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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Balanço final

Nathalia Dill e Thiago Lacerda (reprodução).
"Orgulho e Paixão" o seu folhetim da fantasia

Terminou na última segunda-feira (24), a novela das seis "Orgulho e Paixão", uma produção que nos apresentou muita fantasia, podemos até compara-la com a "Disney", tamanha semelhança com a famosa produtora de cinema. Vimos uma formula simples, entretenimento, fantasia, com romance. aventura, comédia e música; e tudo isso numa estética bem colorida.
Vimos ons bons serem bons demais e os maus, maus demais; onde no final o bem triunfou pra felicidade geral. 

Segundo o autor Nilson Xavier, autor do site Teledramaturgia, o folhetim das seis tem muito a ver com o mundo Disney.
_Os mocinhos são bravos e corajosos, como os príncipes de contos de fadas. As mocinhas, bem, são como as princesas, ou você nunca percebeu que cada uma das irmãs Benedito parece uma "princesa Disney"? Os vilões são caricaturas do do mal, muito próximas dos vilões de desenhos animados: Susana = Dick Vigarista, Petúlia = Muttley, Xavier = Tião Gavião. O que dizer de Lady Margareth, uma perfeita bruxa de conto de fadas, com direito a gargalhada malévola.

A trama foi muito bem absorvida pelo público, visto que fechou com uma média final de 21,5 pontos de audiência no Ibope da Grande SP, dentro do esperado no horário - ainda que inferior ás duas últimas produções, "Tempo de Amar" (22,5) e "Novo Mundo" (24).

Mesmo sendo ambientada na década de 1910, "Orgulho e Paixão" tentou um diálogo com temas contemporâneos, por não ter compromisso com a realidade, tivemos um forte discurso atual. Um dos exemplos disso, era a protagonista Elisabeta (Nathalia Dill) como definimos como "uma mulher a frente do seu tempo"; suas falas e atitudes eram de uma moça contemporânea.

Um ponto que podemos destacar bastante no folhetim, foi ao mostrar a liberdade sexual da maioria das personagens femininas, vimos que o roteiro não considerou a moral da época retratada. Isso não é uma crítica e sim afirmando que são licenças poéticas que podem ser permitidas nesse tipo de produção; afinal de contas, trata-se de uma fantásia e não um documentário sobre o comportamento da mulher nos anos 1910.

Mais uma vez Fred Mayrink nos brindou com um belíssimo trabalho na direção, um trabalho de obra de inteligência e realização, com cenários, figurinos e arte de tirar o fôlego. A direção dos atores, assim como as das cenas atingiram completamente o que pedia o roteiro.

 Tivemos racismo, femininosmo, homossexualidade e preconceito social foram abordados com um olhar bem atual a esse tipo de discussão. Ocorreu o primeiro gay em uma produção das seis da Globo, a abordagem foi na medida certa, e com muito destaque para a interpretação para a interpretação de Juliano Laham (Lucino) e Pedro Henrique Müller (Otávio). O talento, o carisma, a química entre os dois, além do drama dos personagens conquistaram as redes sociais e a torcida do telespectador que criaram o #Lutavio.

Ary Fontoura | Gabriela Duarte (reprodução)
Quero destacar algumas atuações que com certeza serão lembradas pra sempre, casos de Ary Fountoura que pra muitos há uns dez anos não tinha em mãos um personagem tão fantástico, inclusive já citei Ary num outro post, Barão de Ouro Verde é fabuloso; a volta de Gabriela Duarte ás novelas com uma personagem que caiu nas graças do público, há muito tempo Gabriela também não tinha tanto destaque, a atriz merece todos os aplausos possíveis. A dupla vivida por Grace Gianoukas e Alessandra Negrini – Petúlia e Susana, que pra muitos foi uma reedição dos picaretas Muttley e Dick Vigarista; rimos muito com as duas, uma dupla e tanto. Agatha Moreira e Rodrigo Simas esbanjando carisma, um casal que também o público torcia bastante. Vera Holtz num momento mais marcante de sua carreira e não posso deixar de citar Christiane Fernandes e Tammy Di Calafiori, no retorno à Globo, com personagens muito bem defendidos.

Porém também cito, o o mau aproveitamento dos atores Tato Gabus Mendes, Murilo Rosa e Letícia Persiles, em personagens que renderam muito pouco ou aquém de suas possibilidades; poderiam ter sido muito mais aproveitados.

Parabéns a Marcos Bernstein, o autor, que fez uma trama movimentada e que em nenhum momento perdeu o fôlego, o público foi cativo até o fim, fazendo nos experimentar um folhetim com várias narrativas como já citei: aventura, ação, comédia, drama, romance, suspense, musical.

Que venham outros trabalhos deste belo autor!


Emocionante

Cenas emocionantes na despedida de Ary Fontoura em "Orgulho e Paixão"

Na última quinta-feira (20/09), Ary Fontoura encerrou sua participação na novela "Orgulho e Paixão", numa cena emocionante e que temos que revê-la sempre que possível, a sequência que retratou a morte de seu personagem, Afrânio Cavalcante, o Barão de Ouro Verde. Ary teve em mãos um dos melhores personagens de sua grande carreira na televisão - o prepotente, rabugento, arrogante e preconceituoso barão, que era preso numa cadeira de rodas, com uma personalidade ultrapassada e arcaica - inclusive até pra época em que a trama era passada.

Mas ao mesmo tempo que era tão ultrapassado e mal-humorado, também era imensamente divertido. Ele não tinha medo de dizer a verdade, e tinha comportamento ofensivo durante toda a novela, principalmente quando descobriu que possuía uma filha bastarda, Tenória (Polly Matinho), negra e pobre, e um neto, Estilingue (JP Rufino). Mesmo com seu lado um pouco malvado, o eterno barão se derretia pela família, principalmente pela neta Ema (Agatha Moreira). O que mostrava seu lado humano, quando teve que mudar de rumo, quando a vida lhe deu uma rasteira (perdeu toda sua fortuna, lhe restando apenas o título de barão e a pose), isso o aproximou da filha e do neto.

Também destaco a bela amizade de Afrânio com o jovem carcamano anarquista Ernesto (Rodrigo Simas), e a implicância com Julieta, a Rainha do Café (Gabriela Duarte) - a quem acusava de ter sido a culpada pela perda de sua fortuna. O Barão sem dúvida nenhuma foi um dos melhores personagens de "Orgulho e Paixão". Podemos dizer, sem sombra de dúvidas que todas as suas cenas ao longo do folhetim, foram ótimas. E a bela sequência de sua morte (muito bem concedida e dirigida), nos parece que foi uma homenagem ao ator, quem tem sua marca na história da TV brasileira, com 42 novelas em 56 anos de carreira.

Como já disse Afrânio foi um dos melhores personagens de Ari, jamais irei esquecer - assim como seu Tibério de "A Viagem" (1994), o deputado Pitágoras de "A Indomada" (1997), Ludovico, o "meninão", de "Chocolate com Pimenta" (2003-2004) e o sinistro Silveirinha de "A Favorita" (2008).

Muito obrigado Marcos Bernstein (autor do folhetim) por presentear Ary e ao telespectador com esse papel, que jamais vamos esquecer.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Virou o jogo

Gabriela Duarte em "Por Amor" e "Orgulho e Paixão" (fotos: divulgação). 
Gabriela Duarte brilha e faz sua Julieta ser amada em "Orgulho e Paixão"

Uma das personagens mais queridas pelo público na novela "Orgulho e Paixão", é Julieta Bittencourt, a Rainha do Café, e isso não se deve só ao excelente texto de Marcos Bernstein, mas também à interpretação da atriz Gabriela Duarte, que finalmente volta às novelas depois de oito anos, sua última trama inteira foi "Passione", após isto, some pequenas participações, em "Amor à Vida" (2013) e "A Lei do Amor" (2016).

A princípio a trama das seis, nos colocou Julieta como uma imensa vilã, amarga, prepotente, rancorosa e inflexível. Todavia, apareceu em sua vida, Aurélio vivido por Marcelo Faria, um bom homem que conseguiu enxergar um bom coração e uma mulher incrível. Devido a tanta persistência de Aurélio, que aos poucos, fez Julieta se render e mudar sua personalidade para doce, algo que foi conquistando o público. Então surgiu na internet a famosa hashtag #Aurieta, o público shipava o casal e torcia que para que os dois se acertassem.

Julieta se tornou uma das personagens mais adoradas da novela, e isso é contestado diariamente na internet, com manifestações em diversas redes sociais como Instagram, Facebook e Twitter. Essa mudança veio da identificação do telespectador com o perfil da personagem, muito após a revelação dos abusos sofridos no passado com o falecido marido, que era o principal motivo de sua amargura com o mundo. Julieta é completamente diferente do início da trama, fez as pazes com a vida, com o filho e a nora e com o amor. No capítulo da última quarta-feira (19), o público e a personagem foram coroados, com a bonita sequência do casamento de #Aurieta.

Só que Gabriela Duarte nem sempre foi amada pelo telespectador nas redes sociais, pra se ter uma noção, ela foi vitima do primeiro caso registrado de ódio cibernético contra uma personagem de novela, isto entre 1997 e 1998, e nesta época, não tinham as redes sociais como vemos hoje - pra falar a verdade até existiam, mas não com esse nome e muito menos com essa dimensão. A internet não tinha tanto alcante e o máximo que se podia realizar para levantar uma ideia era criar uma página (homepage, um site), que seria divulgado aos poucos.

Gabriela estava na novela "Por Amor", de Manoel Carlos, onde contracena com sua mãe Regina Duarte, sua personagem Maria Eduarda, era considerada extremamente chata pelo público. Ela poderia ser definida como mimada, classe média, egoísta e com sonhos pequeno-burgueses. O telespectador não aguentava a personagem, e como disse foi a primeira vez de um ódio cibernético, tanto que criariam uma página que alertava "Exigiamos a morte dessa chama o mais rápido possível". Pra se ter uma noção foram cerca de 8 mil visitas em menos de um mês na página.

Porém Maria Eduarda cresceu na trama de Maneco e com uma interpretação segura da atriz, ela acabou por conquistar o público e não foi morta, tendo um final feliz. E hoje Gabriela volta a conquistar o público com seu talento!

Um fato curioso e que na trama seguinte de Maneco, "Laços de Família" (2000/2001)), o público teve a mesma reação com Camila, interpretada por Carolina Dieckmann: assim como Eduarda, ganhou uma página na internet para reunir os que a odiavam.


segunda-feira, 26 de março de 2018

Primeiras impressões

Thiago Lacerda e Nathalia Dill (Foto: reprodução)
"Orgulho e Paixão" leve e gostosa de se assistir

Na última terça-feira (20), estreou "Orgulho e Paixão" sua nova trama das seis, ela foi nos vendida como uma comédia de época, leve, colorida e romântica.

A trama de autoria de Marcos Bernstein, com direção de Fred Mayrink (por sinal um diretor que em seus últimos folhetins "Alto Astral" (2014/2015) e "Haja Coração" em 2016, foram bem coloridas) - e "Orgulho e Paixão" parece que segue esse mesmo ritimo, pois nos mostrou ser colorida, solar, destacando uma fotografia iluminada, arejada, figurinos esvoaçantes, em tom pastel, remetendo a pinturas impressionistas, o que aumenta a sensação da leveza prometida.

A novela que é baseada na obra da escritora inglesa Jane Austen (1775-1817), é completamente diferente das últimas duas produções do horário "Novo Mundo" e "Tempo de Amar". Promete nos trazer boas risadas.

Gostei da abertura, porém é bem colorida e em alguns momentos chega a fazer mal a minha vista. Tem alguma coisa errada ali, acho que a música não combinou muito e outra não consigo enxergar direito os créditos.

O primeiro capítulo foi bem interessante, rápido, nos deixando como aquela vontade de querer assistir mais. Na estreia, coloco como destaques, Nathalia Dill - excelente como a protagonista Elisabeta, sua personagem me lembrou sua força em "Cordel Encantado" (2011). Os outros grandes destaques da estreia, foram Vera Holtz e Gabriela Duarte. Além de Alessanda Negrini (sensacional, maravilhosa, vivendo mulheres traiçoeiras, e já foram tantas, mas ela é tão magnífica que não me incomoda em nada) - nos promete uma bela dupla, com Grace Giannoukas, acho que será uma bela dobradinha.

O que percebi também nessa estreia foi que o estilo, me lembrou muito Walcyr Carrasco nas comédias românticas de época das seis horas, como “O Cravo e a Rosa“, “Chocolate com Pimenta” e “Eta Mundo Bom“. Mesmo sendo tudo muito bonito, neste primeiro capítulo de "Orgulho e Paixão", uma pequena obversação, um medo da obra de Jane Austen cair no pastelão. Não sei se vocês perceberam mas a palavra "baile" foi dita, umas 30 vezes, acho - caindo de vezes na comédia. Outro ponto personagem caindo no chiqueiro, na mesma hora gritei do sofá, "Olha o Walcyr Carrasco aí de novo". E quando vi isto, para a torta na cara é um pulo - alguém que Carrasco já fez milhões de vezes, em seus pastelões.

Fica o convite para aguardarmos os próximos capítulos!



sábado, 6 de janeiro de 2018

Gabriela Duarte com muito destaque em "Orgulho e Paixão"

Foto: Jairo Goldfluss/Divulgação
Um dos personagens principais

Ficará com Gabriela Duarte, um dos principais papeis de "Orgulho e Paixão", próxima novela das seis, da Globo. Julieta, sua personagem, será conhecida como a Rainha do Café.
Parece que a moça será emocionalmente distante, severa, de personalidade forte e sem muita vaidade, e ainda guarda um segredo: nunca amou o marido, que a embebedou e a engravidou, a forçando a se casar com ele. Pior ainda, quando o dito cujo faleceu, deixou um "presente" de grego, pra moça: dívidas. Isto tudo que a deixou amargurada.

No folhetim, que tem estreia prevista, pra 27 de março, Julieta vai ter como rival, Susana
 (Alessandra Negrini), parece que esta será a grande vilã da história. Só que Julieta não percebe que ela, seu braço direito é invejosa e uma péssima influência, que só a afasta cada vez mais de sua humanidade.

“Orgulho e paixão”, é escrita por Marcos Bernstein, será inspirada várias obras da escritora inglesa Jane Austen.

Colaboradores fechado

Elenco da novela Orgulho e Paixão, nova trama das seis da Globo. (Foto: Reprodução/Montagem)

Marcos Bernstein escreveu sozinho os primeiros capítulos e já definiu seus colaboradores

Após trabalhar sozinho, no desenvolvimento dos primeiro capítulos, de "Orgulho e Paixão", próxima novela das seis, o autor Marcos Bernstein, já escolheu seu time de colaboradores.

Segundo o jornalista Flávio Ricco, do UOL, a turma que vai ajudar Marcos, nesta empreitada, é a seguinte: Victor Atherino, Juliana Peres e Giovana Moraes. A direção fica por conta de Fred Mayrink que por sua vez, terá a companhia do português Hugo de Sousa, ganhador de um Emmy Internacional pela novela portuguesa "Meu Amor".

Thiago Lacerda, por exemplo, Alessandra Negrini e Nathalia Dill, Gabriela Duarte, Murilo Rosa, Vera Holtz, Malvino Salvador, Tato Gabus Mendes, Joaquim Lopes, Bruno Gissoni e Agatha Moreira são alguns  nomes que estarão, na substituta de "Tempo de Amar"; cujas gravações foram iniciadas no final do ano passado na região do Vale do Café, no estado do Rio de Janeiro.

A estreia está prevista para o dia 27 de março.

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