz

ANA LÚCIA TORRE – Madre Joana

NIKOLAS ANTUNES – Lucas

MARCELO ESCOREL – Dr. Fabrício

VERA FISCHER – Gertrude

LUCIANA PAES – Mimi

WAL SCHNEIDER – Akima

MARIA MÔNICA PASSOS – Irmã Zélia

ANDRÉA DANTAS – Irmã Dolores

ROBSON NUNES – Benjamim (anjo que cuida de Gustavo Bruno)

OTHON BASTOS – Espírito Mestre (orienta Benjamim)

ANDRÉA BACELLAR – Firmina (parteira de Júlia)

KÉFERA BUCHMANN – Brigite (nova copeira de Hildegard, em substituição a Akima

ROSANA DIAS – mulher do capanga do Coronel Eugênio, cuida do bebê recém-nascido de Júlia

as crianças

OTÁVIO MARTINS – Henrique

CLARA GALINARI – Teresa


e

ADRIANO PETERMAN – Tonho (amigo de Américo no Rio de Janeiro)

ALEXANDRE LINO – Valdir (segurança do hotel chamado para deter Mauro César quando ele é acusado de seduzir Patty)

AMAURIH OLIVEIRA – taxista no Rio que conduz Patty até o show de Ricardo Júnior

ANA ISABELA GODINHO – enfermeira com Dr. Dalton quando ele dá uma bronca em Isabel por estender demais sua visita a Alain

ANTÔNIO ALVES – comerciante que faz uma doação para as reformas da igreja e entrega o cheque a Américo

ANTÔNIO BARBOZA – dono do antiquário para quem Isabel tenta vender a caixinha de música que André lhe deu

ANTÔNIO CARLOS TEIXEIRA – Alberto da Veiga Guignard (convidado em um coquetel na casa dos Breton)

BETO VANDESTEEN – dono do bar onde Américo e Pente Fino brigam e o bandido é preso

BRENO DI FILIPPO – delegado que interroga Mauro César na cadeia, quando ele é acusado de seduzir Patty

CACÁ DIEGUES como ele mesmo, no festival de cinema no qual o curta de Alain é premiado, no início

CARLOS ANDRÉ FARIA – técnico de som na equipe de filmagem de Alain

CHICO MELLO – Pente Fino (bandido procurado pela polícia para quem Américo deve dinheiro)

EROM CORDEIRO – Pedro (filho de Margot, no último capítulo)

FÁTIMA BERNARDES como ela mesma, nos Estúdios Globo, quando Alain leva Priscila para conhecer o local

FAUSTO SILVA como ele mesmo, entrevista Emiliano no Domingão do Faustão

GAVIN JAMES como ele mesmo, canta em um show onde estavam os atores do filme

HAROUN ABUD – André (criança)

INGRID GUIMARÃES – como ela mesma, entrega o prêmio a Alain no festival de cinema no qual seu curta é premiado, no início

ÍTALO LAUREANO – Inspetor Braga (delegado corrupto que apoia o coronel Eugênio)

JOSÉ LORETO como ele mesmo, no festival de cinema no qual o curta de Alain é premiado, no início

JR REQUEIJO – joga pôquer com Américo

JU COLOMBO – enfermeira que informa a Júlia que Danilo foi transferido de hospital

JULIANA GUIMARÃES – faxineira do hotel que flagra Patty dormindo com Mauro César e deduz que ele a seduziu

JULIANA PAES como ela mesma, no festival de cinema no qual o curta de Alain é premiado, no início

LEANDRO SANTANA – joga pôquer com Américo

LUCIANO PULLIG – joga pôquer com Américo

LUI COIMBRA como ele mesmo, toca violoncelo enquanto Vicente mostra os anjos a Margot

MARCELO BORGHI – Geraldo (homem a quem Danilo tenta penhorar as joias que Julia lhe deu, o delata ao Coronel Eugênio)

MARCELO FARIAS como ele mesmo, no festival de cinema no qual o curta de Alain é premiado, no início

MARCELO SERRADO como ele mesmo, nos Estúdios Globo, quando Alain leva Priscila para conhecer o local

MARCOS CARUSO como ele mesmo, nos Estúdios Globo, quando Alain leva Priscila para conhecer o local

MARCOS JUNQUEIRA – com Mauro César na cena da novela de televisão estrelada por eles, no início

MARCOS VERAS como ele mesmo, nos Estúdios Globo, quando Alain leva Priscila para conhecer o local

MARELIZ RODRIGUES – professora da turma de Priscila e Florzinha

PEDRO FARAH (FARNETO) – Aristides (homem que Zezé e Abigail contatam em um site de namoros para apresentá-lo a Gentil)

RENATA MAGALHÃES – Tarsila do Amaral (convidada em um coquetel na casa dos Breton)

ROBERTO PIRILO – Delegado Gilson (investiga o desparecimento de Cris da clínica de repouso)

RODRIGO CANDELOT – joga pôquer com Américo

SÉRGIO MONTE – joga pôquer com Américo

SIDNEY MAGAL – Ricardo Júnior (famoso cantor que foi ídolo de Lenita, verdadeiro pai de Patty)

SILVIO MATTOS – com Daniel em Portugal analisando fotos para uma exposição

TAIRONE VALE – policial na entrada da casa de Coronel Eugênio depois do assassinato de Júlia, impedindo as pessoas de entrarem

THIAGO FRAGOSO – Luan Gomes (ator no teste de vídeo para o filme de Alain, no início)

VALNEY AGUIAR – padre que reza uma missa pela alma de Pedro depois que Margot sabe que o filho está morto

Eustáquio Barroso (amigo de Hildegard, diretor do presídio que facilita a fuga de Danilo)

Madame Tamara (cliente de Graça que a flagra no restaurante usando uma roupa sua)

Núcleos

– núcleo de CRIS VALÊNCIA (Vitória Strada), jovem atriz, bonita e talentosa. Tem uma ótima relação com a mãe e o padrasto, que considera como pai. Porém, prefere manter-se distante do pai biológico, um homem encrenqueiro que quase nunca lhe deu atenção, apesar de não guardar mágoas dele. Chega com o namorado à cidadezinha de Rosa Branca, Minas Gerais, a cidade natal dele, para rodar o filme no qual será protagonista. Na cidade, durante a pesquisa para viver sua personagem, descobre que foi a própria em uma vida passada e vive uma experiência transcendental ao entrar no casarão em ruínas onde a jovem morreu. Através de um espelho, transporta-se para a década de 1930 e tenta desvendar o que realmente aconteceu. Durante a experiência, descobre que pessoas que fazem parte de seu presente, também fizeram em sua vida passada:

a mãe ANA (Júlia Lemmertz), com quem tem uma ótima relação. Preocupa-se muito com a filha. Por causa das filmagens, vai até Rosa Branca. Tem pouco contato com o ex-marido, pai de Cris, de quem prefere distância, por mágoas de quando eram casados

o padrasto FLÁVIO (Ângelo Antônio), marceneiro e restaurador, segundo marido de Ana. Criou Cris como filha. Por ciúme e zelo, não admite qualquer aproximação do primeiro marido da mulher com ela ou a filha. Acompanha Ana a Rosa Branca.


– núcleo de AMÉRICO (Felipe Camargo), pai biológico de Cris e ex-marido de Ana. Sujeito malandro e de caráter duvidoso, está sempre envolvido em alguma tramoia. Não participou da criação da filha. Quando descobre que Cris está em Rosa Branca para rodar um filme, estabelece-se na cidade para tentar uma reaproximação e, assim, obter alguma vantagem pessoal. Quem não gosta de vê-lo na cidade é Flávio, com quem sempre entra em atrito. Ao longo da trama, será revelado que tem dois filhos com outra mulher, fato desconhecido de todos e que ele tentava esconder:

os outros filhos, que aparecem em Rosa Branca atrás do pai depois da morte da mãe: VITOR (Guilherme Hamacek), adolescente, e JADSON (Otávio Martins), criança, por quem Ana acaba se afeiçoando.


– núcleo de ALAIN DUTRA (João Vicente de Castro), diretor de cinema e televisão, namorado de Cris. Nasceu e cresceu em Rosa Branca, mas mora no Rio de Janeiro há alguns anos, por causa do trabalho e de uma decepção amorosa do passado: descobriu que era traído pela namorada com seu primo e melhor amigo, o que custou a vida do primo. Volta a Rosa Branca a contragosto, para atender a um chamado do avô, que está muito doente. É convencido por ele a filmar na cidade a história real de um crime passional que aconteceu há quase cem anos. Escolhe Cris para ser a protagonista de seu longa. O retorno à cidade natal vai transformá-lo:

o avô VICENTE (Reginaldo Faria), quando fica doente pede que o neto volte a Rosa Branca para se despedir dele. No testamento, deixa dinheiro para que Alain realize um filme, desde que ele conte no cinema uma história real que aconteceu na cidade na década de 1930

a segunda mulher de Vicente, MARGOT (Irene Ravache), com quem tem em Rosa Branca uma livraria com obras raras. Generosa e espiritualizada, fica muito próxima de Cris quando a conhece. Entrega a Alain e Cris o diário da personagem que serve de guia para a construção do roteiro do filme. A princípio, é a única que sabe da experiência que Cris vive ao se transportar para a década de 1930. Tem uma relação difícil com Alain, que é muito cético e não acredita em sua fé. Sente a falta do falecido marido. Frequentemente, ouve o espírito de Vicente, sempre a reconfortando

o primo FELIPE (Patrick Sampaio), que era seu melhor amigo. Anos atrás, o traiu com sua namorada. Descoberto o caso dos dois, após uma briga com Alain, Felipe foi vítima de um acidente fatal

os funcionários da casa ou da loja de Margot e Vicente: DALVA (Andréa Bacellar), gosta muito de Margot,

MARINA (Ana Rios), esconde uma vida dupla, já que, à noite, trabalha como dançarina em uma boate na cidade vizinha,

e MARTIM (Wal Schneider).


– núcleo de ISABEL (Alinne Moraes), jornalista, muito bonita e atraente. Aparenta ser uma boa pessoa, mas, na verdade, é dissimulada e mau-caráter. Moradora de Rosa Branca, foi noiva de Alain, mas o romance terminou quando ele descobriu que ela o traía com Felipe. Quando terminaram, Isabel afirmou estar esperando um filho de Felipe. Envergonha-se da mãe, com quem vive implicando. Com o retorno de Alain, fará de tudo para reconquistá-lo. Porém, antes, terá que afastar Cris de seu caminho. Vez outra, o espírito maligno de Felipe, ciumento de seu amor por Alain, a atormenta:

a filha pequena PRISCILA (Clara Galinari), sente muita falta de ter um pai, já que acredita que o seu morreu antes de nascer. Sofre com a frieza e impaciência da mãe em alguns momentos. Não gosta de Alain quando o conhece. Alain enxerga a menina como o símbolo da traição que o fez sofrer tanto. Porém, Isabel revela a ele que Priscila é sua filha, o que transforma a sua relação com a menina

a mãe EDMÉIA, que adotou o nome de GRACE (Patricya Travassos), mulher mística e esotérica, acredita em forças sobrenaturais, espíritos e vidas passadas. Volta para Rosa Branca após ter passado anos fora em busca de autoconhecimento. Já teve um envolvimento com Américo, quando ele foi um guia espiritual – de araque – chamado RAJ RAVI. Tenta iluminar os pensamentos da filha, sempre em vão. Isabel tem resistência em aceitar a crença da mãe e o seu retorno, por não suportá-la.


– núcleo de GENTIL (Ana Lucia Torre), irmã de Margot. Dona da pensão de Rosa Branca, hospeda a equipe do filmagem de Alain. Quase sempre mal-humorada, diz que, com a idade, pode falar o que pensa. Fica encantada com Américo quando ele chega à pensão. A princípio, cai na lábia do malandro, que tenta de todo modo trapaceá-la, aproveitando-se de sua aparente ingenuidade:

a filha LENITA (Luciana Paes), trabalha com a mãe na pensão a contragosto, pois é ambiciosa, quer ser rica, mas não faz nada concreto nesse sentido. Acha que Isabel é sua melhor amiga, já que cresceram juntas, mas ela, na realidade, só a usa

a filha adolescente PATTY (Débora Ozório), deslumbrada como a mãe. Sonha em ser atriz e faz de tudo para participar do filme de Alain, pois é fã apaixonada do galã da fita e acha que, quando ele a conhecer, se apaixonará por ela. Para isso, apronta muito para ficar perto do ídolo

o pai de Patty, MARCELO (Nikolas Antunes), foi casado com Lenita. Ótimo pai e amigo da filha, mas não cede aos caprichos dela nem da ex-esposa, que gostaria que ele a sustentasse. É advogado e no passado fez parte da turma de Alain, Felipe e Isabel. Atualmente, é apaixonado por Isabel, que se aproveita disso em benefício próprio

as primas solteironas ZEZÉ (Maria Mônica Passos) e ABIGAIL (Andréa Dantas), vivem na pensão e prestam atenção em tudo que acontece por ali. Formam um dupla engraçada. Alcoviteiras e fofoqueiras, estão sempre prontas para dar palpite na vida alheia

o sobrinho-neto HUGO (Cadu Libonati), adolescente trabalhador e estudioso. Será o fotógrafo responsável pela cobertura das filmagens na cidade. Tem uma paixonite por Patty

a cozinheira da pensão VALDETE (Rosana Dias).


– núcleo da equipe de filmagem:

BOLA (Robson Nunes), amigo, confidente e braço direito de Alain. Sujeito boa-praça e sincero, é responsável pela produção do filme. Tem uma boa relação com todos os envolvidos no filme

DANIELA (Renata Tobelem), assistente de produção, comprometida com seu trabalho. Tem uma paixão platônica por Bola

JOSI (Thati Lopes), figurinista. Boa profissional, mas um tanto dissimulada

SÉRGIO (Márcio Machado), diretor de cenografia

CLÁUDIO (Pedroca Monteiro), diretor de fotografia

o elenco: MAURO CÉSAR (Rômulo Arantes Neto), “o galã”, vaidoso e famoso, adorado pelas fãs. É “perseguido” por Patty, que deseja chegar perto de seu ídolo custe o que custar, envolvendo-o em confusões,

MARIANE (Kéfera Buchmann), famosa, tem um grande fã-clube e é seguida por milhares de pessoas nas redes sociais. Vaidosa, tem muita autoestima. Combina com Mauro César um namoro midiático, mas acaba se envolvendo de verdade com ele. É ex-namorada de Alain e acredita que, separando-o de Cris, conseguirá o papel principal do filme. Com a ajuda da amiga Josi, arma situações com o intuito de separar o casal,

GIGI CASTRO (Carla Diaz), vem a Rosa Branca para assumir o papel de Mariane no filme, que, por sua vez, acaba escalada para viver a protagonista quando Cris afasta-se das filmagens. Rival de Mariane, foi namorada de Mauro César,

CARMO (Vera Fischer), já atuou na TV e fez muito sucesso no passado, mas está afastada porque acredita que com a idade não ganha mais papeis relevantes,

SOLANGE (Luciana Vendraminni), atriz do teatro paulista. Não aceita a chegada da idade. Vive trocando indiretas e alfinetadas com Carmo, mas, no fundo, as duas se gostam,

EMILIANO (Evandro Mesquita), já teve um caso com Solange e, hoje, não se suportam. Porém, são obrigados a trabalhar juntos, já que vivem um casal no filme. A reaproximação acende desejos reprimidos pelos dois,

JORGE BENÍCIO (Miguel Coelho), ator de teatro de Belo Horizonte,

e DÉBORA (Luciana Malcher), atriz talentosa e divertida.


– núcleo de SHEILA (Dandara Albuquerque), dissimulada e de caráter duvidoso, aprontou muito em Rosa Branca anos atrás e partiu da cidade, deixando a filha pequena com o seu pai. Retorna com o rabo entre as pernas e enfrenta a desconfiança do pai, que, a princípio, não acredita em seu arrependimento. Vai trabalhar com a equipe de filmagem, como maquiadora. Envolve-se com Bola, para o ciúme de Daniela. Une-se a Isabel em suas armações, tornando-se sua cúmplice:

a filha pequena FLOR (Maria Luiza Galhano), mora com o avô, mas sente muito a falta da mãe. Doce e amorosa, é a melhor amiga de Priscila

o pai GERSON (Cosme dos Santos), homem justo e simplório. Trabalha como faz-tudo da casa de Vicente e Margot. Acredita que a filha seja um mau exemplo para a netinha. Receia que, com o seu retorno, ela volte a aprontar.


– núcleo de MICHELE (Catarina de Carvalho), melhor amiga de Patty, confidente e companheira de aventuras. Tem mais responsabilidade que a amiga, mas não consegue fazê-la desistir de certas ideias malucas para conseguir o que quer. Vai interessar-se por Vitor:

os pais: TAVARES (Marcelo Laham), prefeito da cidade, um cara honesto e bom. Sempre acaba cedendo aos caprichos da esposa,

e NEUSA (Flavia Garrafa), a primeira-dama de Rosa Branca, mulher vaidosa, deslumbrada e voluntariosa. Faz de tudo para participar do filme de Alain e consegue convencer o marido a ajudá-la

a amiga GABI (Anna Rita Cerqueira), também amiga de Patty. Namora Hugo por um tempo para que ele faça ciúme em Patty, o que não surte efeito.


– demais personagens:

ANDRÉ LUIZ (Emiliano Queiroz), senhor misterioso que ninguém conhece na cidade. No início da trama, entrega a Cris uma joia que pertenceu à personagem que ela viverá no filme

GUARDIÃ DO CASARÃO (Suzana Faini), velha enigmática que vive no casarão abandonado de Rosa Branca, cenário da trágica morte ocorrida na década de 1930. Surge do nada, sempre pregando sustos nas pessoas que se aproximam da mansão. Decide quem deve ou não entrar no local. Incentiva Cris a descobrir tudo que aconteceu em sua vida passada

DANIEL (Rafael Cardoso), surge no final da trama. Artista plástico que mora no exterior. Em Belo Horizonte para uma exposição, decide visitar Rosa Branca e conhece Cris, que foi sua amada em uma vida passada

LETÍCIA (Letícia Persiles), terapeuta de vidas passadas, amiga de Daniel, seu paciente. Está em Belo Horizonte para um congresso e acompanha Daniel a Rosa Branca

DALTON (Marcelo Escorel), médico da cidade. Foi uma paixão da juventude de Carmo. Ao se reencontrarem, voltam a se relacionar

PADRE LÉO (José Santa Cruz), pároco de Rosa Branca.


Década de 1930


– núcleo de JÚLIA CASTELO (Vitória Strada), a vida passada de Cris Valência. Viveu em Rosa Branca na década de 1930 e foi morta por um tiro por causa de um amor impedido por seu pai. É sobre essa história o filme que Alain vai rodar na cidade. Através de um espelho no casarão onde Júlia morou, Cris transporta-se para a época dela e se vê em seu lugar, vivenciando tudo o que ela passou:

os pais: CORONEL EUGÊNIO CASTELO (Felipe Camargo), o homem mais poderoso da região, violento, prepotente e autoritário, achando-se acima do bem e do mal, capaz de qualquer coisa para defender seus interesses. Maltrata a mulher submissa, tem amantes, e despreza a filha, por sempre ter desejado um filho homem. Vê Júlia apenas como a salvação para a crise financeira pela qual passa, por isso a obriga a casar-se com um marquês,

e PIEDADE (Júlia Lemmertz), mulher extremamente submissa ao marido, vive com medo de seus rompantes de violência. Sente-se rejeitada por não ter lhe dado um filho homem. Tenta fazer o possível para proteger a filha do pai

a avó ALBERTINA (Suzana Faini), mulher rancorosa e arrogante, orgulhosa do sobrenome e do passado aristocrático de sua família. Apoia o filho em todas as suas decisões. Despreza a nora, por não ter-lhe dado um neto homem, e a neta, a quem nunca demonstrou afeição

a empregada BENDITA (Luciana Malcher), completamente fiel à patroa e a Júlia, faz o possível para protegê-las.


– núcleo de DANILO BRETON (Rafael Cardoso), jovem pintor, filho de uma francesa mal afamada na região e de um intelectual brasileiro, progressista e boêmio, por isso, também mal visto pela sociedade local. Apaixona-se por Júlia assim que a conhece e é correspondido, porém, esse amor é impossibilitado pelo pai dela, que fará de tudo para separá-los. Perseguido, acaba preso e torturado:

os pais: AUGUSTO BRETON (Reginaldo Faria), intelectual, boêmio e bon vivant. Progressista, de ideias avançadas, o que vai contra o pensamento dos conservadores da região, inclusive do Coronel Eugênio, com quem vive em atrito,

e HILDEGARD (Irene Ravache), francesa avançada para os padrões da época, mal vista pela sociedade local. Tem uma rusga com o Coronel Eugênio, por isso é contra o envolvimento do filho com Júlia, esquivando-se de ajudar o casal

o mordomo AKIMA (Wal Schneider), de origem indiana, totalmente fiel aos patrões

a nova copeira BRIGITE (Kéfera Bauchmann), que substitui Akima por um curto período, quando Hildegard o demite acusando-o de traí-la.

– núcleo de GUSTAVO BRUNO, o MARQUÊS DE TORGA (João Vicente de Castro), o rapaz mais rico da cidade. Tem uma paixão doentia por Júlia, por isso a quer de todo modo, sendo capaz de qualquer atrocidade para isso. O Coronel Eugênio concede a mão da filha, pois com o casamento salvará a família da falência. Perseguirá Danilo ao descobrir que Júlia o ama:

o irmão mais novo OTÁVIO (Patrick Sampaio), jovem advogado, de temperamento mais doce, com quem tem uma relação difícil por conflito de ideias e por ciúmes. Defenderá Danilo, colocando-se contra o irmão.

– núcleo de DORA (Alinne Moraes), no início, melhor amiga de Júlia. Porém, é falsa e inveja sua posição, já que é pobre, filha da lavadeira da cidade, o que a envergonha. É apaixonada por Gustavo Bruno, que apenas a usa. Por interesse, e para fazer ciúmes a Gustavo Bruno, acaba envolvendo-se com o irmão dele, Otávio, completamente apaixonado por ela:

a mãe GRAÇA (Patricya Travassos), lavadeira, de vida sofrida. No passado, envolveu-se com o Coronel Eugênio, com quem teve uma filha. Porém, o coronel a despreza e rejeita a menina, porque queria um filho homem

a irmã mais nova TERESA (Clara Galinari), filha de Graça com o Coronel Eugênio, é muda

o namorado no início LUCAS (Nikolas Antunes), rapaz simples e pobre, meio ingênuo e caipira. Gosta de Dora, mas acaba dispensado por ela, por ser pobre. Desiludido, envolve-se com Hildegard, que tenta lhe ensinar boas maneiras e passar algum verniz social.

– núcleo de MARISTELA (Letícia Persiles), morava na França, onde trabalhava como modista. De volta a Rosa Branca, é assediada pelo Coronel Eugênio, com quem, no passado, envolveu-se e teve um filho. O coronel tenta tomar-lhe o menino. Ela vive na esperança de fugir e voltar para a França com o filho. Receberá a ajuda de Gustavo Bruno:

o filho pequeno HENRIQUE (Otávio Martins), que o coronel tenta levar para viver em sua mansão. Piedade toma-se de amores pelo menino sem desconfiar que ele é filho biológico de seu marido. Tem medo do pai. Fica amigo de Teresa, sem saber que ela é sua meia-irmã, amizade esta que o coronel desaprova totalmente.

– núcleo da MADRE JOANA (Ana Lúcia Torre), superiora do convento que tenta esconder Danilo, no local, da perseguição de Coronel Eugênio e de Gustavo Bruno:

as freiras IRMÃ ZÉLIA (Maria Mônica Passos) e IRMÃ DOLORES (Andréa Dantas).

– demais personagens:

PADRE LUIZ (Ângelo Antônio), pároco de Rosa Branca, apaixona-se por Piedade mas sufoca esse amor. Compadece-se do sofrimento dela e protege o amor de Júlia e Danilo. Celebra o casamento dos dois

DR. FABRÍCIO (Marcelo Escorel), médico de Rosa Branca

GERTRUDE (Vera Fischer), amiga de Hildegard. Esta, lhe apresenta Lucas como pretendente para sua filha

MIMI (Luciana Paes), filha de Gertrude, é cortejada por Lucas

BENJAMIM (Robson Nunes), anjo que cuida de Gustavo Bruno

ESPÍRITO MESTRE (Othon Bastos), orienta Benjamim

FIRMINA (Andréa Bacellar), parteira de Júlia

(Rosana Dias), mulher do capanga do Coronel Eugênio, cuida do bebê recém-nascido de Júlia.


Bastidores

A novelista Elizabeth Jhin, conhecida pelas abordagens espiritualistas em sua obra (Escrito nas Estrelas, Amor Eterno Amor, Além do Tempo), trouxe novamente uma trama envolvendo a crença em vidas passadas, desta vez com boa dose de fantasia – como o espelho que servia de portal do tempo e que levou a protagonista Cris Valência (Vitória Strada) a reviver uma vida passada.

Em sua última novela, Além do Tempo, as histórias aconteciam em duas fases, com os mesmos personagens em encarnações diferentes, primeiro no passado e depois na atualidade. Espelho da Vida apresentou uma história de amor e mistério que ultrapassava as barreiras do tempo e do espaço ao se desenrolar em duas épocas distintas concomitantemente. Elizabeth Jhin explicou, na época do lançamento da novela:

“As tramas de 2018 e de 1930 se desenrolam ao mesmo tempo devido às ‘viagens no tempo’ que a nossa personagem, Cris Valência, empreende. Assim, o espectador consegue acompanhar a vida dela e de outros personagens na atualidade, e também o que ela descobre e enfrenta em sua outra vida. Cada vez que ela faz a ‘passagem’ pelo portal do espelho, ela nos leva a outra realidade. (…) O espelho tem uma grande importância na história, ele é o portal por onde Cris Valência chega a outras dimensões.”

Pedro Vasconcelos, em sua estreia como diretor artístico, comentou sobre Espelho da Vida:

“É uma novela atual e de época. Ao mesmo tempo. É um desafio muito grande criar esses universos distintos e em paralelo. É uma trama com três camadas: época, atualidade e o filme, algo que eu ainda não tinha vivido. (…) Acho que, para o telespectador, será muito curioso. Ele assistirá às cenas atuais ao mesmo tempo em que acompanhará as cenas de época. Vai entender a mudança de décadas pelo figurino, paisagens, objetos etc.”

A trama da novela lembrava a de outra obra, Anjo de Mim (1996-1997), de Walther Negrão, na qual Jhin foi colaboradora. Nesta, o personagem de Tony Ramos se recordava de uma vida passada, em que presenciou um crime passional. Ele tenta encontrar a reencarnação da amada do passado enquanto elucida o crime. Em Espelho da Vida, a protagonista também investiga um crime passional envolvendo uma encarnação passada. Porém, uma novela nada tem a ver com a outra, trata-se apenas de variações de uma mesma temática.

Quanto à narrativa, a semelhança era com a novela O Casarão, que Lauro César Muniz escreveu em 1976, na qual três épocas diferentes aconteciam simultaneamente para o telespectador. No entanto, por ser uma narrativa pouco visitada em teledramaturgia, essa simultaneidade conferia a Espelho da Vida um sabor da novidade.

Também havia os bastidores de um filme que era rodado na cidadezinha fictícia, sobre uma história real que aconteceu no local, no passado – referência à novela Roque Santeiro (1985-1986), de Dias Gomes, com lampejos à metalinguagem da novela Espelho Mágico (1977), de Lauro César Muniz.

Espelho da Vida passou por mais de sua metade cambaleando na audiência, abaixo da meta esperada para o horário. Terminou com uma média final de 17,5 pontos no Ibope da Grande São Paulo, a menor desde 2015.

A novela também enfrentou a concorrência, no caso, o bom desempenho na audiência do jornalístico Cidade Alerta, da Record TV, que, geralmente, se mantinha 3 e 4 pontos atrás no Ibope da Grande São Paulo. Em 22/11/2018, Espelho da Vida perdeu pela primeira vez para a concorrência, na média do dia: 15 pontos no Ibope ante 17,3 do jornalístico da Record, sendo que a novela não chegou a liderar em nenhum minuto durante todo o capítulo – o que jamais havia acontecido na história do horário na Globo. No dia seguinte, a novela perdeu novamente, marcando 13 pontos contra 14 da concorrente. O auge aconteceu no final de janeiro, com a tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), que teve cobertura do Cidade Alerta. Depois desta “baixa” em janeiro de 2019, a novela começou a reagir em fevereiro, para só ultrapassar os 20 pontos em suas últimas semanas de exibição.

Durante os três primeiros meses, a trama se arrastou, pouco atrativa. Pegou a baixa audiência da TV em geral no fim de 2018 e só começou a esboçar alguma reação em 2019, no momento em que a autora passou a priorizar a história no passado. Foi quando a trama de Espelho da Vida ganhou estofo, sustância e emoção genuína. Faltaram nos primeiros meses o apelo e o calor que a trama só começou a demonstrar quando a história na década de 1930 passou a ocupar maior tempo na narrativa.

No início da novela, o público foi ludibriado com um mocinho que não era mocinho: Alain (João Vicente de Castro). Mal-humorado, egoísta e até grosseiro, Alain custou a cair nas graças da audiência. Ele não era exatamente “o vilão”, tampouco um “anti-herói”, mas simplesmente um tipo intragável, que afugentava as pessoas, inclusive o público. Alain só começou a perder ares de vilão quando descobriu que Priscila (Clara Galinari) era sua filha.

Em consequência, a heroína Cris (Vitória Strada) ficou sozinha neste tempo, sem a figura do “mocinho”. Este, Danilo (Rafael Cardoso), só foi aparecer muito tempo depois, na década de 1930, e em doses homeopáticas. Enquanto isso, o núcleo do cinema se estendia com personagens aleatórios – um núcleo que em nada contribuiu para a novela, nem mesmo para a metalinguagem com proposta de “história dentro da história”.

Mesmo com todos os percalços, o saldo foi positivo. Teria sido uma novela “redonda” se mais enxuta.

O elenco era ótimo, bem apoiado na direção e no texto, com alguns atores vivendo papeis duplos, com destaque para Vitória Strada, Alinne Moraes, Irene Ravache, Felipe Camargo, Júlia Lemmertz, Suzana Faini, Patrícya Travassos, Ana Lúcia Torre e Emiliano Queiroz. E um grande momento para Felipe Camargo, como o malandro simpático Américo, na vida presente, e o terrível vilão Coronel Eugênio Castelo, na vida passada.

A produção era de primeira, com apuro técnico, iluminação envolvente, arte, figurinos e cenários caprichados e trilha sonora de bom gosto. Uma novela bonita e agradável de assistir.

As gravações da novela começaram em locações externas em Minas Gerais. A equipe passou por Carrancas, Mariana, Tiradentes e Ouro Preto. A Praça Gomes Freire, mais conhecida como Jardim, foi a principal locação usada em Mariana. Lá estavam os casarões que representavam na trama a residência de Vicente e Margot (Reginaldo Faria e Irene Ravache), a livraria Cavaco e a Pensão Rosa Branca.

“Tenho uma grande preocupação com o realismo, por isso vamos gravar bastante no centro histórico de Mariana, que funcionará como a ‘cidade cenográfica’ da novela. Devemos voltar a Mariana e Tiradentes com frequência durante todo o projeto”, afirmou o diretor Pedro Vasconcelos na época do lançamento da novela.

As ruas de pedras tão características de Tiradentes completaram o centro histórico da cidade fictícia de Rosa Branca. A equipe gravou cenas nas ruas próximas às igrejas do lugar, como a Matriz de Santo Antônio e a Capela Nossa Senhora das Mercês. As locações de Ouro Preto representaram na trama os locais mais movimentados Rosa Branca. E em Carrancas, a equipe aproveitou as belezas naturais da cidade, rodando cenas nas serras e cachoeiras que, na trama, eram os arredores de Rosa Branca.

A figurinista Júlia Ayres comentou sobre os figurinos totalmente distintos e que contavam a mesma história. “Foi importante criar três estéticas diferentes para que o espectador identifique imediatamente onde os personagens estão: atualidade, época ou filme”, contou.

Houve ainda uma diferenciação entre os personagens que eram do Rio de Janeiro, principalmente a trupe do cinema, e os moradores de Rosa Branca. “O pessoal do filme tem mais preto na paleta e peças mais geométricas, estampas mais gráficas. E no interior é mais romântico, estampas liberty, por exemplo. A diferenciação quando eles chegam na cidade do interior precisava ser óbvia já no figurino”, revelou Júlia.

Claudiney Barino e Cristiane Lobato, cenógrafos responsáveis, tinham como missão criar um dos principais e mais emblemáticos cenários da novela: o casarão de Júlia Castelo (Vitória Strada), uma construção com duas fachadas espelhadas e opostas com ligação interna. Assim como acontecia com Cris Valência na trama, era possível entrar no casarão em 2018 e sair na década de 1930. De um lado, a edificação em ruínas: uma casa castigada pelo abandono e pelo tempo, assim como sua vizinhança. Porém, do outro lado tudo era diferente: casa em estilo neoclássico, nova, impecável, e com vida no entorno.

Como a novela mostrava a realização de um longa-metragem, a ideia era que o público percebesse detalhes das filmagens.

“Como teremos os bastidores de um filme dentro da novela, então é importante que o espectador perceba quando se trata da época e quando estamos falando das gravações do filme”, contou Rita Vinagre, responsável pela produção de arte.




sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Elenco

 VITÓRIA STRADA – Cris Valência / Júlia Castelo / Beatriz

JOÃO VICENTE DE CASTRO – Alain Dutra

ALINNE MORAES – Isabel

IRENE RAVACHE – Margot

REGINALDO FARIA – Vicente Dutra

RAFAEL CARDOSO – Daniel

PATRYCIA TRAVASSOS – Grace (Edméia)

FELIPE CAMARGO – Américo (Raj Ravi)

JÚLIA LEMMERTZ – Ana

ÂNGELO ANTÔNIO – Flávio

EMILIANO QUEIROZ – André Luiz

SUZANA FAINI – guardiã do casarão

PATRICK SAMPAIO – Felipe

ANA LÚCIA TORRE – Gentil

LUCIANA PAES – Lenita

NIKOLAS ANTUNES – Marcelo

ROBSON NUNES – Bola (Afrânio)

DANDARA ALBUQUERQUE – Sheila

LETÍCIA PERSILES – Letícia

VERA FISCHER – Carmo (Hildegard no filme)

MARCELO ESCOREL – Dalton

KÉFERA BUCHMANN – Mariane (Dora e, depois, Júlia no filme)

RÔMULO ARANTES NETO – Mauro César (Gustavo Bruno no filme)

CARLA DIAZ – Gigi Castro (Dora no filme)

THATI LOPES – Josi

RENATA TOBELEM – Daniela

DÉBORA OZÓRIO – Patty (Patrícia)

CATARINA DE CARVALHO – Michele

CADU LIBONATI – Hugo

LUCIANA VENDRAMINNI – Solange (Piedade no filme)

EVANDRO MESQUITA – Emiliano (Coronel Eugênio no filme)

MARCELO LAHAM – Tadeu Tavares

FLÁVIA GARRAFA – Neusa

MARIA MÔNICA PASSOS – Zezé

ANDRÉA DANTAS – Abigail

MIGUEL COELHO – Jorge Benício (Danilo no filme)

LUCIANA MALCHER – Débora Martins (Bendita no filme)

PEDROCA MONTEIRO – Cláudio

MÁRCIO MACHADO – Sérgio

ANDRÉA BACELLAR – Dalva

COSME DOS SANTOS – Gerson

ANA RIOS – Marina

GULHERME HAMACEK – Vitor

ANNA RITA CERQUEIRA – Gabi

ROSANA DIAS – Valdete

WAL SCHNEIDER – Martim

JOSÉ SANTA CRUZ – Padre Léo

as crianças

CLARA GALINARI – Priscila

MARIA LUIZA GALHANO – Flor

OTÁVIO MARTINS – Jadson


década de 1930

VITÓRIA STRADA – Júlia Castelo

RAFAEL CARDOSO – Danilo Breton

JOÃO VICENTE DE CASTRO – Gustavo Bruno (Marquês de Torga)

FELIPE CAMARGO – Coronel Eugênio Castelo

JÚLIA LEMMERTZ – Piedade

IRENE RAVACHE – Hildegard Breton

REGINALDO FARIA – Augusto Breton

PATRICK SAMPAIO – Otávio

ALINNE MORAES – Dora

PATRYCIA TRAVASSOS – Graça

SUZANA FAINI – Albertina Castelo

LETÍCIA PERSILES – Maristela (Stelinha)

LUCIANA MALCHER – Bendita

ÂNGELO ANTÔNIO – Padre Luiz

ANA LÚCIA TORRE – Madre Joana

NIKOLAS ANTUNES – Lucas

MARCELO ESCOREL – Dr. Fabrício

VERA FISCHER – Gertrude

LUCIANA PAES – Mimi

WAL SCHNEIDER – Akima

MARIA MÔNICA PASSOS – Irmã Zélia

ANDRÉA DANTAS – Irmã Dolores

ROBSON NUNES – Benjamim (anjo que cuida de Gustavo Bruno)

OTHON BASTOS – Espírito Mestre (orienta Benjamim)

ANDRÉA BACELLAR – Firmina (parteira de Júlia)

KÉFERA BUCHMANN – Brigite (nova copeira de Hildegard, em substituição a Akima

ROSANA DIAS – mulher do capanga do Coronel Eugênio, cuida do bebê recém-nascido de Júlia

as crianças

OTÁVIO MARTINS – Henrique

CLARA GALINARI – Teresa


e

ADRIANO PETERMAN – Tonho (amigo de Américo no Rio de Janeiro)

ALEXANDRE LINO – Valdir (segurança do hotel chamado para deter Mauro César quando ele é acusado de seduzir Patty)

AMAURIH OLIVEIRA – taxista no Rio que conduz Patty até o show de Ricardo Júnior

ANA ISABELA GODINHO – enfermeira com Dr. Dalton quando ele dá uma bronca em Isabel por estender demais sua visita a Alain

ANTÔNIO ALVES – comerciante que faz uma doação para as reformas da igreja e entrega o cheque a Américo

ANTÔNIO BARBOZA – dono do antiquário para quem Isabel tenta vender a caixinha de música que André lhe deu

ANTÔNIO CARLOS TEIXEIRA – Alberto da Veiga Guignard (convidado em um coquetel na casa dos Breton)

BETO VANDESTEEN – dono do bar onde Américo e Pente Fino brigam e o bandido é preso

BRENO DI FILIPPO – delegado que interroga Mauro César na cadeia, quando ele é acusado de seduzir Patty

CACÁ DIEGUES como ele mesmo, no festival de cinema no qual o curta de Alain é premiado, no início

CARLOS ANDRÉ FARIA – técnico de som na equipe de filmagem de Alain

CHICO MELLO – Pente Fino (bandido procurado pela polícia para quem Américo deve dinheiro)

EROM CORDEIRO – Pedro (filho de Margot, no último capítulo)

FÁTIMA BERNARDES como ela mesma, nos Estúdios Globo, quando Alain leva Priscila para conhecer o local

FAUSTO SILVA como ele mesmo, entrevista Emiliano no Domingão do Faustão

GAVIN JAMES como ele mesmo, canta em um show onde estavam os atores do filme

HAROUN ABUD – André (criança)

INGRID GUIMARÃES – como ela mesma, entrega o prêmio a Alain no festival de cinema no qual seu curta é premiado, no início

ÍTALO LAUREANO – Inspetor Braga (delegado corrupto que apoia o coronel Eugênio)

JOSÉ LORETO como ele mesmo, no festival de cinema no qual o curta de Alain é premiado, no início

JR REQUEIJO – joga pôquer com Américo

JU COLOMBO – enfermeira que informa a Júlia que Danilo foi transferido de hospital

JULIANA GUIMARÃES – faxineira do hotel que flagra Patty dormindo com Mauro César e deduz que ele a seduziu

JULIANA PAES como ela mesma, no festival de cinema no qual o curta de Alain é premiado, no início

LEANDRO SANTANA – joga pôquer com Américo

LUCIANO PULLIG – joga pôquer com Américo

LUI COIMBRA como ele mesmo, toca violoncelo enquanto Vicente mostra os anjos a Margot

MARCELO BORGHI – Geraldo (homem a quem Danilo tenta penhorar as joias que Julia lhe deu, o delata ao Coronel Eugênio)

MARCELO FARIAS como ele mesmo, no festival de cinema no qual o curta de Alain é premiado, no início

MARCELO SERRADO como ele mesmo, nos Estúdios Globo, quando Alain leva Priscila para conhecer o local

MARCOS CARUSO como ele mesmo, nos Estúdios Globo, quando Alain leva Priscila para conhecer o local

MARCOS JUNQUEIRA – com Mauro César na cena da novela de televisão estrelada por eles, no início

MARCOS VERAS como ele mesmo, nos Estúdios Globo, quando Alain leva Priscila para conhecer o local

MARELIZ RODRIGUES – professora da turma de Priscila e Florzinha

PEDRO FARAH (FARNETO) – Aristides (homem que Zezé e Abigail contatam em um site de namoros para apresentá-lo a Gentil)

RENATA MAGALHÃES – Tarsila do Amaral (convidada em um coquetel na casa dos Breton)

ROBERTO PIRILO – Delegado Gilson (investiga o desparecimento de Cris da clínica de repouso)

RODRIGO CANDELOT – joga pôquer com Américo

SÉRGIO MONTE – joga pôquer com Américo

SIDNEY MAGAL – Ricardo Júnior (famoso cantor que foi ídolo de Lenita, verdadeiro pai de Patty)

SILVIO MATTOS – com Daniel em Portugal analisando fotos para uma exposição

TAIRONE VALE – policial na entrada da casa de Coronel Eugênio depois do assassinato de Júlia, impedindo as pessoas de entrarem

THIAGO FRAGOSO – Luan Gomes (ator no teste de vídeo para o filme de Alain, no início)

VALNEY AGUIAR – padre que reza uma missa pela alma de Pedro depois que Margot sabe que o filho está morto

Eustáquio Barroso (amigo de Hildegard, diretor do presídio que facilita a fuga de Danilo)

Madame Tamara (cliente de Graça que a flagra no restaurante usando uma roupa sua)





Sinopse Espelho da Vida

 Ao pisar pela primeira vez na cidadezinha mineira de Rosa Branca, a atriz Cris Valência (Vitória Strada) sente que já viveu algo e parece estar passando pela mesma situação novamente. O lugar é a cidade natal de seu namorado Alain Dutra (João Vicente de Castro), diretor de cinema e televisão que pretende filmar lá o seu primeiro longa-metragem, no qual Cris será Júlia Castelo, a protagonista. Na pesquisa para interpretar sua personagem, Cris vive uma experiência de viagem no tempo, em que vai se deparar com uma de suas vidas passadas.

Vicente (Reginaldo Faria), o avô doente de Alain, tem um último pedido ao neto: lhe deixa em testamento o dinheiro para financiar o filme desde que ele conte a história de Júlia Castelo, uma jovem que foi vítima de um crime passional em um casarão da cidade no início da década de 1930. Porém, voltar à cidade natal desperta sentimentos complexos em Alain. Anos atrás, quando foi traído por Isabel (Alinne Moraes), sua antiga namorada, e Felipe (Patrick Sampaio), seu primo e melhor amigo, ele jurou que jamais colocaria seus pés lá novamente.

Assim que Cris chega a Rosa Branca ganha, inesperadamente, uma joia que foi de Júlia Castelo. Logo depois, Margot (Irene Ravache), viúva de Vicente, lhe mostra o diário que pertenceu à jovem. Cris fica envolvida pela história e por todos esses sinais. Em uma visita ao casarão em ruínas onde Júlia viveu, Cris volta ao passado na pele da própria Júlia. Com a ajuda de Margot, ela quer desvendar o assassinato que abalou a cidade há quase um século. Tudo indica que Júlia foi morta por seu amado, Danilo (Rafael Cardoso), mas Cris não acredita nessa hipótese.

Cris reencontrará pessoas do presente que fizeram parte também de sua outra vida. Cada encontro será uma revelação para ela, que se vê envolvida em intrigas, tanto no passado quanto no presente. Enquanto isso, Alain trabalha na realização de seu filme, o que mexe com o cotidiano de Rosa Branca, com a chegada do elenco e da equipe de filmagem. E Isabel, agora com uma filha criança, Priscila (Clara Galinari), fará de tudo para ter o amor de Alain de volta, primeiro lhe revelando que a menina é filha dele e, depois, tentando tirar Cris de seu caminho.




Espelho da Vida

 Globo – 18h

de 25 de setembro de 2018

a 1º de abril de 2019

160 capítulos

novela de Elizabeth Jhin

escrita com Duba Elia, Renata Jhin, Wagner de Assis e Maria Clara Mattos

direção de Luis Felipe Sá, Rafael Salgado e Tande Bressane

direção geral de Cláudio Boeckel

direção artística de Pedro Vasconcelos

Novela anterior no horário

Orgulho e Paixão

Novela posterior

Órfãos da Terra




terça-feira, 2 de abril de 2019

Que belo final

Chega ao fim uma excelente novela, todavia, com péssima audiência

Ontem (01), chegou ao fim "Espelho da Vida", mais uma trama das seis da Globo, e como todos nós sabemos qualidade e audiência muitas vezes não caminham juntas; pois a trama de Elizabeth Jhin foi excelente, porém, sua audiência foi um fiasco - para muitos a pior audiência do horário; a atração amarga o título de menor audiência no horário desde 2015 (quando foi exibida "Boogie Oogie"): média final de 17,5 pontos no Ibope da Grande São Paulo, abaixo do esperado para a faixa, 20 pontos.

O Ibope não atesta qualidade, a produção reunia imensas qualidades, quem não viu ou largou no meio, perdeu uma super obra. Alguns motivos afugentaram o público da TV aberta, como a passagem do ano como vilão para justificar audiências abaixo da média. De fato, devem ser levados em consideração o horário de verão (ainda mais em se tratando de uma novela que passa às seis da tarde, com sol a pino lá fora), as festas de fim de ano e, depois, o carnaval. Só que em contra partida, há um ano, a excelente "Tempo de Amar" atravessou o mesmo período e fez bonito no Ibope;  como já disse diversas vezes, "Espelho da Vida", começou muito morna e muitas vezes o núcleo do cinema estava tendo destaque, o que não era necessário, a trama era bem lenta e só quando agilidade, quando Jhin priorizou mais a história do passado, algo que só foi acontecer em janeiro - ai não teve como recuperar a audiência perdida.

O que faltou em "Espelho da Vida", foi agilidade nos primeiros três meses - mesmo que a novela tivesse uma narrativa que necessitava de tempo para assimilação - como a mistura do passado com o presente, vários atores vivendo mais de um papel em épocas distinas. O folhetim como já falei ganhou um folego imenso quando a história da década de 30 - ocupou mais tempo na narrativa, o que foi um ganho para todos nós - não que a história do presente fosse fraca, mas o passado parecia mais interessante para todos nós.

Uma coisa que também incomocou o público, como diria Nilson Xavier, crítico, jornalista, escritor - autor do site Teledramaturgia.
-Em seu início, o público foi ludibriado com um mocinho que não era mocinho: Alain (João Vicente de Castro). Mal-humorado, egoísta e até grosseiro, Alain custou a cair nas graças da audiência. Ele não era exatamente "o vilão", tampouco um "anti-herói", mas simplesmente um tipo intragável, que afugenta as pessoas, inclusive o público. Alain só começou a perder ares de vilão quando descobriu a filha, Priscila (Clara Galinari).

Mesmo com esses problemas do início, digo que tivemos um novelão e o que saldo foi positivo, repito o que disse aqui, há alguns dias "Espelho da Vida", era a melhor novela no ar, no momento, e citei 4 motivos:

O elenco é ótimo, bem apoiado na direção (Pedro Vasconcelos e equipe) e no texto primoroso de Elizabeth Jhin, com grandes atuações de Vitória Strada, Alinne Moraes, Irene Ravache, Felipe Camargo, Júlia Lemmertz, Suzana Faini, Patrícya Travassos, Ana Lúcia Torre, Emiliano Queiroz e outros. E o melhor de tudo é que todos do elenco tem a chance de brilhar em algum momento da trama.

Jhin nos traz ingredientes folhetinescos, muito bem trabalhados na trama, que fisgou o público com com mocinhos sofredores, vilões terríveis, amor impossibilitado pelos vilões, segredos, mistérios e paternidades desconhecidas. Elizabeth Jhin como de costume, nos traz personagens memoráveis, e um deles é o vilão de Felipe Camargo – Coronel Eugênio Castelo – o ator é tão convincente que o seu olhar de psicopata justifica as ações do personagem, é um dos melhores momentos de Felipe na TV, sem dúvida alguma. O "quem matou?", apresentado desde o início, é um dos melhores da história das telenovelas.

A produção é de primeira, iluminação envolvente, arte, figurinos e cenários caprichados. Não existe confusão quando uma cena sai do presente, vai para o passado e depois retorna, pois a produção conseguiu alinhar isto perfeitamente. A trilha sonora é de muito bom gosto. É uma novela linda esteticamente e agradável de assistir.

Sua narrativa em duas épocas concomitantes é um diferencial e tanto. Não é inovadora ou inédita no universo das novelas ("O Casarão", no longínquo ano de 1976, já o fizera). Porém, é uma abordagem pouco visitada em teledramaturgia, o que lhe confere o sabor da novidade – a maioria da audiência de "Espelho da Vida" sequer assistiu "O Casarão". E mexe com a fantasia do telespectador, acreditando ele ou não em reencarnação ou universos e dimensões paralelas. É um escape sedutor.

Chegamos ao fim com um saldo positivo - e mesmo com a fraca audiência, tivemos uma legião de fãs nas redes sociais, que ficaram órfãos do folhetim. 

Elizabeth Jhin mais uma vez nos brindou com um novelão, obrigado Jhin. 




quinta-feira, 28 de março de 2019

Se destacando em dois papéis

Elenco brilha nos dois momentos de "Espelho da Vida"

Como disse aqui recentemente "Espelho da Vida", é a melhor novela atualmente no ar, e de seus pontos alto é o elenco, num trabalho fabuloso  da direção (sob a responsabilidade de Pedro Vasconcelos e Cláudio Boeckel), extensivo à equipe de caracterização, e em total sintonia com o belo texto de Elizabeth Jhin, que consegue magistralmente conduzir os personagens em tramas diferentes - fazendo como se fosse duas novelas numa só - assim como ocorreu na fantástica "Além do Tempo" (2015).

Em "Espelho da Vida", que infelizmente está nos seus momentos finais, boa parte do elenco tem um trabalho dobrado, já que possuem personagens completamente diferentes nas duas épocas. Outros possuem as mesmas características, tendo o mesmo perfil, como a mocinha Cris e a mocinha Júlia (na realidade, a mesma personagem, Cris, em épocas distintas), o mocinho Daniel e o mocinho Danilo, e a vilã Isabel e a vilã Dora.

Nos personagens completamente diferentes, na década de 1930 e na atualidade, que mostra todo o belo trabalho da produção, dos diretores, atores, caracterizadores e preparadores de elenco. A fantástica Irene Ravache (que já brilhou numa novela de Jhin, em "Além do Tempo") na atualidade, na pele de Margô,  uma mulher simples, com o coração de ouro, espiritualizada, doce, é completamente diferente de sua "versão anos 30", Hildegard Breton, uma francesa sofisticada, excêntrica, arrogante, imensamente prepotente.

Outro caso, é Patricya Travassos vive na atualidade uma mulher que suporta as grosserias da filha, esotérica, calma, considerada uma maluquete. Na década de 1930, também carrega no misticismo, põe cartas, mas é amargurada com a vida e menos tolerante com a filha. A atriz traz um outro olhar, mostrando todo seu talento.
Da mesma maneira, Ana Lúcia Torre, Suzana Faini, Júlia Lemmertz, Ângelo Antônio, João Vicente de Castro - que vem arrebentando no presente como cineasta Allan e principalmente no passado onde vive o vilão Gustavo Bruno, que faz o que for possível para destruir a felicidade de Julia e Danilo.

E como digo em todo lugar, nas rodas de conversa sobre o folhetim, no Twitter, o maior ator dessa trama, chama-se Felipe Camargo, num dos seus maiores momentos na TV, como terrível Coronel Eugênio Castelo - por esse papel merece todos os prêmios possíveis, se tivesse hoje um Oscar da TV, ele com certeza estaria disputando e vencendo. Juro que já tentei, mas não consigo ver outro ator fazendo o Coronel. Felipe é tão fantástico, que no papel do presente, faz um tipo completamente diferente, é um imenso trabalho de composição: o malandro boa-praça Américo, nos dias de hoje, de caráter dúbio, sonso, às vezes risível, em contraponto com o cruel Coronel Eugênio que leva um peso até nome.

Estão todos de parabéns, como da gosto assistir "Espelho da Vida"




terça-feira, 26 de março de 2019

Melhor novela

4 motivos que fazem "Espelho da Vida" ser a melhor novela no ar atualmente

Alline Moraes (Foto: Divulgação/TV Globo)

Sabemos que "Espelho da Vida" começou lenta inclusive reclamei disto em algumas rodas de conversa, me lembrando um pouco de "Amor Eterno Amor" que também foi lenta em alguns momentos, mas sabia da imensa qualidade de "Espelho da Vida", que infelizmente não conseguiu segurar o público, além de pegar a baixa audiência da TV no final do ano; felizmente ganhou força em 2019, quando Elizabeth Jhin resolveu priorizar o passado na história, ai a novela ganhou um folego imenso e se tornou de vez um novelão, apesar da baixa audiência, vejo que o folhetim conquistou muitas pessoas.

E hoje em sua reta final, é considerada a melhor novela no ar. Abaixo vai 4 motivos para isto.

O elenco é ótimo, bem apoiado na direção (Pedro Vasconcelos e equipe) e no texto primoroso de Elizabeth Jhin, com grandes atuações de Vitória Strada, Alinne Moraes, Irene Ravache, Felipe Camargo, Júlia Lemmertz, Suzana Faini, Patrícya Travassos, Ana Lúcia Torre, Emiliano Queiroz e outros. E o melhor de tudo é que todos do elenco tem a chance de brilhar em algum momento da trama. 

Jhin nos traz ingredientes folhetinescos, muito bem trabalhados na trama, que fisgou o público com com mocinhos sofredores, vilões terríveis, amor impossibilitado pelos vilões, segredos, mistérios e paternidades desconhecidas. Elizabeth Jhin como de costume, nos traz personagens memoráveis, e um deles é o vilão de Felipe Camargo – Coronel Eugênio Castelo – o ator é tão convincente que o seu olhar de psicopata justifica as ações do personagem, é um dos melhores momentos de Felipe na TV, sem dúvida alguma. O "quem matou?", apresentado desde o início, é um dos melhores da história das telenovelas.

A produção é de primeira, iluminação envolvente, arte, figurinos e cenários caprichados. Não existe confusão quando uma cena sai do presente, vai para o passado e depois retorna, pois a produção conseguiu alinhar isto perfeitamente. A trilha sonora é de muito bom gosto. É uma novela linda esteticamente e agradável de assistir.

Sua narrativa em duas épocas concomitantes é um diferencial e tanto. Não é inovadora ou inédita no universo das novelas ("O Casarão", no longínquo ano de 1976, já o fizera). Porém, é uma abordagem pouco visitada em teledramaturgia, o que lhe confere o sabor da novidade – a maioria da audiência de "Espelho da Vida" sequer assistiu "O Casarão". E mexe com a fantasia do telespectador, acreditando ele ou não em reencarnação ou universos e dimensões paralelas. É um escape sedutor.

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