Personagem de Laura Cardoso em "Sol Nascente" parece vilã do Batman
A novela "Sol Nascente" terminou na última terça-feira, 21, mas ainda comento bastante sobre o ex folhetim das seis. Como um apaixonado por telenovela, sempre estou em conversas em grupos no wapp, ou bares e restaurantes, como amigos (as), debatendo o assunto. E ainda falando na ex trama, que terminou na semana passada, relato diversas coisas.
A vilã Dona Sinhá, magistralmente interpretada por Laura Cardoso, que foi o maior atrativo e trunfo da novela. A "vovozinha diaba" de velhinha indefesa, uma avó maravilhosa, doceira, fala mansa, á maléfica dona a de uma organização criminosa com um exército de belos afilhados ao seu redor, para qualquer situação e prontos para executar qualquer crueldade que ela quiser.
Reparamos numa coisa, nossa Dona Sinhá tem diversas semelhanças com os vilões do Batman. Não acredito que tenha sido premeditado pelos autores da novela, mas não passou nada despercebido para muitas pessoas.
E como diria Nilson Xavier, autor do site Teledramaturgia.
_Remete, mais pontualmente, à famosa série de TV da década de 60 – aquela do ZOK! BONG! POW! com Adam West e Burt Ward como a “dupla dinâmica”. Tanto pelo perfil da personagem quanto pelas suas vilanias e métodos na novela.
A vovó Sinhá tem a semelhança de Coringa, e Pinguim, Charada, Mulher Gato, Rei Tut, Senhor Frio e tantos outros. E seus afilhados como por exemplo, João Amaro (Rafael Zulu), que faleceu no decorrer da trama ou Cristiano (Malvino Salvador) que apareceu na reta final e fechou a história junto com a senhorinha, fazem as vezes daqueles capangas dos vilões, sempre prontos para executar os planos e ordens de seus mestres. Como cita Nilson Xavier (quase um doutor em telenovelas), "Só faltou o cenário desalinhado do quartel-general dos malfeitores".
No capítulo que foi ao ar na quarta-feira (15), o japa Tanaka (Luís Mello), foi sequestrado e levado até Dona Sinhá, que o fez assinar o documento que transferia diversos de seus bens, que estavam nos USA, para o nome dela.
Na sequência, ocorreu uma perseguição pare os policiais do Chefe O´Hara de Gotham City, era o delegado de Arraial de Sol Nascente. Mas quem é fã do Batman, se sentiu numa sequência diga do seriado de TV, com direito a banana para a polícia. E Dona Sinhá escapou e o japonês ficou baleado.
Bem diria Nilson Xavier - "Se Batman e Robin tivessem chegado a tempo, a vilã já estaria atrás das grades. Santa mancada, Batman!"
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segunda-feira, 27 de março de 2017
Balanço final de Sol Nascente
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| (Foto: Ramon Vasconcelos/TV Globo) |
Na última terça-feira (21), foi ao ar o último capítulo de "Sol Nascente", trama das seis da Globo, que terminou como vitoriosa, no quesito audiência.
Os indicies subiram bastante nas ultimas semanas, inclusive fazendo a trama ficar em segundo lugar no ibope entre as produções do horário desde 2013, perdendo a apenas para o sucessão "Eta Mundo Bom" - sua antecessora, classificada como "fenômeno" para os padrões atuais em quesito audiência. Todavia nem sempre audiência e qualidade caminham juntos, e vimos isto em "Sol Nascente"
Como disse outras vezes em meu site e em conversa com amigos (as) em bares e restaurantes, a agora ex trama das seis, nos mostrava uma linda embalagem, fotografia maravilhosa (isto sempre ocorrem em novelas do Whalter Negrão), natureza deslumbrante, ótima trilha sonora e uma direção super competente de Leonardo Nogueira e equipe.
Porém por alguns meses, ficamos nos perguntando do que se tratava a novela, cheguei a chama-la de colcha de retalhos, pois não tinha um padrão, pouca gente sabia realmente qual era o tema principal do folhetim. Não importa se reunia diversos clichês novelísticos, até por que isto é bem comum em diversas tramas, todavia não tínhamos um fio condutor, era tudo muito perdido nos primeiros meses.
Tivemos personagens sem aquele impeto para o telespectador torcer, tivemos alguns erros de escalação, escalações equivocadas, como por exemplo, o casal Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli para o par romântico central (Só depois de um bom tempo que o público foi realmente torcer pra Mario e Alice).
Além de que, no início, ocorreu a acusação de “yellow-facing”, a comunidade japonesa gostaria de ter explicações sobre a escalação de Luís Mello para o papel de Tanaka ao invés de um ator com ascendência oriental - o que realmente era para ter ocorrido, não desmerecendo Luís Mello, que por sinal tirou leite de pedra para realizar Tanaka, no início da novela. Os autores remendaram com uma explicação, dizendo que na trama que Tanaka era filho de um japonês com uma americana, o que justificava ele não ter traços orientais marcantes. Todavia, todo mundo sabe que isso soou com uma desculpa mais do que esfarrapada. E gostaria muito ter visto um ator oriental no papel.
E a situação de "Sol Nascente" só piorava, Walther Negrão acabou definitivamente afastado devido a sua saúde, ele só escreveu 24 capítulos da trama, todavia em respeito ao profissional demoraram muito para anunciar seu afastamento e não tiram nem o nome dele dos créditos. O mérito todo fica por conta Suzana Pires e Júlio Fischer que escreviam o folhetim junto com Negrão.
Ainda teve o problema de saúde de Laura Cardoso, Dona Sinhá a personagem mais importante da trama e que muitos só assistiam a novela por conta dela.
A emissora estava nervosa com o rumo que as coisas estavam tomando e o Mestre Silvio de Abreu, atual chefão de dramaturgia da Globo, foi chamado para auxiliar e até orientar o destino de alguns personagens - também chamou o veteraníssimo Sérgio Marques para contribuir. Todavia dou mil vezes parabéns a Suzana Pires e Júlio Fischer que seguram o barco de forma competente e segura.
A novela foi melhorando gradativamente, em outubro/novembro tivemos um pouco mais de ação e a partir de janeiro finalmente o público descobriu do que se tratava a história: uma vingança de Dona Sinhá contra Tanaka. As tramas paralelas também ganharam bastante força e faltando pouco tempo para acabar a o folhetim disse a que veio.
E parabéns mil vezes a Laura Cardoso, a Dona Sinhá, a verdadeira protagonista do agora ex-folhetim das seis.
Média final das últimas novelas das seis no Ibope da Grande SP
Sol Nascente 21
Eta Mundo Bom! 27
Além do Tempo 20
Sete Vidas 19
Boogie Oogie 17
Meu Pedacinho de Chão 18
Joia Rara 18
Flor do Caribe 21
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
"Sol Nascente" cresce na audiência
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| Bruno Gagliasso, Giovanna Antonelli e Rafael Cardoso (Foto: João Miguel Jr./TV Globo) |
As mudanças realizadas em "Sol Nascente" parece que surtiram efeito, a audiência reagiu, tivemos bons números. O folhetim na semana que passou, obteve médias 24, 24, 25, 24, 22, 22 pontos no Ibope da Grande São Paulo – abaixo dos números de sua antecessora "Eta Mundo bom!" (considerada um sucessão na audiência), acima de novelas anteriores que foram bem melhores.
Como sabemos "Sol Nascente" têm problemas desde sua estreia em 29/08/2016, problemas na construção da trama, onde já disse diversas vezes em conversas com amigos ou em artigos, que o folhetim parecia uma colcha de retalhos nos primeiros quatro meses, uma narrativa lenta, sem realmente mostrar o que é a história central, sem uma torcida pro casal principal Mario e Alice. Além da doença de Walther Negrão (que só escreveu 17% da trama), e da saída também por doença, por algum tempo da melhor personagem da novela Dona Sinhá magistralmente interpretada por Laura Cardoso.
Com todo esses problemas, foi preciso realmente ter mudanças, Suzana Pires e Júlio Fischer, passaram a escrever a novela sozinhos (inclusive digo que eles levam a novela nas costas e dou maior mérito aos dois), tiveram a supervisão e orientação do mestre Silvio de Abreu (Diretor de Teledramaturgia), além do reforço do veteraníssimo Sérgio Marques, como colaborador.
No verão e no fim de ano a audiência cai naturalmente em qualquer circunstância, isto é normal. Passado o final de ano, percebemos um crescimento na trama, com a entrada de Nivea Maria e finalmente a volta de Laura Cardoso (isto é um dos principais motivos que me prendem a trama). E como disse no início do texto, o público reagiu bem e audiência aumentou.
Muitos ajustes foram feitos e neste mês de janeiro, finalmente sabemos do que a história se trata, por que até novembro/dezembro muitos não sabiam. Ficou clara a razão da vilania de César (Rafael Cardoso): a vingança pessoal de sua avó, Dona Sinhá (Laura Cardoso), contra Tanaka (Luís Mello).
E o público passou a torcer por Alice e Mário (Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso), já que é um casal que não agradava muita gente e novos casais ganharam força como Lenita e Vitório (Letícia Spiller e Marcello Novaes) e Milena e Ralph (Giovanna Lancelotti e Henri Castelli), para que isso acontecesse.
Um dos grande pontos positivos para mim do atual folhetim das seis é uma direção muito competente (de Leonardo Nogueira e equipe) e uma estética das mais bonitas.
Como diria o autor Nilson Xavier, do Site Teledramaturgia, um crítico da novela "Como embalagem, “Sol Nascente” é linda, tem tomadas cinematográficas. É por excelência uma novela bonita, visualmente falando. É até agradável de assistir. Mas convenhamos, lhe falta tutano!"
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Veterana de 83 anos grava novela com dor
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| FOTO: PAULO BELOTE /TV GLOBO |
A atriz Léa Garcia, 83 anos, que surgiu em "Sol Nascente", folhetim das seis, no capítulo do último sábado (14), como Luzia, que ajuda a cuidar do protagonista Mario (Bruno Gagliasso), depois que sua neta Neide (Luana Xavier), o encontrado desamido numa praia na Bahia.
O público não imagina, quando vê a eterna vilã da primeira "Escrava Isaura", em cena, que ela tem gravado suas cenas com muitas dores na coluna.
Léa teve uns problemas na cervical, quando grava suas últimas de "Mister Brau" em dezembro. A veterana atriz, esta em tratamento e no próximo dia 27, fará uma ressonância e poderá iniciar os cuidados mais adequados. Ela estará ma terceira temporada da série, que deve ir ao ar em abril, como a mãe de Brau (Lázaro Ramos).
Seu primeiro dia de gravação em "Sol Nascente", não foi nada fácil, a atriz que te tirar o colar cervical para gravar, sentiu muitas dores, chegou inclusive a perder um pouco o equilíbrio. Todavia, os diretores e equipe foram muito cuidadosos com ela, estão a resguardando como a própria diz, e ela fica sentadinha sempre cq que dá.
Mesmo com as dificuldades, a atriz não esconde a alegria de estar de volta as novelas - no ano passado, ela fez uma aparição rápida no primeiro capítulo de Eta Mundo Bom!, como a parteira que ajudou Anastácia (Nathalia Dill) a dar à luz Candinho. Antes, sua última novela tinha sido Luz do Sol, exibida na Record em 2007.
Numa entrevista ao site Noticias da TV, Léa fala da felicidade e da parceria com Luana Xavier, sua neta no folhetim.
_Fiquei muito feliz com o convite e está sendo ótimo reencontrar tantas pessoas queridas, como Laura Cardoso, Nívea Maria, Giovanna Antonelli e Claudia Ohana... E tem todo o elenco negro que eu considero minha família. Ela é neta da [atriz] Chica Xavier, que eu considero minha irmã. Acompanhei a gravidez da Cristina, mãe dela, de perto. Então, é como se ela fosse minha neta mesmo.
Na trama das seis, Luzia é uma mãe de santo que viajará a Arraial do Sol Nascente, onde se passa a trama, para participar do casamento com influência africana de Quirino (Val Perré) com Chica (Tatiana Tiburcio)
Júlio Fischer e Suzana Pires carregam a novela nas costas
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| DIVULGAÇÃO/TV GLOBO |
O autor Walther Negrão, 75 anos, principal autor de "Sol Nascente", só escreveu a sinopse e apenas 24 capítulos da trama das seis da Globo. Negrão só participou efetivamente de 17% dos 167 capítulos que "Sol Nascente" terá, a trama termina em 10 de março.
Quem ficou encarregado de nos contar essa história, foram os autores Júlio Fischer e Suzana Pires, que escrevem junto com Negrão, todavia, nunca haviam assinado uma novela como titulares, porém ambos são talentosos e tinham o respaldo e a confiança de Negrão pois não é a primeira vez que trabalham juntos. Porém, Silvio de Abreu, autor e diretor de dramaturgia da Globo, supervisiona o texto desde outubro, quando a produção patinava no ibope e só tinha dois meses no ar.
Negrão vem tendo problemas de saúde, bem antes da estreia de "Sol Nascente", o autor começou o ano passado internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após ser vitima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), no final de maio há três da estreia do folhetim, ele sofre novo derrame e volta a permanecer hospitalizado, dessa vez durante quase 40 dias.
Já no início de novembro, volta ao hospital, dessa vez, por conta de uma uma apneia do sono. Ficou uma semana. Voltou a ser internado no final daquele mesmo mês, com quadro de anemia.
Negrão até tentou retomar o comando da história, mas não conseguiu mais escrever.
Com muita delicadeza e respeito ao super profissional que é, a Globo nunca reconheceu que Negrão estava afastado e que a trama estava sob intervenção da direção de teledramaturgia. Todavia, neste mês, a emissora passou a afirma que a trama esta sendo escrita por Júlio Fischer e Suzana Pires, e que será assim até o final, em 10 de março.
sábado, 19 de novembro de 2016
Clichês mal usados em "Sol Nascente"
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| Luís Mello e Laura Cardoso (Foto: João Miguel Jr./TV Globo) |
Depois de uma reviravolta na trama, com mais ação e romance, como foi pedido pelo público, na pesquisa que foi feita com cinco grupos de mulheres em São Paulo, no mês passado, "Sol Nascente" ainda é alvo de críticas.
A trama escrita pelo trio Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer, que andava morna até setembro e início de outubro, também parece ser pouco atraente ao telespectador, e não é pelo clichês que apresenta.
Os clichês utilizados no folhetim, já foram visto milhões de vezes, óbvio que isto é normal em diversas novelas, porém no caso de "Sol Nascente" são mal aproveitados.
Em roda de amigos, grupos sobre televisão ou sobre a própria novela, é questionado, qual realmente é a história, é um festival de coisas, que se tornou uma colcha de retalhos.
O núcleo dos italianos, Negrão utilizou com muito mais apelo em "Pão-Pão Beijo-Beijo" (1983), com atores como Lélia Abramo, Mário Benvenutti, Renata Fronzi, Laerte Morrone, Élida L´Astorina (olha quantos sobrenomes italianos!). Dessa vez os italianos vividos foi Francisco Cuoco e Aracy Balabanian, são fracos, enjoados, repetitivos e Cuoco infelizmente esta absurdamente canastrão nesta novela.
Já no time da família japonesa, um dos maiores erros acontece e como diria Nilson Xavier autor do site Teledramaturgia, em seu blog no UOL.
_Um agravante duro de engolir: a escalação de Luís Mello para o meio-japonês Tanaka incomoda quem assiste. Talvez, se o personagem fosse japonês mesmo, interpretado por um ator descendente, o clichê não seria tão óbvio. Luís Mello, um grande ator, não consegue escapar do japonês óbvio diante desse texto, por pouco japonês que pareça. E a pergunta que não quer calar: por que não um ator descendente? Tanaka poderia muito bem ter sido interpretado por Ken Kaneko (o japonês oficial das novelas da Globo dos anos 80) ou Carlos Takeshi (o japonês oficial das novelas da Globo dos anos 90). Pegou mal!
Como disse em outro artigo, as tramas paralelas de "Sol Nascente" são fracas, o núcleo caiçara, onde tem um cultura fantástica e poderia ser muito bem explorado, não é muito bem mostrado, não conta realmente a história, mostra muito as "as visões da Chica" ((Tatiana Tibúrcio). Tomara que ainda possa mostrar um pouco disso.
Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli sem química
Infelizmente outro ponto negativo, onde o público está bombardeando a novela, é a química entre o principal casal da trama, Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso, existe a falta de química entre os dois, pior coisa que acontece entre um casal de novelas. Muita gente não torce pelo os dois. Acho que Alice não irá agregar muita coisa na carreira da fantástica atriz - que saiu recentemente da inesquecível Atena de "A Regra do Jogo" e merecia descansar a imagem.
Ponto positivo: Laura Cardoso brilhando
O ponto da trama e que o tem segurado os poucos telespectadores, é a presença de Laura Cardoso, como a vilã Vovó Sinhá, a veterana atriz, como sempre dando um show, vem segurando as pontas. E isso tem sinto muito válido acompanhar. A atriz no momento esta ausente, por problemas de saúde, mas pelo telefone, tem feito a trama render, com suas ordens, para neto Cesar (Rafael Cardoso), que também é vilão.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Bombardeada
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| Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli (Foto: Divulgação/TV Globo) |
Mesmo após uma mudança de ritimo, devido a uma pesquisa que a Globo realizou no mês passado, com um grupo de cinco mulheres, em São Paulo, "Sol Nascente", ainda é alvo de críticas. O público deixou bem claro que gostaria de mais ação e romance, a novela era muito morna.
Muitas pessoas questionam, quais os problemas do folhetim escrito por Walther Negrão, Suzana Pires e Julio Fischer. E afirmam que o grande problema, é que a novela praticamente não tem história. E me perguntam qual história "Sol Nascente" quer contar?
Sinceramente, mesmo quase três meses depois, não sei bem responder, parece que vimos até certo ponto um colcha de retalhos. Tramas paralelas fracas e que não estimulam o telespectador a ficar de frente para TV. E qual seria a trama principal? A vingança de Dona Sinhá (Laura Cardoso) e Cesar (Rafael Cardoso), contra a família de Alice. Eles querem atrapalhar os heróis a todo custo, mas até o momento não sabemos muito qual o real motivo.
A trama deu uma movimentada após o bombardeio de críticas do público, passou a se tornar até mais interessante, estou gostando das novas situações que tem ocorrido, não acredito a audiência vai subir muito, infelizmente o horário perdeu um ótimo ibope que teve com sua antecessora, "Eta Mundo Bom" que foi um sucesso.
Para o jornalista Mauricio Stycer, em seu site no UOL, nos conta outros problemas do atual folhetim das seis.
_Outro problema, na minha opinião, diz respeito à péssima caracterização de personagens essenciais. Não chega a ser incomum um adulto com cabeça de adolescente, mas em “Sol Nascente” isso parece ser regra – e é um incômodo para quem assiste.
O tatuador Ralf (Henri Castelli), sua irmã Lenita (Letícia Spiller) e o mecânico Mário (Bruno Gagliasso), para ficar apenas em três tipos importantes, são de uma imaturidade constrangedora. Não teria sido melhor escalar atores mais jovens? Ou caracterizar melhor o perfil dos personagens?
Por fim, não posso deixar de observar que a caracterização de Francisco Cuoco como italiano é uma das piores que vi na televisão nos últimos anos — e olha que não faltam competidores neste quesito.
"Sol Nascente", enfim, tem sido uma decepção até agora. Parece mais uma novela destinada a preencher o horário com entretenimento elementar e audiência regular. Nenhuma ambição além disso.
Agora é esperar e continuar de olho em "Sol Nascente".
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Mudanças
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| Os protagonisas de "Sol Nascente": Mario (Bruno Gagliasso) e Alice (Giovanna Antonelli) |
Após dois meses e pouco no ar, com muitas críticas nas costas, a novela "Sol Nascente" vem acelerando o ritimo. A trama que tinha um atmosfera mais suave, estava na hora de dar uma virada, como define a autora Suzana Pires, que escreve o folhetim junto com Walther Negrão e Julio Fischer.
Perceberem que a trama precisava de mais fôlego, depois que os autores fizeram um grupo de discussão com telespectadoras (60% do público de "Sol Nascente" é feminino).
Em sua segunda novela como autora - Suzana também foi colaboradora de Negrão em "Flor do Caribe" (2013). Numa entrevista para o site da UOL, a autora explica algumas mudanças.
"Geralmente quando tem que fazer mudanças bruscas é porque alguma coisa foi rejeitada. A rejeição é a crise de uma novela, mas nós não tivemos rejeição. A gente teve uma pesquisa que apontou o que tínhamos que fazer: aperta isso, mexe aquilo e vamos seguir o bonde".
Na pesquisa que foi realizada, em outubro, durante dois dias, com cinco grupos de mulheres, ficou evidente que o desejo do público, é que o folhetim tenha mais ação e romance; o que vem ocorrendo de lá pra cá.
Outro ponto positivo da pesquisa, foi os elogios que Laura Cardoso recebeu, e foi apontada como principal nome do elenco. A atriz, que é um monstro sagrado da nossa TV, está agradando a todos como a vilã Dona Sinhá.
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