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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Giba fantástico

 Gilberto Tumscitz Braga (Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1945 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 2021) foi um autor brasileiro de telenovelas e minisséries.

A maioria de suas novelas tem um assassinato misterioso, que é revelado nos capítulos finais. É considerado um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira.

Gilberto Braga cursou a faculdade de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), depois foi professor de francês na Aliança Francesa e em seguida ingressou no jornal O Globo como crítico de teatro e cinema.

Estreou como autor televisivo em 1972, quando assinou um episódio de Caso Especial: Dama das Camélias 72 (versão atualizada de A Dama das Camélias, protagonizada por Glória Menezes e Cláudio Cavalcanti). Durante o ano de 1973, produziu mais especiais, como As Praias Desertas e Feliz na Ilusão. Sua desenvoltura e rapidez na escrita dos episódios chamaram a atenção do diretor Daniel Filho, então chefe das novelas na emissora, que o convidou para assinar, junto com Lauro César Muniz, a autoria da novela das sete Corrida do Ouro (1974), trabalho do qual Muniz se afastaria para estrear na faixa das oito. Por ainda não estar habituado ao ritmo de escrita para a televisão, Gilberto chegou a desistir de escrever a trama, sendo impedido por Daniel Filho, que comentou a situação com Janete Clair. A veterana – admiradora dos diálogos de Braga –, então, se ofereceu para supervisioná-lo.

Gilberto Braga foi o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente para a televisão - jamais escreveu para teatro. Ele foi responsável por outras adaptações: O Preço de Cada Um (modernização de Misantropo) e Mulher (versão moderna de Casa das Mulheres).

Ele também se notabilizou pelas adaptações de clássicas obras literárias para a televisão. Em 1975, foi responsável pelas adaptações dos romances Helena, de Machado de Assis (que seria adaptada novamente em 1987 pela extinta TV Manchete) – responsável por reinagurar a faixa das seis – e Senhora de José de Alencar. Mas o primeiro grande sucesso da carreira de Gilberto foi Escrava Isaura (1976), baseada no romance homônimo de Bernardo Guimarães, cujo êxito foi enorme – durante muito tempo, foi a novela mais vendida de todos os tempos e consagrou mundialmente a atriz Lucélia Santos, que iniciava a carreira. Com a novela, foi considerado o responsável por levar a teledramaturgia brasileira para o mundo, sendo vendida para países como Cuba, China, Alemanha, Rússia e outros.

Ainda em 1975, Gilberto Braga colaborou com Janete Clair na autoria da novela Bravo! e a substituiu quando ela teve que preparar outra trama para o lugar de Roque Santeiro, de Dias Gomes, cuja exibição fora proibida pela censura militar no dia da estreia. Com a proibição, ela escreveu então aquele que se tornaria um dos maiores sucessos, a novela Pecado Capital.

Telenovelas contemporâneas e suspense

Em 1977, esgotado das tramas de época, Gilberto Braga escreveu o primeiro folhetim contemporâneo do horário das seis: uma adaptação da peça teatral Dona Xepa, original de Pedro Bloch. O sucesso desta novela motivou a promoção de Braga para a faixa das oito, na qual ele estreou com Dancin' Days (1978), escrita a partir do argumento inicial A Prisioneira, de sua mestra Janete Clair[6], primeira trama sua sem ser uma adaptação de romance consagrado. A trilha sonora internacional, basicamente com canções de discotecas foi um sucesso de vendagem - mais de um milhão e meio de cópias - assim como a nacional - um milhão de cópias - , estimulando o crescimento de novas casas do gênero e lançou diversos modismos, como voos de asa delta e meias de lurex usadas com sandália. A novela foi reexibida em 1980 no "Festival 15 Anos", com apresentação de Glória Pires e numa versão compacta (entre outubro e novembro de 1982). Alguns anos depois a novela foi adaptada para romance na coleção Campeões de Audiência - Telenovelas (lançada pela Editora Globo entre 1987 e 1988), assim como Água Viva e Pecado Capital. O livro Água Viva foi lançado por Leonor Bassères baseado nas três mil e duzentas laudas que Gilberto escrevera para a novela.

Seguiram-se outras novelas de sucesso no horário nobre: Água Viva (1980) abordou o cotidiano da classe média alta no litoral e o windsurfe, causou polêmica por conta do topless e mostrou, pela primeira vez, o uso de maconha na televisão brasileira.[6] Prosseguiu com a novela Brilhante (1981), que discutiu a homossexualidade masculina e romance entre pessoas de diferentes idades. Brilhante foi acusada de plágio de livros e filmes norte-americanos e enfrentou problemas com a audiência e a Censura Federal, que o obrigaram a promover muitas alterações ao longo da história. O tema de abertura da novela era Luiza, composta por Tom Jobim especialmente para a trama, e cuja letra menciona o cabelo loiro e comprido da protagonista, Vera Fischer. Quando ela apareceu de cabelo curto, o compositor foi o primeiro a protestar. Este polêmico fato foi bastante criticado, e a figurinista Marília Carneiro deu a ideia de usar uma bandana no pescoço, acessório este que virou febre entre o público feminino. Nessa fase também escreveu Louco Amor (1983), que teve a estreia antecipada devido ao término repentino - causado pela morte do protagonista, Jardel Filho, de Sol de Verão (1982), de Manoel Carlos que colaborou, a pedido do próprio Gilberto, na redação do texto de Água Viva - e Corpo a Corpo (1984), inspirada no mito de Fausto, que causou polêmica por debater o racismo, um tema que não foi aceito pelo grande público.

O maior sucesso foi quando ele parou o Brasil com o mistério em torno de quem matou Odete Roitman? (Beatriz Segall), personagem da novela Vale Tudo (1988). O último capítulo da referida telenovela obteve a maior audiência já conquistada, com 86% dos televisores ligados. O final da trama revelou Leila (Cássia Kiss) como a assassina. A expectativa foi tamanha que a marca de caldos de galinha Maggi, fez um concurso em que premiava quem acertasse o nome do assassino. O vencedor recebeu cinco mil cruzeiros, equivalente a três mil e duzentos dólares. Vale Tudo também ganhou um remake em espanhol: Vale Todo (2002), com o elenco formado de atores de língua hispânica e foi exibida em parceria com a rede Telemundo, cadeia de emissoras abertas mais voltada para o público latino.

O mistério sobre a identidade de um assassino que só vem a ser revelado no último capítulo fora um recurso já utilizado pelo autor antes mesmo de Vale Tudo: em 1980, sua trama Água Viva, utilizou o bordão quem matou Miguel Fragonard? (Raul Cortez). Em 1986, sua minissérie Anos Dourados, que retratava o Rio de Janeiro dos anos 1950, contou com vinte capítulos, e, faltando quatro para o fim, Olivério (Arthur Costa Filho), dono de uma boate em Copacabana, aparece morto - o autor do crime, revelado no último capítulo, fora Carneiro (Cláudio Corrêa e Castro). Em 1991, os personagens de sua novela O Dono do Mundo passam, na reta final, a serem perseguidos por um sujeito desconhecido, e o autor introduz um outro suspense: "quem é o homem misterioso?".[7][8] No fim dos anos 1990, Braga voltou a utilizar o quem matou?, primeiro através de sua minissérie policial Labirinto (1998) que, ao longo de seus vinte capítulos, mobilizou o público com a pergunta "quem matou Otacílio Martins Fraga?" (Paulo José) e em seguida, através de sua telenovela de época Força de um Desejo (1999) que, no capítulo 155, introduziu a pergunta "quem matou o Barão Henrique Sobral?" (Reginaldo Faria). O mistério durou até o capítulo 226, o último da trama. Quatro anos mais tarde, Celebridade (2003) perguntava "quem matou Lineu Vasconcelos?" (Hugo Carvana), tendo sido a vilã Laura (Cláudia Abreu) a assassina. Em 2007, o mistério foi na novela Paraíso Tropical, com o bordão "quem matou Taís Grimaldi?" (Alessandra Negrini). Em 2011, foi a vez da novela Insensato Coração usar o bordão "quem matou Norma Pimentel?" (Glória Pires). Em 2015, Babilônia traz ao público a pergunta "quem matou Murilo?" (Bruno Gagliasso).

Substituição e trilogia entre 1988 e 1994

Gilberto Braga substituiu informalmente Sílvio de Abreu em alguns capítulos, na autoria da novela Rainha da Sucata (1990), quando Abreu precisou se afastar durante algumas semanas por problemas pessoais. Em 1992 Gilberto substituiu Glória Perez na condução da novela De Corpo e Alma em parceria com a fiel colaboradora Leonor Bassères. Glória se afastou da trama por algumas semanas devido ao assassinato da filha, a atriz Daniela Perez.

O primeiro título sugerido para Vale Tudo (1988) foi Pátria Amada, o que se tornou inviável por já existir um filme (da cineasta Tizuka Yamazaki) com este nome. Além de refletir sobre os problemas do alcoolismo e de mostrar, pela primeira vez de maneira explícita, o relacionamento homoafetivo entre duas mulheres, a novela iniciava uma trilogia onde eram abordadas temas sobre honestidade e corrupção. O segundo trabalho nesse caminho foi O Dono do Mundo (1991), que teve o objetivo de recuperar a audiência perdida com a antecessora no horário, Meu Bem, Meu Mal, de Cassiano Gabus Mendes. A novela sofreu reformulações pois a trama inicial não entusiasmara o público e houve uma migração significativa da audiência para a novela infantil mexicana Carrossel (do SBT) que, entretanto, jamais chegou a superá-la no confronto. Desta vez, quem colaborou na condução da história foi Sílvio de Abreu, que deu maior agilidade, o que fez com que a trama fosse recuperando gradativamente a audiência. O Dono do Mundo teve média geral de quarenta e três pontos, índice considerado baixíssimo para uma novela do horário nobre na época. O maior destaque da novela foi a elogiadíssima abertura, que mostrou imagens de Charles Chaplin no filme O Grande Ditador (1940). A última obra da trilogia foi Pátria Minha (1994). A novela, que teve o título extraído do poema homônimo de Vinícius de Moraes, enfocou conflitos ideológicos como as questões da moradia, racismo, adultério, virgindade - já abordada em O Dono do Mundo - e primeira experiência sexual, uso de preservativos e diálogo familiar (pais e filhos). Pátria Minha teve média geral de quarenta e seis pontos, dez a menos que a antecessora, Fera Ferida, de Aguinaldo Silva, apesar dos percalços que a produção teve que enfrentar com os atores Vera Fischer e Felipe Camargo, então casados, que foram afastados do elenco.

Minisséries, supervisão de texto e retorno às produções de época

A primeira minissérie escrita foi um dos trabalhos mais elogiados e bem-sucedidos: Anos Dourados (1986), dirigida por Roberto Talma. A trama, que foi posta no ar às pressas visando concorrer com o estrondoso sucesso Dona Beija da extinta Rede Manchete, também marcou o retorno às produções ambientadas nos anos 1950, realçado principalmente pela trilha sonora que trouxe diversas canções consagradas da época (escolhidos pessoalmente pelo autor, que pela primeira vez atuou também como produtor musical). Anos Dourados foi reprisada em 1988 e 1990 com cortes - alguns duramente criticados, inclusive na narração do encerramento, que não conta o destino dos personagens principais. A minissérie foi lançada em DVD em 2003, numa versão condensada porém mais completa que a versão apresentada em 1990. Como parte das comemorações dos quarenta anos da Rede Globo, em 2005 o canal pago Multishow apresentou parte da série, também com cortes, sendo relançada em DVD em 2006 com dois volumes pela Editora Globo.

A minissérie O Primo Basílio (1988), baseada no romance homônimo do escritor português Eça de Queiroz, marcou à volta ao trabalho com adaptações e às produções de época na carreira. A minissérie foi muito elogiada pela Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras e criticada por alguns intelectuais que se opuseram à versão televisiva do romance, abordando a cultura portuguesa da literatura de Eça de Queiroz. Quatro anos mais tarde, outra minissérie obteve relevante sucesso: Anos Rebeldes (1992), lançada em livro (com adaptação de Flávio de Campos) paralelamente à exibição na tevê, onde abordava a época da ditadura militar brasileira (1964-1985). Na minissérie, encontrou eco ao povo que ia às ruas pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, vivendo uma situação política semelhante à discutida na obra. A minissérie foi lançada em vídeo nos anos 1990, e, assim como Anos Dourados, teve lançamento em DVD, em 2003, também numa versão compacta, e uma exibição no canal Multishow em 2005.

Em 1990 Gilberto atuara como supervisor de texto na novela Lua Cheia de Amor, adaptação de Ana Maria Moretzsohn para Dona Xepa (1977), baseada na peça homônima de Pedro Bloch. Ele havia também colaborado na sinopse de Bambolê, de Daniel Más (1987), ambientada nos anos 1950 - assim como a minissérie Anos dourados. Gilberto também supervisionaria, mais tarde, o texto de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa na elaboração da sinopse e na construção do perfil dos personagens da novela Salsa e Merengue (1996). Em 2012 o autor supervisiona o texto de Claudia Lage e João Ximenes Braga para a telenovela Lado a Lado, premiada internacionalmente com o Emmy de melhor telenovela.

Em 1998 o autor escrevera uma sinopse intitulada Feliz Aniversário, projeto que acabou sendo abortado mas cujas tramas foram aproveitadas na sua minissérie policial Labirinto. Estrelada por Malu Mader e Fábio Assunção, Labirinto é, até os dias de hoje, a última minissérie escrita pelo autor, que desde então tem escrito apenas telenovelas.

Além de participarem da minissérie Labirinto, Fábio Assunção e Malu Mader protagonizaram a novela Força de um Desejo (1999), ambientada no século XIX por decisão que a TV Globo tomou depois do grande sucesso de Chiquinha Gonzaga, de Lauro César Muniz, que se passava nessa mesma época. A novela também marcou a volta às produções de época no horário das seis da Rede Globo depois de oito anos. A última havia sido em Salomé (1991), de Sérgio Marques, cujo projeto deveria ter sido desenvolvido por Gilberto, em 1978, tendo ele passado na época para o horário nobre, com Dancin' Days.

Por volta de 1998 havia sido cogitado um remake da novela Dancin' Days, para comemorar vinte anos de sua estreia, mas por questões de inadequação ao horário que a Globo havia disponibilizado para o autor - 18 horas - este projeto também acabou sendo descartado. Como a vaga no horário das 18 horas continuava disponível, a Globo entregou a Gilberto uma sinopse que Alcides Nogueira escrevera em 1988 sob o título de Amor Perfeito. Gilberto reformulou a sinopse, dando origem à Força de um Desejo, exibida a partir de maio de 1999.

Ainda em 1998, quando Gilberto Braga começara a escrever Força de um Desejo a partir da história original de Alcides Nogueira, Alcides se encontrava a colaborar com Sílvio de Abreu na telenovela Torre de Babel. Dessa forma, Gilberto desenvolveu a trama sozinho até Alcides estar disponível para trabalhar com ele, o que só veio a acontecer quando do fim de Torre de Babel em janeiro de 1999. Na sinopse original de 1988 a ação se passava na década de 1950, tendo sido mudada para o século XIX após a reformulação. Os atores originalmente cogitados em 1988 foram Maria Zilda, Thales Pan Chacon e Castro Gonzaga para os papéis equivalentes aos personagens que acabaram sendo interpretados por Malu Mader, Fábio Assunção e Reginaldo Faria em Força de um Desejo. Denise del Vecchio, que também estaria no elenco da primeira versão, acabou ganhando um papel de destaque na telenovela de 1999.

Exibida a partir de maio de 1999, e originalmente estruturada para 179 capítulos, Força de um Desejo terminou por ser tremendamente esticada, sendo concluída então com 226 capítulos. Para ajudar os autores principais, Sérgio Marques, antes creditado na abertura da telenovela como co-autor, acabou juntando-se a Braga e a Nogueira na autoria principal da trama.

Força de um Desejo tornou-se entre os críticos um dos mais cultuados trabalhos já realizados pelo autor, ainda que não tenha alcançado altos índices de audiência, como antes fora esperado. Porém, cinco anos após seu término em janeiro de 2000, passou a ser reprisada em setembro de 2005 na sessão Vale a Pena Ver de Novo conquistando uma audiência satisfatória. A telenovela também fora um estrondoso sucesso quando exibida internacionalmente. Ao ser reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo, Força de um Desejo tornou-se a primeira telenovela da Rede Globo a utilizar o recurso closed caption, processo que permite aos deficientes auditivos acompanhar o que está sendo dito nos programas por meio da leitura de legendas que podem ser visualizadas na tela.

Anos 2000 e indicação ao Emmy Awards

Em Celebridade (2003), que teve o título provisório de Fama, o mundo ficcional era tratado como real, ridicularizando e colocando em questão o que é "ser célebre" e o que é "ter fama". A obra foi escrita principalmente para comemorar os vinte anos de carreira da atriz Malu Mäder, grande amiga de Braga. A sinopse escrita originalmente em 2001, mas sua exibição foi adiada. Consistia em uma espécie de revisão das antigas obras, com personagens com as mesmas características de outros em trabalhos anteriores, além de revisitar o quem matou? (através do mistério quem matou Lineu Vasconcelos?).

Paraíso Tropical, levada ao ar de 5 de março a 28 de setembro de 2007, em 179 capítulos, foi a produção do horário de menor duração dos onze anos anteriores. Seu título provisório foi Copacabana, em referência ao bairro carioca, onde a história é ambientada. Foi escrita em parceria com o fiel colaborador Ricardo Linhares, mostrando ao público temas importantes e polêmicos, como homossexualidade sem nenhum preconceito, turismo sexual, prostituição - já abordada em O Dono do Mundo - e alcoolismo. A trama foi protagonizada por Fábio Assunção e Alessandra Negrini, que estava afastada das novelas havia cinco anos. Negrini substituiu Cláudia Abreu, que precisou deixar o trabalho por causa de uma gravidez. A novela marcou também a volta de Renée de Vielmond às telenovelas - a última da qual ela havia participado foi Explode Coração, de Glória Perez (1995). Daisy Lucidy também estava longe das telas desde 1976, quando fez parte do elenco de O Casarão, de Lauro César Muniz. Vera Holtz substituiu Joana Fomm na personagem Marion Novaes, pois Joana precisou se afastar por problemas de saúde. Cogitava-se o seu retorno à trama em outro papel, mas isso não se concretizou. A novela seguiu o gênero habitual de suspense das novelas de Gilberto Braga. No capítulo 154 houve a morte de Taís Grimaldi (Alessandra Negrini), e o mistério foi levado até o final, com a pergunta quem matou Taís?. Logo depois do assassinato principal vieram mais perguntas, como quem envenenou Marion Novaes? (no capítulo 171) e quem matou Lutero? (no capítulo 175) - todos cometidos pelo mesmo assassino - Olavo (Wagner Moura). Durante a exibição, Paraíso Tropical foi o programa mais visto da televisão brasileira. A trama foi indicada ao Emmy 2008 na categoria de melhor novela. O International Emmy Awards, ou simplesmente Emmy, é equivalente ao Oscar da televisão internacional.

Quase quatro anos depois, estreava outra telenovela de autoria de Braga, Insensato Coração, que estreou na faixa das 21h na Globo, em 17 de janeiro de 2011, substituindo Passione, de Sílvio de Abreu. A trama teve 185 capítulos, sendo o último exibido em 19 de agosto de 2011. No ano seguinte, Braga supervisionou os textos da telenovela Lado a Lado, de autoria de João Ximenes Braga (seu antigo colaborador) e Claudia Lage.

Em 2015 foi a vez de Babilônia, também na faixa das 21h, e que inicialmente teve o título de Três Mulheres. A previsão inicial de estreia era 23 de fevereiro de 2015, mas foi adiada para 16 de março. Com 143 capítulos, a trama terminou em 29 de agosto, sendo considerada "forte" pela crítica, pois abordava temas pouco tradicionais ao gênero, como homossexualidade e racismo, e foi rejeitada pela parcela mais conservadora do público, especialmente entre os seguidores do evangelicalismo; alguns deputados da bancada evangélica chegaram a promover boicotes à produção. Babilônia teve a menor média do horário das 21 horas na Grande São Paulo: 25 pontos, tomando o posto de Em Família, que obteve 30, e trazendo problemas de audiência para a sua sucessora, A Regra do Jogo. Seus maus resultados, no entanto, não foram atribuídos somente aos polêmicos temas abordados — uma vez que a telenovela das 23 horas, Verdades Secretas, exibida no mesmo período, obteve sucessivos recordes de audiência para o seu horário mesmo apresentando uma trama com alto conteúdo erótico —, mas também ao roteiro considerado inconsistente pela imprensa.
Depois de Babilônia, não conseguiu emplacar outras tramas na TV mas ao morrer deixou obras inacabadas, como Feira das Vaidades, prevista para a faixa das 18h, inspirada na obra literária homônima (Vanity Fair (1847) (título original) e escrita por William Makepeace Thackeray. Aproximadamente oitenta capítulos já estavam prontos.

Vida pessoal

Segundo o site Bem Paraná, o autor de novelas Gilberto Braga e o decorador Edgar Moura Brasil ficaram noivos no dia 26 de dezembro de 2013 na cidade de Paris, celebrando esta ocasião no restaurante L'Entrecôte. Vieram a oficializar a união na data de 22 de março de 2014, no próprio apartamento de ambos, no Arpoador, no Rio de Janeiro. O longo relacionamento durou quase cinquenta anos.


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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Gilberto Braga foi o maior autor de novelas da TV Globo

 Gilberto Braga provavelmente foi o autor de novelas mais importantes da história da Globo. Inclusive até mais que sua mestra Janete Clair, que é a rainha do melodrama. E não só sou eu que digo isso, seus colegas também dizem, como Lauro Cesar Muniz, por exemplo.  



De acordo com os temas que desenvolveu em seus folhetins, pela comunicação que alcançou com o telespectador, como retratou a classe média e a elite carioca, pela número de sucessos que emplacou, Giba como é carinhosamente conhecido não tem rival no lugar mais alto da dramaturgia da emissora. 

Só você citar alguns trabalhos que o mestre produziu, e nem tem a necessidade de explicar a importância que tiveram. As tramas de Gilberto Braga estão fixadas na memória dos brasileiros, seja pelos personagens memoráveis, pelos diáglos fantásticos ou pelas cenas antológicas e impactantes que criou. 

Impossível não lembrar de Julia Matos, vivida por Sonia Braga, Maria de Fátima, papel de Glória Pires, Beatriz Segall magistralmente feita por Beatriz Segall. Lurdinha, Maria Lucia e Maria Clara, ambas interpretadas por Malu Mader, a cachorrona Laura e Heloisa, incrivelmente feitas por Claudia Abreu. A dupla Bebel e Olavo, vividos por Camila Pitanga e Wagner Moura; e tantos outros.

Infelizmente ele saiu de cena sem emplacar novos trabalhos, seu último, lamentavelmente sofreu rejeição, do público, da ala conservadora, da chata família tradicional, e a trama acabou sendo um fiasco de audiência, porém com certeza, muita gente também lembra de coisas boas de "Babilônia", inclusive seu texto era tão grandioso, que em algumas foi uma tapa na cara dessa sociedade que o rejeitou. 


terça-feira, 2 de novembro de 2021

Wagner Moura fala de parceria com Gilberto Braga: 'O maior de todos'

 

Olavo (Wagner Moura) e Bebel (Camila Pitanga) em 'Paraíso Tropical' - Reprodução

Na última terça-feira (26), perdemos Gilberto Braga, aos 75 anos, um dos maiores nomes da história da televisão brasileira. E o ator Wagner Moura falou sobre a parceira entre eles, parceria esta que foi indicada ao Emmy. Ambos trabalharam em "Paraíso Tropical", uma das últimas grandes novelas do autor, onde Wagner interpretou o inesquecível vilão Olavo, que formou par romântico com a prostituta Bebel, vivida por Camila Pitanga. 

Numa matéria do jornal "O Dia", Wagner diz o seguinte "Eu acho que o Gilberto foi o maior de todos os novelistas. Primeiro que ele fez 'Vale Tudo', que para mim é a maior novela de todos os tempos. O folhetim é parte da nossa cultura. A novela é tão Brasil quanto o samba. E você ser o maior de todos, dentro de um gênero que guia parte da cultura de um país, é muito forte".

Ele completa afirmando "Eu fui muito feliz quando trabalhei com ele. Eu tenho orgulho de dizer que eu fiz um vilão do Gilberto Braga. É uma categoria especial, eu 'chequei'", brincou Wagner. "O convívio que eu tive com ele, que não foi muito...eu o achava muito engraçado. Ele falava muito devagar e nas cenas ele falava barbaridade. Então eu achava aquele contraste muito bom". 






Gilberto Braga, o que melhor retratou a elite em novelas

 


Falar de Gilberto Braga é falar de genialidade, ele que nos deixou em 26/10/2021, aos 75 anos, nasceu no Rio de Janeiro em 01/11/1945. Adotou o sobrenome Braga de sua mãe. Era casado há 48 anos com Edgar Moura Brasil. Giba como era carinhosamente conhecido, antes de brilhar e se tornar um dos maiores nomes da história da televisão brasileira, foi professor de francês e crítico de teatro e cinema na imprensa carioca.


Em 1973, Gilberto estreou na Globo roteirizando Casos Especiais. Sua primeira experiência em telenovela foi dividindo com Lauro César Muniz a autoria de Corrida do Ouro, em 1974. No ano seguinte, foi colaborador de Janete Clair na novela Bravo!, enquanto duas adaptações suas, de obras literárias, eram exibidas no horário das seis: Helena, de Machado de Assis, e Senhora, de José de Alencar.


Entre 1976 e 1977, escreveu outras adaptações que já mostravam o domínio do jovem autor ao roteirizar telenovelas: Escrava Isaura e Dona Xepa, dois grandes sucessos daquela época. Foi a deixa para Gilberto estrear no horário nobre em grande estilo: em 1978 escreveu Dancin’ Days, que virou mania nacional e consagrou o novelista. Um sucesso avassalador. 

Seguiu com outros folhetins (Água Viva, Brilhante, Louco Amor e Corpo a Corpo), até que, em 1988, Gilberto Braga mobilizou o país com Vale Tudo (escrita com a parceria de Aguinaldo Silva e Leonor Bassères), um dos maiores clássicos da TV brasileira, debatendo corrupção e o “jeitinho brasileiro”. E ainda nos trouxe “Quem matou Odete Roitman?”, pergunta que paralisou o país no último capítulo. Como já diversas vezes "Vale Tudo" é  considerada por muitos especialistas “a melhor novela brasileira de todos os tempos”.


Segundo Nilson Xavier, do site "Teledramaturgia", ele lembra vagamente da  época em que ia ao ar a novela Senhora (em 1975 ele tinha tinha seis anos), o primeiro contato dele com Gilberto foi na reprise de Escrava Isaura em 1979. Lembro quando passou Dancin´Days, Água Viva e Brilhante (entre 1978 e 1982), pois os  pais não permitiam o horário nobre para crianças. Ele pode acompanhar Água Viva em 1984, na reprise vespertina.

Em 1983, Louco Amor, um sucesso popular – do bordão “E, e eu não sei, Gonçalo?”, de José Lewgoy. Curioso que, apesar do sucesso de audiência, Gilberto não gostava dessa novela, já que ela não passava de um emaranhado folhetinesco muito próximo dos dramalhões mexicanos.


Corpo a Corpo – é um folhetim pouco lembrado – mas deu o que falar na época em que foi exibida (1984-1985): tinha o diabo personalizado na figura do ator Flávio Galvão e um debate sobre racismo nunca antes vista em uma telenovela. Essa novela, Gilberto gostava!

Anos Dourados, a minissérie de 1986, foi um sucesso. Não tinha como não se encantar com o “puppy love” entre Marcos e Lurdinha (Felipe Camargo e Malu Mader). E, de quebra, Dona Celeste, a megera visceral interpretada por Yara Amaral. Com O Primo Basílio (1988), Gilberto retomava a adaptação de um clássico da literatura (de Eça de Queiroz). E tivemos Marília Pêra em um de seus melhores papeis na TV: a sinistra empregada Juliana.

O Dono do Mundo (1991) decepcionou muita que gente que esperava uma Vale Tudo 2. Boa parte do público não comprou a heroína tonta Márcia (Malu Mader), que se deixou seduzir pelo sacana Felipe Barreto (Antônio Fagundes) em plena noite de núpcias com seu noivo.


Anos Rebeldes (1992) é outra daquelas obras emblemáticas de nossa Teledramaturgia. Retratou de maneira contundente os “anos de chumbo” da Ditadura Militar. Como pano de fundo, a história de amor de Maria Lúcia (Malu Mader) e João Alfredo (Cássio Gabus Mendes).

Pátria Minha (1994) fechava a trilogia das novelas que se colocava a  discutir mazelas da sociedade brasileira (com Vale Tudo e O Dono do Mundo). Porem, por mais que o autor tenha tentado levantar questões sociais, os problemas conjugais reais entre Vera Fischer e Felipe Camargo (do elenco) acabaram chamando mais a atenção do público do que a novela em si.


Labirinto (minissérie de 1998) nos trouxe um Giba policial. Em Força de um Desejo (1999-2000, escrita com Alcides Nogueira e Sérgio Marques), ele estava de volta em uma trama de época do horário das seis. Celebridade (2003-2004) ficou marcada pela pérfida dupla Cachorra e Michê (Laura de Cláudia Abreu e Marcos de Márcio Garcia) e Paraíso Tropical (2007, escrita com Ricardo Linhares) pelo irresistível casal Bebel (Camila Pitanga) e Olavo (Wagner Moura).

Seguiram-se Insensato Coração (2011, com Ricardo Linhares) e Babilônia (2015, com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga). Esta última, infelizmente marcada pela rejeição do público.


Gilberto Braga será para sempre lembrado pelas abordagens policiais (foram vários “quem matou?”) e pela retratação da elite carioca. Ele foi o autor que melhor retratou o high society, com charme, glamour e sofisticação, sempre com apelo folhetinesco, imprescindível a toda telenovela, e com uma visão irônica da aristocracia.

Gilberto era o nosso Balzac. Tia Celina e Odete Roitman concordariam.





sábado, 30 de outubro de 2021

Gilberto Braga por Paulo Cursino

 

GILBERTO BRAGA POR PAULO CURSINO

Gilberto Braga era um dos últimos titãs sobre a terra. Se Janete Clair mudou o padrão da telenovela brasileira, Gilberto foi um dos maiores a consolidá-lo. Apesar de dominar o gênero, para ele nunca foi fácil escrever, e o vídeo abaixo é apenas um dos seus vários depoimentos que confirmam esta dificuldade. Gilberto se esmerava e trabalhava muito para manter a qualidade do que fazia. Atribuem seu sucesso à ousadia, mas, como dizemos no meio, só se arrisca quem sabe dobrar seu próprio paraquedas. Era mais meticuloso do que ousado. Preocupava-se com apelo sim, mas sem vender a alma ou abrir mão da qualidade. Até mesmo em suas novelas consideradas menores, como "Corpo a Corpo", uma das minhas preferidas, você enxergava horas de trabalho ali, de um escritor que sempre sabia para onde ia a história. Em uma novela, acreditem, isto é raro e faz toda diferença. Além do domínio, sua postura como criador era exemplar. Independente da opinião do público e do espectador, Gilberto sempre acreditava mais em seu trabalho, em sua criação, e bancava suas ideias, cedia apenas em último caso, lutava até o último minuto. Era um autor em essência e na melhor acepção do termo. Daí advinha sua elegância e generosidade. Lembro de cabeça um momento em que Gilberto certa vez foi convidado para dar uma pequena palestra, um depoimento, em um workshop de autores na Globo. Na época ele estava no ar com "Pátria Minha", uma de suas novelas mais problemáticas, era um caos na produção e com público reticente. Assim que Gilberto foi apresentado, alguém mencionou a novela que patinava no ar e ele brincou, mas em tom bastante sério: "finalmente descobriram que sou uma fraude". Aquilo foi engraçado. Ouvir o próprio autor de "Escrava Isaura", "Dancin'Days", "Vale Tudo" e "Anos Dourados", entre dezenas de outras obras de sucesso, dizer algo assim, colocava as coisas nos devidos lugares. Gênios de verdade quase nunca se enxergam como um porque veem o que ninguém mais vê e compreendem a fundo o que jamais entenderemos na superfície. Não tenho dúvidas que de foi a maior lição daquele dia. Outro que foi cedo demais. Já está fazendo falta.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Eterno

 A televisão fica mais pobre sem Gilberto Braga, ainda esperávamos outras tramas suas, o Brasil ficou em choque com sua partida, 26 de outubro nunca mais será o mesmo. 

Para assistente de cozinha, Camila Fraga de Macedo, Gilberto Braga escrevia sobre a elite como ninguém. "Giba como nós noveleiros o conhecíamos é sem dúvida um dos maiores nomes da história da televisão e da nossa teledramaturgia. Retratava a sociedade como ninguém, todas as suas tramas mobilizaram o país, inclusive o fracasso "Babilônia" (2015), seu último folhetim. Perder Gilberto Braga é perder um monstro sagrado. A TV anda perdendo suas grandes referências.

Segundo a secretária do lar, Marcilene Caimari, que reside em Araruama, nunca teremos um autor tão incrível quanto Giba. "Sou suspeita para pra falar, Gilberto faz parte da minha vida, é meu autor preferido, não desmerecendo os outros grandes nomes, mas considero Giba como o maior. De acordo com muitos críticos "Vale Tudo" (1988), é considerada a melhor novela de todos os tempos e concordo plenamente. Quando fala a palavra novela, sempre cito "Vale Tudo". Só tenho que agradecer a Gilberto Braga por tudo que fez por nossa dramaturgia.

Gilberto foi um dos autores mais revolucionários da tevê brasileira. A sua fina ironia e a imensa capacidade de radiografar a sociedade brasileira em histórias marcantes e bem engendradas farão falta. 

De acordo com o cozinheiro carioca, Ray Jorge, que reside em Cabo Frio, ele é um braguiano declarado "Toda vez que falamos "Quem Matou?" citamos Gilberto Braga, que sempre nos presentou com personagens antológicos, principalmente vilões, os vilões dele são os melhores. Saber que não o teremos mais, da um aperto imenso no peito, sua partida foi um choque inacreditável. 



Famosos lamentam a morte de Gilberto Braga

 Gilberto nos deixou ontem aos 75 anos

Ontem (26), infelizmente perdemos Gilberto Braga um dos maiores nomes da história da nossa televisão. 

Gilberto fez história na televisão brasileira, escrevendo novelas como Escrava Isaura,  Vale Tudo, Anos Rebeldes,  Dono do Mundo, Dancing Days, Corpo a Corpo, Anos Dourados, Celebridade, Paraíso Tropical etc. 



Muitos famosos lamentaram a morte dessa grande lenda. 

Ao site da revista Quem, tivemos as seguintes declarações:

Patrícia Pillar, atriz

"Muito triste com a partida do meu querido amigo Gilberto Braga. Criador de grandes e inesquecíveis personagens que viverão pra sempre em nossos corações.

Descanse em paz"


Paolla Oliveira, atriz

"Que notícia triste sua partida. O Brasil perde um pouco da magia de grandes personagens, vilãs icônicas e boas reflexões em frente à tv. Obrigada por fazer parte da minha história, Gilberto Braga! Descanse!"


Zezé Motta, atriz

"Querido Gilberto, você me presenteou com o papel que marcou a minha história na TV Brasileira. Graças a você pude viver a Sônia em Corpo a Corpo, personagem que é lembrada até hoje. Foi um divisor de águas. Em 1984, graças a você falamos de racismo em horário nobre. Fomos amigos, demos boas risadas, tomamos bons drinks, vivemos... A minha admiração pelo Gilberto Braga sempre foi gigante, assim como ele era. Gilberto era um gênio. Deixa um marco na história da teledramaturgia. Descanse em paz meu querido, sinto sua perda, é o Brasil e a TV mais uma vez ficando órfãos. Adeus meu amigo"

Giba

Gilberto Braga nasceu no Rio de Janeiro, no dia primeiro de novembro de 1945. Cursou a faculdade de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e começou a trabalhar dando aulas na Aliança Francesa.

Posteriormente, trabalhou como crítico de teatro e cinema do jornal "O Globo". Estreou na Globo como autor em 1972, com uma adaptação de "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas, para um "Caso Especial".

Sua primeira experiência em telenovela foi com Corrida do Ouro, em 1974, quando dividiu a autoria com Lauro César Muniz e Janete Clair. O primeiro sucesso veio dois anos depois, com "Escrava Isaura". Em 1978, estreou no horário nobre, com um dos seus maiores sucessos: "Dancin’ Days". Sua estreia em minisséries foi com "Anos Dourados", em 1986. Gilberto Braga destacou-se por vilões inesquecíveis.


Mestre da teledramaturgia brasileira e mundial, quem teve a sorte de acompanhar ao vivo novelas como Dancing Days, Água Viva e Vale Tudo, entre outras, sabe da capacidade que ele tinha de absorver e retratar a contemporaneidade como poucos. Um gênio. Bravo Gilberto Braga


Trabalhos na Globo


Veja, abaixo, a lista de novelas de Gilberto Braga exibidas na TV Globo:


Corrida do Ouro (1974)

Helena (1975)

Senhora (1975)

Bravo! (1975)

Escrava Isaura (1976)

Dona Xepa (1977)

Dancin’ Days (1978)

Água Viva (1980)

Brilhante (1981)

Louco Amor (1983)

Corpo a Corpo (1984)

Vale Tudo (1988)

Rainha da Sucata (1990) – colaboração

Lua Cheia de Amor (1990) – supervisão

O Dono do Mundo (1991)

Pátria Minha (1994)

Força de um Desejo (1999)

Celebridade (2003)

Paraíso Tropical (2007)

Insensato Coração (2011)

Lado a Lado (2012) – supervisão

Babilônia (2015)


Veja, abaixo, as minisséries de Gilberto Braga exibidas na Globo:


Anos Dourados (1986)

O Primo Basílio (1988)

A, E, I, O… Urca! (1990) – produção musical

Anos Rebeldes (1992)

Labirinto (1998)


Veja, abaixo, outras produções de Gilberto Braga exibidas na Globo:


Dama das Camélias (1973)

As Praias Desertas (1973)

O Preço de Cada Um (1973)

Mulher (1974)

Feliz na Ilusão (1974)

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Gilberto Braga nos deixa aos 75 anos

 

Morreu na noite de hoje, aos 75 anos, o grande autor brasileiro Gilberto Braga. O carioca, que sofria do Mal Alzheimer, estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Braga faria aniversário na segunda-feira, dia 1º de novembro.

Ele passou a enfrentar, nos últimos dias, uma infecção sistêmica a partir de perfuração de esófago, sem conseguir resistir as complicações. Gilberto era casado com o decorador Edgar Moura Brasil.

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