Mostrando postagens com marcador Segundo Sol novela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Segundo Sol novela. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de novembro de 2018

Balanço final

Adriana Esteves (foto: reprodução)
"Segundo Sol" termina como um trabalho um pouco descompromissado de João Emanuel Carneiro

Na noite de ontem (09), chegou ao fim "Segundo Sol", trama de João Emanuel Carneiro, mesmo gostando bastante do folhetim, amando os vilões e não a considerando um fracasso absoluto, não posso poupa-la de certas críticas.

"Segundo Sol" foi o folhetim mais irregular da carreira de João Emanuel Carneiro - que é considerado um dos melhores autores da nova geração. A novela não trouxe nada de recursos sofisticados, reviravoltas mirabolantes e ganchos surpreendentes, como vimos em "A Favorita" (2008), "Avenida Brasil" (2012) e "A Regra do Jogo" (2015). No folhetim que terminou ontem, Carneiro pelo visto optou pelo caminho mais fácil, não nos poupou de clichês, repetições de fórmula e personagens fragilmente construídos. Foi uma narrativa que em momento algum se dispôs a nos desafiar, senti algumas vezes uma preguiça da novela.

Deborah Secco e Danilo Mesquita (captação @realitysocial)
Lembro-me de como a novela começou, cheguei a dizer que teríamos um novelão de tirar o fôlego _ como pra mim foi "A Regra do Jogo". A produção provocou muito burburinho, trouxe o axé dos anos 90, a Salvador contemporânea como cenário, além do excelente sotaque na boca da maioria dos atores, isto chamou atenção e logo de cara fisgou o telespectador.

Todavia, foi fogo de palha, pouco tempo depois começamos a fazer críticas, devidos aos furos do roteiro e uma história que não estava pegando.

A trama inicial, era a do cantor Beto Falcão (Emílio Dantas), julgado morto, não era uma trama original, mas poderia ter rendido bem, porém, se esvaziou lá pra metade da novela, com isso Carneiro, fez de Luzia, interpretada por uma Giovanna Antonelli apática - como afirma o crítico Nilson Xavier, a protagonista de sua história. Além de termos uma personagem nada cativante, era uma trama pouco cabível, e Carneiro, para justificar o seguimento da ação, fez de Luzia, uma mulher completamente burra, que caía como uma patinha, nas armações dos vilões, acreditava em tudo. Nessas horas como sentia falta da Nina (Debora Falabella), de "Avenida Brasil", que foi uma super heroína, até a Toia (Vanessa Giacomo), de "A Regra do Jogo" era mais cativante que Luzia.

Outro grande furo no texto, alguém lembra que Ariella era uma famosa DJ da Islândia? Isto foi um detalhe esquecido ou completamente ignorado pelo script, quando não serviu mais.  É brincadeira mesmo, haja boa vontade para ignorar que ninguém reconheceu Luzia em Ariella ou quando Luzia foi presa pela segunda vez, esquecer que ela era uma famosa DJ. Mas pra se ter noção não reconheciam Beto ídolo do axé, que julgavam morto, imagina uma DJ da Islândia!

Sem um herói ou heroína de peso, João Emanuel Carneiro como de costume, nos brindou com seus vilões, ponto absoluto, positivo, os vilões carregaram a novela nas costas. Aí brilharam Laureta, Rosa (esta era um pouco mocinha ou e um pouco vilã - num certo momento afirmei que ela também foi a heroína do folhetim), Karola, Remy, Roberval e Rochelle.

Aplausos pra Adriana Esteves, sempre excelente, mais uma vez teve em mãos um dos melhores papeis de sua carreira, Laureta ficará eternizada - mesmo em alguns momentos nos lembrando Carminha de "AVB". Quem também merece todos os aplausos é Letícia Colin uma das melhores atrizes de sua geração e que brilhou como Rosa, e ao lado de Chay Suede tiveram grandes momentos, eles foram amados e odiados pelo público. Deborah Secco brilhante também, posso dizer que Karola é um de seus melhores papeis, ao lado de Adriana Esteves e Vladimir Brichta dominaram a trama nos últimos meses.

Quem também merece destaque é Fabrício Boliveira - o inesquecível Roberval, Giovanna Lancellotti - que mesmo sem trama própria, foi uma vilã que infernizou muita gente. Fabíula Nascimento, Roberto Bonfim, Danilo Mesquita (que belo trabalho, como o garoto mimado, chato), e Caco Cioler e Maria Luisa Mendonça, tiveram bons momentos.  E Kelzy Ecard (Nice) e Claúdia di Moura (Zefa) grandes surpresas, a novela as revelou ao grande pública, espero que possamos vê-las mais vezes.

Como disse no início, Carneiro seguiu o caminho mais fácil para ter audiência, ele talvez ficou um pouco escaldado pela recepção de sua última trama "ARDJ" que foi uma trama mais sofisticada e ele teve um pouco de dificuldade com o público, e também tentando fugir da obrigação de produzir uma nova "AVB"; com isso vejo que "SS" foi um trabalho um pouco descompromissado e que infelizmente o texto ficou inferior as suas outras produções, apesar de eu ter gostado bastante, não podemos fugir das criticas. A audiência terminou abaixo de "O Outro Lado do Paraíso" trama que a antecedeu, foi 38 contra 33 pontos no Ibope da Grande São Paulo. Ainda assim acima da média dos 30, o que é considerado bom e até sucesso.

"SS" pode ter sido mais vista que "ARDJ", porém ficou muito longe de clássicos "AF" e "AVB". Mesmo com essas críticas, dou parabéns ao Carneiro e equipe.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Excelentes cenas

Revelação dê que Valentim é o verdadeiro filho de Luzia rende excelentes cenas em "Segundo Sol"

"Segundo Sol" está chegando em sua reta final, e a revelação de que Valentim (Danilo Mesquita) é o filho de Luzia e Beto (Giovanna Antonelli e Emílio Dantas) que foi roubado por Karola (Deborah Secco), segredo que esta compartilha com Laureta e Rosa (Adriana Esteves e Letícia Colin) rendeu excelentes cenas e segurou o público, que vem prestigiando a trama de João Emanuel Carneiro.

As revelações a cada personagem foram separadamente, por dia, claro para garantir a audiência. No último sábado (13/10), ocorreu a grande sequência em que Rosa confessa a Ícaro toda a verdade e que escondeu esse grande segredo, para benefício próprio. Palmas para os jovens atores Chay Suede e Letícia Colin - que por sinal estão entre os melhores do folhetim.

Já na segunda-feira (15), Ícaro contou para a mãe Luzia, a sequência foi longa ao lado de Giovanna Antonelli, porém a cena não teve nem um terço da carga dramática que ocorreu no sábado, com Chay e Letícia. E olha que Luzia no caso a mãe foi a mais prejudicada dessa história, junto com Valentim, óbvio. Chay vive um grande momento, sensacional a atuação do garoto.

Ontem, terça-feira (16), foi a vez de Beto descobrir a verdade, Emílio Dantas mandou muito bem, numa sequência rápida e no capítulo de hoje quarta-feira (17), será a vez de Valentim, descobrir que foi enagado a vida toda por Karola, a falsa mãe. Com certeza, serão cenas fortes e Danilo Mesquita está ótimo no papel, o ator vem ganhando diversos elogios, como o garoto mimado e chato.

Além deste triunfo nessa reta final, "Segundo Sol", terá a ruína de Karola, além que vai vir a tona os segredos que envolvem Laureta e Severo (Odilon Wagner). E ainda teremos a volta de Remy (Vladimir Bticha), o morto que foi sem nunca ter sido.

A trama tá bombando e vem batendo seus próprios recordes de audiência: Na semana passada registrou a melhor média semanal (35,5 no Ibope da Grande São Paulo) e nesta segunda-feira (15/10) o recorde de capítulo isolado (39 pontos).


sexta-feira, 20 de julho de 2018

Letícia Colin verdadeira protagonista

Rosa tomou conta e se tornou a dona da novela

A história de amor entre Beto Falcão (Emílio Dantas) e Luzia (Giovanna Antonelli), que envolve a falsa morte do cantor e o crime, que ela é acusada, motivo que afastou dos
filhos por tantos anos, era pra render muito mais em "Segundo Sol"; todavia, isto não vem ocorrendo no momento, parece que a trama ficou meio que em banho maria
como alguns dizem, está precisando e serão obrigados a ter novos acontecimentos para fazer andar. 

No atual momento quem fazendo o folhetim se movimentar, é trama que envolve Luzia,  a qual chamam de "marishquera", construida pela dupla malvada Karola e Laureta, (Deborah Secco e Adriana Esteves) - que já foi apelidada pelo público como Pink e Cérebro. E nisso vem surgindo uma peça importante, Rosa (Letícia Colin), a prostituta vem motivada por uma vingança pessoal contra Laureta e parece que vai revelar as maldades da vilã. Rosa se tornou peça chame na história e sua interprete Letícia Colin, vem recebendo todos os elogios possíveis, roubando a novela pra si e torando a verdadeira heroína do folhetim até o momento.

Para muitos Beto e Luzia no atual momento se tornaram personagens apáticos, ficaram
como mocinhos insossos, não gerando conflitos. E Karola também andou perdendo força -
segundo alguns críticos. Quem vem se destacando é Laureta e o conflito com Rosa
vem pegando fogo.

Tenho elogiado Letícia Colin, desde o início, ela vem chamando a atenção com uma atuação imensamente segura. A personagem é do jeito que muitos telespectadores gostam, ela é torta. É bom caráter, mas mente, engana, é ansiosa e mete os pés pelas mãos, tem um apurado senso de justiça. Tornou-se a personagem rica e somado pelo talento da atriz, é um prato de mão cheia pra pender o telespectador, é irresistível e apaixonante. E digo uma das melhores sequências da novela, foi a cena em que foi expulsa de casa pelo pai Agenor - Roberto Bonfim, um ator fabuloso. Palmas também pra Kelzi Ecard - como Nice, a mãe.

Sem dúvida nenhuma, Rosa já está na galeria "não consigo imaginar outra atriz no papel"; assim como é quase impossível imagina outra Princesa Leopoldina se não fosse Letícia Colin (sua personagemn anterior, da novela "Novo Mundo").

Quero deixar meus aplausos também pra Chay Suede como Ícaro, uma bela construção de personagem, assim como estamos observando e elogiando Letícia Colin. Sensacional ver atores jovens se destacando pelo talento. Chay tá arrasando!

Outro núcleo fabuloso da novela é envolvendo Roberval (Fabrício Bolivera) e a família Athayde, que é sensacional.

A novela tá movimentadíssima, novelão bom demais. Pelo visto, mais uma grande obra de João Emanuel Carneiro! 



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Primeiras impressões

Giovanna Antonelli e Emílio Dantas (foto: reprodução)
Novelão de parar o país

"Segundo Sol" logo de cara, mostrou ser melhor que a produção anterior "O Outro Lado do Paraíso" (apesar desta ter sido ótima em grande aspectos), o folhetim de João Emanuel Carneiro, nos traz uma novela que novelão de parar o país, nos deixando de olhos bem abertos na TV, onde o público não fica acomodado e tem que prestar bem atenção em todos os lances.

Na estreia que ocorreu em 14/05, uma das coisas que mais chamou atenção do telespectador, foi a trilha repleta de releituras atraentes de clássicos da música popular baiana, dos anos 1990 (época em que a trama, na primeira fase); também a agilidade com que a história nos foi apresentada, além da beleza estética das locações e do elenco, tudo isso numa imensa sitonia para seduzir o público.

O primeiro capítulo, obteve mais cenas referentes á trama principal. O ótimo Emílio Dantas, num espaço de seis meses, conseguiu exorcizar o bandido Rubinho de "A Força do Querer", o ator esta muito a vontade na pele de Beto Falcão, e olha que achei muito cedo pra ele voltar a TV, ainda mais como protagonista e numa trama das oito ou das nove se preferir. Giovanna Antonelli e a dupla argilosa de Vladimir Britchta e Deborah Secco também estiveram fantástico. E Adriana Esteves numa rápida cena, não lembrou Carminha de "Avenida Brasil", o que era um dos medos da estreia.

Cada dia da vontade de assistir mais e mais!

Vitória espetacular: Isabella Lima conquista mais um pódio na Corrida Delas Neste domingo, 13, a corredora Isabella Lima Ponte dos Santos br...