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segunda-feira, 10 de julho de 2023

17 anos de "Páginas da Vida"

 # PÁGINAS DA VIDA = 17 ANOS #


Segunda-Feira, 10 de julho de 2006. 


Há 17 anos, ia ao ar o 1º capítulo de "PÁGINAS DA VIDA", uma novela de Manoel Carlos. Exibida entre 10 de julho de 2006 até 2 de março de 2007, em 203 capítulos e 34 semanas, e reprisada recentemente no Canal Viva entre 22 de novembro de 2021, até 15 de julho de 2022, com os mesmo 203 capítulos e 34 semanas.


"PÁGINAS DA VIDA" foi o último grande sucesso de Manoel Carlos, no horário nobre. Obteve média geral de 47 pontos no Ibope, quando a meta exigida para época, era de 45 pontos. 


Em "PÁGINAS DA VIDA", Regina Duarte deu vida à sua terceira Helena. A primeira, havia sido em "HISTÓRIA DE AMOR", novela de 1995. A segunda, em "POR AMOR", novela de 1997. E a terceira e última, em "PÁGINAS DA VIDA". Aqui, Helena vivia dividida entre o amor de Greg, personagem de José Mayer, um amor de juventude E Diogo, personagem de Marcos Paulo, que voltava de uma viagem à África.


 Helena vivia também o drama da adoção de uma criança portadora da Síndrome de Down. Era a menina vivida por Joana Mocarzel, a doce Clara. Na verdade, Clara é filha de Nanda, personagem de Fernanda Vasconcellos e Léo, personagem de Thiago Rodrigues, que na época estreavam no horário nobre, egressos do seriado teen "MALHAÇÃO - TEMPORADA 2005". O romance de Nanda e Léo ia às mil maravilhas em Amsterdã, até ela revelar estar grávida. Nanda é atropelada no capítulo 21, exibido em 02/08/2006, uma quarta-feira. E morre, no capítulo 25, exibido em 07/08/2006, uma segunda-feira. Daí então, trava-se uma guerra entre Helena e Marta, personagem de Lília Cabral, mãe de Nanda e avó de Clara, pela guarda da menina. Isso porque Marta está de olho na fortuna do pai da menina, Léo. Além de Clara, Nanda e Léo também são pais de Francisco, vivido pelo pequeno Gabriel Kaufmann, que por sua vez, nasce normal. 


A novela tem uma reviravolta a partir do capítulo 38, exibido em 22/08/2006, uma terça-feira, com uma passagem de tempo, contada através dos atentados de 11 de Setembro de 2001. Após essa passagem de tempo, alguns personagens considerados sem muita importância, saíram da novela, como Gustavo, vivido por Antônio Calloni e Lalinha, personagem de Glória Menezes. E não faltaram grandes destaques nesta novela de Manoel Carlos. A começar por Marta, vilã magistralmente interpretada por Lilia Cabral, indicada merecidamente ao Prêmio Emmy, de Melhor Atriz. Marcos Caruso, como o seu marido, o bondoso e pacato Alex. Ana Paula Arósio e Edson Celulari, como o casal Silvio e Olivia. A uma certa altura, Olivia é traída por Silvio pela artista plástica Tônia, personagem de Sônia Braga, que voltava em grande estilo às novelas, no horário nobre, após uma rápida participação especial nos capítulos iniciais da novela "FORÇA DE UM DESEJO", exibida em 1999, no horário das 18h. 


Danielle Winits brilhou com sua vilã Sandra, que era obcecada pelo galã Jorge, vivido por Thiago Lacerda. Além do triângulo amoroso formado por Lívia, Isabel e Renato, personagens de Ana Furtado, Caco Ciocler e Vivianne Pasmanter. E não teve como deixar de se emocionar com o drama do alcoolismo de Bira, personagem de Eduardo Lago e o sofrimento de sua filha Marina, vivida por Marjorie Estiano. 


"PÁGINAS DA VIDA" marcou a estréia de Grazzi Massafera como atriz, após sua participação no reality show "Big Brother Brasil 5", exibido no ano anterior, em 2005. Aqui, ela viveu a recatada Telma. 


Uma novidade em "PÁGINAS DA VIDA", eram os depoimentos exibidos no final de cada capítulo, sendo que um deles causou a maior polêmica, por conta de uma senhora que dizia ter tido um sonho erótico. 


Em suma, "PÁGINAS DA VIDA", foi mais um grande sucesso de Manoel Carlos, por abordar temas tão corriqueiros do nosso dia a dia. 


"PÁGINAS DA VIDA" substituiu "BELÍSSIMA" e foi substituída por "PARAÍSO TROPICAL", no tradicional horário nobre da Globo.





sexta-feira, 6 de agosto de 2021

10 curiosidades de "Páginas da Vida"

Curiosidades sobre essa trama de sucesso

A novela "Páginas da Vida" (2006), de Manoel Carlos, de relevante sucesso, que até o momento, porém, curiosamente, nunca foi reprisada, mesmo tendo um clamor para isso, é uma das mais pedidas, tanto para o Vale a Pena Ver de Novo e no canal Viva, até mesmo já foi pedida para levarem direto para o Globoplay. Vou colocar para vocês, dez curiosidades dessa trama tão bem conceituada. 

1 – Terceira Helena de Regina








A médica obstetra Helena Camargo Varela foi a terceira Helena de Manoel Carlos vivida pela atriz Regina Duarte. A primeira foi Helena Soares, na novela História de Amor, em 1995-1996, e, em seguida, Helena Viana, em Por Amor, em 1997-1998.

2 – Grandes interpretações








A atriz Fernanda Vasconcellos se destacou ao dar à personagem Nanda o tom correto de emoção e veracidade. Também um grande momento para Lília Cabral, ao interpretar a vilã Marta, uma mulher extremamente amarga, intransigente e dura. Lília e Marcos Caruso – como Alex, seu marido na novela – tiveram cenas intensas, de grande carga dramática.








Por sua atuação, Lília Cabral foi eleita pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) a melhor atriz da televisão em 2006. Também foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor atriz do ano. Páginas da Vida rendeu ainda o Troféu Imprensa de melhor novela (empatada com Belíssima), melhor ator (Marcos Caruso) e revelação de 2006 na televisão (Grazi Massafera).

3 – Depoimento infeliz sobre orgasmo

Cada capítulo terminava com o depoimento de um personagem real sobre algum tema abordado no dia. Gerou a maior polêmica o depoimento ao final do quinto capítulo (exibido no sábado do dia 15/07/2006), da empregada doméstica Nelly da Conceição, então com 68 anos, sobre o orgasmo. Veja no link abaixo


As palavras escolhidas pela senhora de Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro, soaram grotescas, chocaram o público e levaram o autor a pedir desculpas nos jornais, na TV e até em um programa de rádio.


4 – Síndrome de Down














Para o papel de Clara, a menina com Síndrome de Down da trama, foi escolhida Joana Mocarzel, na época com 7 anos, filha do cineasta Evaldo Mocarzel. Manoel Carlos comentou ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia” (do Projeto Memória Globo), sobre a importância da trama de Clara na novela:

“Ver a menina em capas de revista foi gratificante para mim. Ela foi exposta não de maneira piedosa e constrangedora, mas de maneira forte, como exemplo. Isso me deu grande alegria”.

Maneco explicou que não havia falas para as cenas de Clara. Os atores é que falavam com ela e ela respondia o que queria: “Com isso, ela criou situações muito engraçadas no estúdio. Às vezes, ela dizia algo inesperado e os atores que estavam em cena eram obrigados a improvisar. Ela seguia o texto na medida do possível. As falas dela eram mais livres”.

5 – Atores descontentes














Antônio Calloni pediu para sair da novela. Com isso o seu personagem morreu na passagem da primeira para a segunda fase. O motivo alegado pelo ator é que ele estaria esgotado, emendando um trabalho no outro, e que não se sentia capaz de contribuir 100% com a novela.

Já na reta final, alguns atores deixaram transparecer o descontentamento com o rumo que o autor deu a seus personagens. Foi o caso de Leandra Leal, que reclamou de sua personagem Sabrina, em seu blog na Internet.

6 – Parto real de atriz














Pela primeira vez na história das telenovelas, um parto de uma atriz grávida de verdade foi mostrado, no capítulo exibido em 28/12/2006. Aproveitou-se o fato de Júlia Carrera estar prestes a dar a luz para usar a situação na trama de Páginas da Vida. A atriz vivia Tatiana, fonoaudióloga da menina Clara (Joana Mocarzel). O marido de Júlia, Bruce Gomlevski, que também é ator, entrou na novela para interpretar o marido de Tatiana e, assim, assistir ao parto de sua mulher.

Júlia Carrera deu a luz a uma menina, Valentina. Cinco câmeras instaladas pelo diretor Jayme Monjardim registraram o nascimento da bebê, como se o parto estivesse sendo feito pela médica obstetra Helena (Regina Duarte).

7 – Confusão de nomes














Com um elenco inchado e em meio a tantos personagens, confusão e trocas de nomes podem ocorrer. Porém, o caso de Fernando Eiras em Páginas da Vida passou dos limites. Na primeira fase da novela, o personagem do ator se chamava Otávio. Na segunda fase, o nome foi trocado para Rubens, ganhando inclusive o apelido Rubinho. Já no site oficial da novela, ele foi chamado de Camilo, depois Laerte, e finalmente Rubens!

8 – Tarcísio com virose














Tarcísio Meira foi acometido de uma virose grave, que o fez ficar sem voz e provocou seu afastamento das gravações por dois meses, entre setembro e novembro de 2006. Na trama, a ausência de seu personagem, Tide, foi explicada com uma viagem repentina à sua fazenda. Tarcísio voltou a aparecer no capítulo de 23 de novembro de 2006.

9 – Estreantes em novelas














Primeira novela das atrizes Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano (reveladas na Malhação), Sophie Charlotte, Grazi Massafera (revelada no BBB 5), Carolina Oliveira (revelada na minissérie Hoje É Dia de Maria), Pérola Faria e Thalita Carauta. E dos atores Armando Babaioff, André Frateschi, Joelson Medeiros, Luciano Chirolli, Rafael Almeida e Gabriel Kaufmann (na época com 5 anos).

Presença no elenco da bailarina Ana Botafogo, com uma personagem fixa, Elisa, também bailarina.

10 – Concordância com a realidade














Pessoas reais, moradoras do Leblon, bairro do Rio de Janeiro onde a trama era ambientada, apareceram em cenas da novela como elas mesmas, com seus verdadeiros nomes. Em Páginas da Vida, o chaveiro, a garçonete do cafezinho e o dono da banca de jornal eram pessoas que exerciam as mesmas funções na vida real. O objetivo dessa experiência era reduzir a diferença que existe entre a realidade e a ficção.

Na trama da novela, a primeira fase terminou no dia 21/09/2001, com imagens dos ataques terroristas de 11 de setembro aos Estados Unidos. Em janeiro de 2006, a novela homenageou os 80 anos de Tom Jobim. O compositor teve duas músicas na trilha sonora – “Wave”, na abertura, e “Promessas” (“Só em Teus Braços”), gravada por Nana Caymmi.

Outras alusões à realidade foram citadas no decorrer da trama, com destaque para fatos reais de violência nas grandes cidades, como o ataque de bandidos a um ônibus, incendiado com passageiros dentro (em dezembro de 2006), e a morte do menino João Hélio, vítima de um assalto, arrastado pelas ruas do Rio até a morte (em fevereiro de 2007). Os pais da criança chegaram a dar um depoimento para a novela.

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