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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Artistas que fecharam "Nos Tempos do Imperador" com saldo positivo

No último dia (04), "Nos Tempos do Imperador", chegou ao fim, o folhetim de  Alessandro Marson e Thereza Falcão, que foi uma continuação de "Novo Mundo" (2017), infelizmente recebeu muitas críticas por conta de um roteiro controverso, arrastado, problemas com a pandemia, etc; como já descrevi em outro texto. Porém a trama evidentemente, também teve qualidades.

Aqui vou listar alguns artistas que encerram a novela com um saldo positivo:


Alexandre Nero

Tonico Rocha foi um vilão que mesclou momentos cômicos com instantes de pura crueldade. E Alexandre Nero dominou o personagem logo que surgiu em cena.

Não demorou até virar um dos maiores trunfos de "Nos Tempos do Imperador".

Durante algum tempo, ainda foi possível acompanhar o show do ator na reprise de "Império", quando viveu seu auge na carreira, quando interpretou o Comendador José Alfredo.

Letícia Sabatella

A escalação da atriz para interpretar Teresa Cristina foi certeira.

Letícia esteve segura na pele da Imperatriz do Brasil e conseguiu passar toda a passividade daquela triste mulher diante das traições do marido com habilidade.

Suas cenas com Selton Mello e Mariana Ximenes sempre foram merecedoras de elogios.



 Gabriela Medvedovski

A atriz não ganhou um tipo fácil de interpretar. Pilar começou como uma mocinha irritante que vivia repetindo que seria a primeira médica do Brasil. O enredo dela parecia ser só aquilo.

Mas a personagem foi ganhando boas cenas e Gabi correspondendo.

Protagonizou bons momentos ao lado de Daphne Bozaski, sua parceira de "Malhação – Viva a Diferença". Porém não tinha química com Michel Gomes, como já foi falado. 


Michel Gomes 

O ator tem uma força dramática que fez a diferença na composição de Samuel/Jorge.

O mocinho teve muitas cenas difíceis e o ator correspondeu em todas, mesmo não tendo química com Gabriela Medvedovski. Ganhou uma bela oportunidade e conseguiu aproveitá-la com talento.




Daphne Bozaski


Dolores virou a mocinha de "Nos Tempos do Imperador", roubou o posto de protagonista. Isso porque sua trama sempre foi a mais atrativa e bem desenvolvida da novela das seis.

A típica menina sofredora e tímida, de baixa autoestima, que se viu obrigada a casar com um homem asqueroso, mas encontrou o amor nos braços de um rapaz tão introspectivo quanto ela.

Daphne encantou em cena e sua parceria com João Pedro Zappa (Nélio) foi linda.


João Pedro Zappa


Nélio era o perfil masculino mais cativante de Nos Tempos do Imperador. Tímido e passivo, o rapaz encontrou o amor nos braços de Dolores e o casal virou o melhor da novela das seis.

Claro que João teve muito mérito nisso. Emprestou seu carisma e seu talento ao papel, após participações pequenas na televisão.

Foi seu primeiro personagem de destaque na TV, após bons tipos que viveu no cinema e no teatro.

Heslaine Vieira


Zayla foi uma vilã que já deveria ter sido extinta das novelas: a que vive em função do mocinho e fazendo maldades para separá-lo da mocinha.

No entanto, Heslaine é uma talentosa atriz que cumpriu a função que o roteiro pede em Nos Tempos do Imperador.

E a intérprete fez ótimas cenas ao lado de Dani Ornellas e Alexandre Nero. No final, a personagem ainda teve sua redenção.


Dani Ornellas

Mãe Cândida foi uma personagem que merecia ter muito mais destaque em Nos Tempos do Imperador.

Mas mesmo nas poucas cenas que teve, houve uma dose de emoção que comoveu quem assistia. Dani tem uma capacidade rara de se emocionar, o que torna suas aparições sempre tocantes.





Paula Cohen


O núcleo de Lota nunca despertou maior atenção da maioria dos telespectadores em "Nos Tempos do Imperador". A tentativa dos autores de repetir o sucesso de Germana e Licurgo, de "Novo Mundo", não deu certo.

Porém, Paula sempre esteve ótima na pele da ambiciosa Lota, baronesa que comprou seu título, mas não conseguiu comprar educação.

No final da trama, ainda foi “premiada” com o assassinato de Tonico, fechando sua participação com chave de ouro.


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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Balanço final de "Nos Tempos do Imperador"

 Pandemia e algumas escolhas infelizes prejudicaram o folhetim das seis

Na última sexta-feira (04), foi ao ar o último capítulo da novela "Nos Tempos do Imperador", de Thereza Falcão e Alessandro Marson, com direção de Vinícius Coimbra; uma produção com diversas qualidades, porém com muitos problemas - tanto que é considerada um dos maiores fiascos do horário das seis.

Lá em 2017, ainda imensamente felizes com o sucesso de "Novo Mundo", os autores e a Globo, ficaram entusiamados em continuar contando a história da Família Imperial Brasileira, uma construção narrativa que agrega a fórmula do gênero folhetinesco, mesclando vultos históricos com personagens e tramas fictícias. Todavia, nem tudo saiu como planejado e o resultado acabou sendo ruim, para a maioria das pessoas.

Imperadores muito diferentes


Dom Pedro I é um personagem riquíssimo, que rende boas histórias. O príncipe sempre manifestou a curiosidade do público, todas as vezes em que já foi representado na televisão/cinema.

O mesmo não pode se dizer de seu filho. Tentar algum carisma de Pedro II foi uma tarefa complicada e em vão, não só sua história é menos rica, assim como seu perfil também é menos interessante.

O intelecto e a cultura de Dom Pedro II não foi suficiente para limpar sua imagem, diante de sua passividade em questões como a abolição da escravatura, um assunto, aos olhos de hoje, sensível demais.

E pra piorar boa parte do público e da crítica, meteram o malho na interpretação de Selton Mello, que voltava as novelas depois de anos. Afirmaram que Selton sempre esteve no mesmo tom, que sua intepretação dava sono, algo monótono.


Em "Novo Mundo" os autores foram imensamente felizes quando roubaram o protagonismo da Marquesa de Santos e entregá-lo a uma princesa Leopoldina forte e carismática. Infelizmente o mesmo não se repetiu entre a Condessa de Barral e Tereza Cristina.

Infelizmente o público rejeitou o caso do Imperador com a Condessa. Por outro dessa recusa, não foi possível tornar Tereza Cristina tão forte e interessante quanto a imperatriz austríaca da novela anterior.

TC era imensamente contida, só foi salva pela atuação excelente de Letícia Sabatella. 


Estética sem claridade


Não posso deixar de lembrar, uma coisa importante, quero citar a mudança narrativa e estética, entre um folhetim e outro. "Novo Mundo" era uma obra de aventura, capa e espada, com navios, piratas e indígenas.

Já em "Nos Tempos do Imperador", foi bastante diferente, uma trama escura, de estética pesada pra muitas pessoas. Ainda mais se considerarmos que Pedro I era alegre, divertido, já Pedro II, bem menos carismático, literalmente soava melancólico.

Ainda numa comparação entre os dois folhetins, o público refletia muito sobre os núcleos de humor. Germana, Licurgo e Elvira Matamouros, em "Novo Mundo", eram realmente divertidos, mas, em "Nos Tempos do Imperador", unidos a Quinzinho, Clemência e Vitória, deixaram a desejar para parte da população.

Segundo o telespectador, do elenco cômico, salvaram-se as ótimas interpretações de Paula Cohen, como Lota Batista, e Roberta Rodrigues, como Lupita.

Culpa da Pandemia


Como sabemos o perfil de Pedro II não era aventureiro o suficiente para termos ação, e a estética escura foi uma opção da direção. Mesmo a pandemia da Covid-19 não tendo nada a ver com as escolhas da narração e da estética do folhetim, ajudou a tornar a complicar ainda mais esse quadro. 

Pois ficou complicado gravar cenas de aventura, teve adiamentos e atraso nos cronogramas, normas rígidas sanitárias, redução de figurantes e por ai vai. Também culpo a pandemia pelo fracasso do folhetim, pelos problemas que tivemos. 

Do que foi ao ar, pelo resultado final, do que encararam durante esse período tenebroso de pandemia, autores, diretores e atores até que saíram bem.


Outro fator tenebroso da pandemia que prejudicou a novela foi o fato de ela ter sido entregue ao público totalmente escrita e quase gravada e finalizada. Ou seja, uma obra fechada, o que não permitiu aos autores e à emissora aferir o gosto e anseios do público.

Com certeza se fosse uma obra aberta, Thereza Falcão e Alessandro Marson teriam ajustado tramas que deixaram a desejar, que aborreceram e acabaram afastando o telespectador.

Porém a baixa audiência da novela (historicamente a menor da faixa das seis) também está alinhada à história que foi concebida e entregue.

A verdadeira mocinha


A trama de amor entre uma branca que sonha ser médica e o escravo fugido também não desceu bem. E não foi só pela falta de química entre os atores Gabriela Medvedovski e Michel Gomes, como afirma boa parte do público, a condução desse romance não caiu nada bem e foi muito mal feita.

Começando pelo excesso de liberdade criativa: no período retratado, um casal inter-racial jamais andaria de mãos dadas pelas ruas ou trocando carícias em público, ainda mais sendo ele um negro e ela uma branca. 

A falta de carisma dos casais centrais, eram imensamente questionadas pelo telespectador, isto foi uma das grandes críticas que o folhetim sofreu, eles não tinham química. Além de Pedro e Luísa, Pilar e Samuel. No empenho de apresentar Pilar como uma heroína determinada, mulher à frente do seu tempo, os autores sacrificaram virtudes e dramas que sensibilizassem o público.


Assim sendo, a irmã de Pilar, Dolores (grande atuação de Daphne Bozaski), que tinha que encarar o horror de um casamento forçado com o vilão, ganhou as graças da audiência e tornou-se a mocinha moral da história.

E ainda viveu um amor (com Nélio) que foi sendo construído pouco a pouco, de maneira sólida, e melhor do que Pilar, que simplesmente apaixonou-se à primeira vista sem ao menos o público ter afeto a ela.

Pilar e Dolores revelaram um caso curioso, no universo das nossas novelas. A primeira foi vendida como a protagonista batalhadora, dona de seu nariz, determinada, ou seja, uma heroína de nossos tempos, longe da figura da mocinha sofredora. Só que foi Dolores, como mocinha sofredora, quem ganhou a simpatia do público, que preferiu ver na tela o melodrama tradicional ao discurso moderno de empoderamento feminino.


Um erro dos autores foi colocar Zayla, uma personagem negra (Heslaine Vieira, outra grande atuação), para realizar vilanias que a contrapunham com Pilar. Uma novela que aborda um período nefasto para a raça negra poderia ter poupado o público da figura da preta invejosa e sexualizada (Zayla chegou a usar o corpo para conseguir o que queria).

O vilão


Agora sim, o vilão Tonico Rocha merece um capítulo a parte, que atuação fantástica de Alexandre Nero, que muitas vezes carregou "Nos Tempos do Imperador" nas costas, Nero provando mais uma vez que esta entre os dez melhores atores do Brasil na atualidade. 

Tonica Rocha começou risível, mas aos poucos foi se revelando uma criatura abominável, o link com o cenário político atual, bem como com um c e r t o p o l í t i c o da atualidade, ofereceu um charme extra.

Na última semana ocorreu o recurso do "quem matou", que pra algumas pessoas já é batidíssimo, muita gente queria que o desfecho de Tonico fosse a prisão, pois achavam que teria sido um desfecho desfecho mais justo para o personagem – e para os anseios do público, que espera ver o mesmo destino para o político correlato a Tonico Rocha na vida real.

Novamente quero dar parabéns a Alexandre Nero, que ator incrível, cada papel seu, vibro e aplaudo de pé e "Nos Tempos do Imperador" será principalmente lembrada por sua atuação. 

Mesmo com todos os problemas que citei, e com o fracasso que foi, quero parabenizar Thereza Falcão e Alessandro Marson, pelo esforço em "Nos Tempos do Imperador", são bons autores e que em sua próxima trama façam sucesso, pois se Deus quiser também não enfrentaram problemas como a pandemia da Covid-19. Porém, penso se é mesmo necessário completar a suposta trilogia que os autores planejam, dessa vez centrada na figura da Princesa Isabel, “a Redentora”.


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sábado, 29 de janeiro de 2022

"Nos Tempos do Imperador' faz referência à 'Joia Rara"

 Folhetim vencedora do Emmy de 2014 é citada na atual das seis

Na última segunda-feira (24),  a novela "Joia Rara", um dos grandes folhetins das seis, dos últimos anos, que esteve no ar entre 2013 e 2014, invadiu "Nos Tempos do Imperador", atual folhetim das seis. A personagem Maria Clara Gueiros, Vitória citou Ananda Rinpoche, monge tibetano vivido por Nelson Xavier em "Joia Rara", como seu irmão. E esta não é a primeira vez que a novela vencedora do Emmy de 2014 é citada na atual trama das 6.

"Já lhe contei do meu irmão mais novo? Anana Rinpoche, ele é uma joia rara, mas é difícil contar com a companhia de um monge que vive confinado em uma mosteiro no Nepal."

A referência se dá porque Alessandro Marson e Thereza Falcão, autores de "Nos Tempos do Imperador" foram colaboradores de  Duca Rachid e Thelma Guede em "Joia Rara". 

E como sabemos também o atual folhetim das seis, é uma continuação de "Novo Mundo", novela escrita pelos mesmos autores e que também é citada várias vezes, tendo, inclusive, alguns mesmos personagens..

Na internet, o público não deixou passar a citação de "Joia Rara" e comentou bastantes nas redes sociais. 



Nelson Xavier fez Ananda em Joia Rara — Foto: João Cotta / Globo

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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Personagens de Nos Tempos do Imperador que realmente existiram

 A novela "Nos Tempos do Imperador" retrata um dos períodos mais longos da história do Brasil, o segundo reinado, que teve em Dom Pedro II o seu principal líder. Trago aqui para vocês personagens do folhetim que realmente existiram.


Dom Pedro II – Selton Mello

Com um nome de batismo tão longo quanto o seu reinado, Dom Pedro II teve o rumo de sua vida alterado de forma abrupta logo aos 5 anos de idade quando o pai, Dom Pedro I, abdicou do trono brasileiro em abril de 1831.

Após o Período Regencial (1831-1840), assumiu a condição de Imperador aos 14 anos em razão da instabilidade política do país, que levou ao chamado “Golpe da Maioridade”. Era reconhecido internacionalmente pela erudição, sendo um grande incentivador das artes e das ciências. Com a Proclamação da República, em novembro de 1889, autoexilou-se em Paris, onde morreu em 1891 aos 66 anos, vítima de pneumonia.



Imperatriz Teresa Cristina – Letícia Sabatella



Nascida em Nápoles, no então Reino das Duas Sicílias (hoje parte da Itália), foi apelidada “Mãe dos Brasileiros” por sua generosidade no período como imperatriz consorte do Brasil (1843-1889).

Esposa dedicada, teve quatro filhos com Dom Pedro II e suportou os casos extraconjungais do marido, permanecendo ao seu lado até o fim. Devido a uma parada cardiorrespiratória, morreu em dezembro de 1889 na cidade do Porto (Portugal).


Princesa Isabel – Giulia Gayoso



Filha mais velha de Dom Pedro II e Teresa Cristina, marcou o seu nome na história do Brasil por ter assinado, em 1888, a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país. Nascida em 1846, casou-se aos 18 anos com o príncipe francês Gastão de Orléans (que tinha o título de Conde d’Eu). O casal demorou pouco mais de dez anos para ter o primeiro filho, mas depois vieram outros três.

Por ser a herdeira presuntiva do trono em razão do falecimento precoce de seus dois irmãos homens, foi regente em três ocasiões, durante viagens de seu pai (na última delas, assinou a Lei Áurea). Faleceu em 1921, aos 75 anos, na França.

Princesa Leopoldina – Bruna Griphao

Irmã mais nova de Isabel, renunciou ao título de princesa do Brasil quando se casou com o príncipe alemão Luís Augusto (Duque de Saxe), que inicialmente seria marido de Isabel, enquanto o Conde d’Eu era o prometido de Leopoldina.

No entanto, pesaram as respectivas opiniões das princesas sobre os pretendentes, o que resultou na inversão dos casamentos. Leopoldina teve quatro filhos e, em 1871, morreu com apenas 23 anos em Viena (Áustria), vítima de febre tifoide.



Conde d’Eu – Daniel Torres


O príncipe Gastão de Orléans (nascido em 1842) recebeu o título de Conde d’Eu já no seu nascimento. Aos 5 anos de idade, foi exilado com a família para a Inglaterra, já que o seu avô, Luís Filipe I, abdicou do trono francês. Posteriormente, viveu na Espanha, onde construiu uma notória carreira militar.

Depois de se casar com Isabel, atuou como comandante dos exércitos da Tríplice Aliança – formada por Brasil, Argentina e Uruguai – durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). Em 1922, quando viajava de navio ao Brasil para celebrar o primeiro centenário da Independência, morreu de causas naturais.

Luísa, Condessa de Barral – Mariana Ximenes

Atuando como preceptora das princesas Isabel e Leopoldina, a baiana Luísa Margarida Portugal de Barros despertou a paixão de Dom Pedro II. Os dois mantiveram um longo caso amoroso.

Luísa recebeu o título de condessa por ser casada com o francês Eugène, conde de Barral. Além da beleza física, chamava a atenção pela forte personalidade e por seu intelecto. Faleceu em 1891, aos 74 anos, na França.




Duque de Caxias – Jackson Antunes


Patrono do Exército Brasileiro, Luiz Alves de Lima e Silva foi um dos personagens mais importantes da história do país. Leal a Dom Pedro I, lutou contra Portugal pela Independência e na Guerra da Cisplatina. Foi mestre de armas de Dom Pedro II, tendo ensinado esgrima e hipismo ao imperador, de quem se tornou amigo. Durante o Período Regencial, ajudou a derrotar diversas revoltas populares.

No Segundo Reinado, colecionou vitórias no comando do Exército, especialmente nas guerras do Prata e do Paraguai. A brilhante carreira militar lhe rendeu a patente de marechal e títulos de nobreza: foi barão, conde, marquês e, por fim, Duque de Caxias. Também foi político, tendo sido, entre outros cargos, senador, ministro da Guerra e presidente do Conselho de Ministros. Morreu em 1880, aos 76 anos.

Solano López – Roberto Birindelli

Segundo presidente constitucional do Paraguai, Francisco Solano López sucedeu no cargo ao seu próprio pai, Carlos Antonio López. Comandava as forças armadas e se tornou chefe supremo da nação durante a Guerra do Paraguai.

Considerado como um herói pelo povo paraguaio, era acusado de ser um ditador sanguinário por parte dos governos de Brasil e Argentina, que se uniram ao Uruguai para formar a Tríplice Aliança. Casado com a irlandesa Elisa Alicia Lynch (1835-1886), com quem teve seis filhos, López foi morto em combate ao fim do conflito, em 1870, quando tinha 42 anos de idade.

Barão de Mauá – Charles Fricks

Dotado de um notável espírito empreendedor, Irineu Evangelista de Sousa foi comerciante, industrial e banqueiro, mas se tornou amplamente conhecido por seus títulos de nobreza: além de barão, também foi Visconde de Mauá.

Liberal e abolicionista, seu pioneirismo estabeleceu marcos importantes para a economia, como a primeira ferrovia brasileira e um cabo submarino telegráfico entre América do Sul e Europa. Gaúcho de Arroio Grande, faleceu em Petrópolis (RJ) pouco antes do fim da Monarquia, em outubro de 1889, aos 75 anos.

José de Alencar – Alcemar Vieira

Célebre autor da trilogia indianista – formada por “O Guarani” (1857), “Iracema” (1865) e “Ubirajara” (1874) – e de outros títulos, o cearense José de Alencar não só foi um escritor de renome (homenageado com o título de patrono da cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras): formado em Direito, foi advogado, jornalista e teve uma destacada carreira política.

Militante do Partido Conservador, defendia a escravidão, foi deputado federal e ocupou o cargo de ministro da Justiça de 1868 a 1870. Magoado com Dom Pedro II por não ter sido nomeado senador, morreu em 1877, aos 48 anos, vitimado pela tuberculose.









segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Chegamos ao fim da primeira fase

 

Fim da primeira fase aquém das expectativas 

Depois de seis semanas, chegamos ao fim da primeira fase de "Nos Tempos do Imperador", e infelizmente a trama das seis recebeu muitas críticas e a audiência aquém da esperada, uma médica de 17,5 pontos no Ibope da Grande São Paulo, quando a meta são 20 pontos – enquanto as reprises anteriores, "Flor do Caribe" e "A Vida da Gente", alcançaram 20 e 19 pontos, respectivamente.

Muitas pessoas estão achando errado a forma como a produção retrata Dom Pedro II e sua família, como figuras extremamente complacentes com a causa da abolição da escravatura.  O que pra muitos sugere revisionismo histórico, ou, no mínimo, uma tentativa de melhorar a imagem da família imperial. 

Segundo Fernando Carvalho, estudante de comunicação, mostra-se "Uma família bondosa demais, mas que sente-se impotente demais ante a escravidão. Também apática demais".

De acordo com Camila Macedo, eles ainda teimaram em abordar a escravidão sob a ótica de brancos, enaltecendo personagens brancos redentores – Pilar, Barral, Pedro, Tereza Cristina – em detrimento da luta dos negros. 

Infelizmente o até o momento, o núcleo da Pequena África, de resistência negra, não teve importância nenhuma até agora, quando comparado às tramas dos personagens brancos. 

Na terceira semana, ocorreu um dos grandes absurdos no folhetim, com uma sequência de puro racismo reverso, algo inaceitável nos dias de hoje. Com isso acabou gerando uma grande má vontade do público da crítica com a novela. Passou a existir um movimento da produção para aparar – ou ao menos amenizar – erros, já que a novela já foi gravada. Cenas estão sendo reeditadas e atores voltando a estúdio.

Parece que a trama já não vinha bem de qualquer jeito, muita gente reclamando do ritmo lento, além da falta de química entre os protagonistas Pilar e Samuel. Também vi nas redes sociais, que pipocaram críticas à dupla Germana e Licurgo, amada na novela "Novo Mundo", mas aqui apenas sobrando.

Nessa última semana semana da primeira fase, a abertura do cassino de Quinzinho deu dinamismo à trama, o que rendeu bons ganchos e desdobramentos para a fase seguinte.

Com toda certeza o grande nome da novela até aqui é o vilão Tonico Rocha, dominando a trama e engolindo os demais personagens. Carismático e engraçado, às vezes debochado, às vezes ridículo ou repugnante, é o melhor personagem. Alexandre Nero está dando um show, como de costume. A dobradinha com Gabriela Medvedovski é sensacional, por Pilar confrontá-lo sempre, rendendo grandes cenas. 

Sensacional toda a situação, – que culminou com o rompimento de Pilar e Samuel. Tonico instiga Dolores a fomentar uma mentira contra o casal e Pilar flagra o amado em um local suspeito, acompanhado de Luísa com o batom borrado – onde ele evitou que a condessa e o Imperador fossem vistos aos beijos. Remete às excelentes armações dos vilões das novelas de Gilberto Braga.

Agora é torcer para que tenhamos uma nova grande fase. Eu particularmente estou gostando muito da trama, apesar dessas críticas que recebeu. 

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Coreógrafo de celebridades, Raffaele Casuccio comenta papel em 'Nos Tempos do Imperador'

 

 Raffaele Casuccio é o jornalista Nino Sorrento

No Brasil há 8 anos, o coreógrafo e ator Raffaele Casuccio, falava pouquíssimas palavras em português, ele que nasceu em Nápoles, na Itália, também é diretor e bailarino profissional. Cria do teatro, ele já trabalhou ao lado de artistas como Madonna, Robbie Williams, Kylie Minogue, Ricky Martin, e Luciano Pavarotti.

Agora está no folhetim "Nos Tempos do Imperador" no papel de Nino Sorrento, um jornalista republicano. Casuccio também já atuou nos folhetins "Flor do Caribe" e "Segundo Sol", já em "Rock Story" e "Tempo de Amar", ele foi diretor de movimento, responsável pela coreografia de alguns personagens. Foi ele o responsável pelas reboladinhas de Léo Régis e pela coreografia da banda 4.4

No atual folhetim das seis, seu papel foi inspirado em artistas como Angelo Agostini, desenhista ítalo-brasileiro que firmou carreira no Brasil no Segundo Reinado, de acordo com a autora da trama Thereza Falcão. Jornalista e caricaturista, Nino Sorrento trabalhará no Berro, jornal pouco confiável de Tonico Rocha (Alexandre Nero) na novela. É ele quem fará as piores caricaturas de D. Pedro II (Selton Mello).

Nino é um cara muito esperto, culto, ambicioso, mas o verbo dele é o disfarçar. Ele fala uma coisa, mas pensa outra. É oportunista, tem como função distrair a imagem público de D. Pedro II. Ele acabará se aproximando dos monarcas, captará as informações, e será testemunha de todos os podres de Tonico Rocha, que é uma pessoa perigosa", afirma Raffaele. 


Segunda semana de "Nos Tempos do Imperador"

 

Balanço da segunda semana de "Nos Tempos do Imperador"

Chegamos ao fim da segunda semana de "Nos Tempos do Imperador", no último sábado (21), e aqui farei uma analise dessa semana do seu folhetim das seis. 

Continuo encantado com três personagens, Pilar – Gabriela Medvedovski esta excelente, que atriz interessante -, Tonico – personagem de Alexandre Nero que para muitos já é considerado melhor que o Comendador, de "Império" e Romero Romulo de "A Regra do Jogo" – e a Condessa de Barral – Mariana Ximenes ilumina imensamente a tela. Também gosto bastante de Letícia Sabatella, que está maravilhosa como a Imperatriz comedida, bastante ansiosa, praticamente quase conformada e entediada.

Destaco algumas cenas, como D. Pedro se declarando para a Condessa Luísa, na baía da Guanabara vista de Niterói, ao som de “Sabiá“, cantada por Elis Regina. Uma sequência lindíssima,  iluminada (parecia uma pintura), muito bem escrita, dirigida e interpretada. Tudo perfeito!

Uma outra sequência que também envolve o imperador D. Pedro, me chamou atenção nesta semana, quando ele relembra, para a Condessa de Barral, a infância, de quando foi aclamado imperador aos cinco anos, do temor que sentia quando a ama Lurdes não pôde acompanhá-lo. O menino fez xixi nas calças dentro da carruagem.

Muito bacana a participação de Bia Guedes, a Lurdes (jovem) de "Novo Mundo", vivida em "Nos Tempos do Imperador" por Lu Grimaldi. Excelente escalação, Lu é uma excelente atriz, e também vimos uma semelhança física com Bia Guedes, na caracterização final.

Ao lado de Alexandre Nero, destaca-se também a atriz Carolina Ferman, como Jerusa, a amante casada de Tonico. Adoramos o seu “baianês”. Excelentes cenas que envolvem os amantes. Uma dupla com potencial. 

Como a maioria de nós sabemos, Letícia Sabatella canta muito bem, porém, não sei se era ela mesmo na cena em que a imperatriz canta uma ária durante a aula das princesas. Me pareceu a própria atriz de tão excelente o resultado. Quando a câmera abre para o cenário do palácio temos outra pintura!

Outra coisa que reparei, que o então Marquês de Caxias (futuro Duque de Caxias) – papel de Jackson Antunes – parece que será para Dom Pedro II, como foi José Bonifácio para Pedro I: conselheiro e amigo pessoal do imperador. 

A entrada de Lupita (Roberta Rodrigues) foi excelente, e adorei a liberdade criativa dos autores na referência à Escrava Isaura (livro e novela de 1976), com citações a vários personagens (Isaura, Leôncio, Álvaro, Malvina). “Minha vida daria um livro”, disse Lupita. Pouco antes dessa sequência do capítulo de sábado, houve a citação ao Barão de Araruna, personagem de outro livro que virou novela: Sinhá Moça, de 1986.

Para as pessoas quem acompanham a série "The Crown", as jovens princesas, Isabel e Leopoldina, lembram Elizabeth e Margareth, as princesas inglesas da série: a mais velha, herdeira do trono, é focada e responsável, enquanto a caçula é rebelde e inconformada.








segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Primeira semana de "Nos Tempos do Imperador"

 

Irei fazer um balanço da primeira semana de "Nos Tempos do Imperador", seu novo folhetim das seis da Globo. A trama é uma continuação de "Novo Mundo" (2017), porém a proposta narrativa é outra. "Novo Mundo" tinha uma trama aventuresca, de capa e espada, com navio, piratas e as aventuras do herói Joaquim Martinho (Chay Suede); até agora na primeira semana tivemos poucos conflitos com Dom Pedro, o protagonista. 

"Nos Tempos do Imperador" é um outro tempo de narrativa, embasada na figura de Dom Pedro II, que nesses primeiros capítulos foi contemplativo demais, distante de Dom Pedro I, mais humano, repleto de defeitos muito expostos. 

Infelizmente nas redes sociais, vi várias críticas – precoces, porque a trama mal começou – à idealização do imperador, que foi um homem longe de ser perfeito.

Todavia, de acordo com os autores Thereza Falcão e Alessandro Marson,  Dom Pedro será uma figura contraditória. “Não vamos fazer uma novela chapa branca“, afirmou Thereza na coletiva de imprensa. Segundo a autora, a trama vai escancarar algumas contradições, atos e decisões nem tão heroicas do imperador, como no episódio da Guerra do Paraguai.

Em contra partida ao núcleo central do palácio  é Pilar, essa sim a heroína da novela até o momento, que faz as vezes de Joaquim de "Novo Mundo". Vimos uma tentativa de fazer de Jorge/Samuel também um herói. Porém, o negro fugitivo, por enquanto, para muitos, não passa de uma vítima das circunstâncias. 

Uma outra crítica que também vi sobre à novela (também precoce) é a maneira como os negros são representados, como dependentes de brancos salvadores – não só de Pilar, mas também da Condessa de Barral. O núcleo da Pequena África pouco se mostrou até agora. Óbvio que é cedo demais para críticas tão duras. 

Muita gente se pergunta se essas críticas seriam tão duras se a produção fosse uma série gringa na Netflix ou outra plataforma, em vez de uma novela na TV aberta.

Germana e Licurgo fazem parte do público dar risada, porém para outros parece um casal vazio. Muitos curtiram a  inspiração em Madame Mim, da Disney, para Germana!









Pilar e Tonico: Gabriela Medvedovski com certeza nos deu uma das melhores, se não a melhor sequência dessa primeira semana, com José Dumont e Alexandre Nero, quando Tonico vai à fazenda para o noivado com filha de Eudoro e é veementemente rejeitado por ela. A cena do casamento (que não se realizou) também foi excelente. Nero construiu um Tonico com muitas nuances e potencial incrível. Zé Dumont dispensa comentários: é um ator mais do que incrível. 

Gabriela está bastante segura e sua interpretação está ótima, saindo-se muito bem nas cenas com os experientes Dumont e Nero. E melhor ainda: Não lembra a K3, de Malhação.

Foram muitos elogios para Mariana Ximenes na estreia. Todavia também gosto de Letícia Sabatella, como a Imperatriz Tereza Cristina – que provavelmente seria uma pessoa apagada, mas impossível quando é Sabatella que esta ali. Também quero deixar aqui outros dois destaques, que até o momento apareceram pouco, mas que sempre chamam a atenção: Dani Ornellas e Mary Sheila, ótimas atrizes, sempre extremamentes carismáticas!




sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Voltando a contracenar juntas

   Atrizes de 'As Five' comemoram volta à TV em 'Nos Tempos do Imperador'

Foto: Globo/ Fabio Rocha
 Os fãs da série "As Five" já estão esperando ansiosamente pelo grande reencontro de três das cinco protagonistas de "Malhação - Viva a Diferença" (2017),  no novo folhetim das seis "Nos Tempos do Imperador". As três contracenarão juntas em alguns momentos a partir da segunda fase da nova novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão.

 Numa de suas redes sociais, Gabriela Medvedovski, relata a emoção de estar novamente junta com Daphne Bozaski

"Daph foi um presente da ficção que se tornou totalmente real (...) Gosto de pensar que não é à toa que a arte e a vida se misturam, começamos como amigas que se desenvolveram para meia irmãs. E a gente é meio assim né, irmãs de alma talvez".

No folhetim, Gabi interpreta Pilar, completamente diferente de Keyla, seu personagem em "As Five", Pilar é uma jovem ambiciosa que sonha em ser a primeira médica do Brasil. Filha do coronel Eudoro (José Dumont), ela é irmã mais velha de Dolores, que na primeira fase está sendo interpretada por Júlia Freitas. Já num segundo momento, numa passagem de tempo da novela, Daphne Bozaski assume o papel.

Foto: TV Globo/ João Miguel Jr. e Camila Maia
  Enquanto Pilar, que foi criada no convento, sabe ler, escrever e falar outras línguas, Dolores não teve a mesma sorte. Com a fuga de Pilar para o  Rio causa um imenso  sofrimento na caçula, que acaba sendo prometida em casamento a Tonico (Alexandre Nero).

Heslaine Vieira, que será Zayla na segunda fase de 'Nos Tempos do Imperador', posa ao lado de Gabriela Medvedovski, a Pilar — Foto: Reprodução/Instagram

Diferente das irmãs Cavalcante Mendes, as personagens de Gabi e Heslaine Vieira, a Zayla adulta, filha dos reis da Pequena África, prometem trocar farpas. É que as duas serão apaixonadas pelo mesmo homem.



terça-feira, 10 de agosto de 2021

Primeiras impressões

 

Finalmente foi ao ar

Estreou ontem, segunda-feira (09), "Nos Tempos do Imperador", os primeiros capítulos do seu novo folhetim das seis da Globo, foram gravados há mais de um ano, para a estreia que deveria ocorrer em abril de 2020. Adiada devido a pandemia da Covid-19, e de lá pra cá, com tantas reprises que foram ao ar, graças a Deus é um alívio ter uma trama inédita começando na TV Globo (já tivemos "Gênesis" na Record este ano).

“Nos tempos do Imperador” apresentou seus principais personagens num capítulo empolgante. O que se viu foram belas imagens, além de cenas realizadas de forma primorosa. De volta às novelas, Selton Mello acertou no tom imponente de seu Dom Pedro II. Em poucas sequências, ele já demonstrou boa sintonia com Leticia Sabatella, a Imperatriz Teresa. 

As chamadas já nos dava uma noção do que veríamos,  tivemos imagens belíssimas, em fotografia, cenários e figurinos incríveis. As tomadas aéreas de paisagens brasileiras exuberantes, até à noturna com fogo no canavial e escravos tentando fugir de jagunços. "Nos Tempos do Imperador" é para encher os olhos.

O folhetim é uma continuação de "Novo Mundo" (2017), de Alessandro Marson e Thereza Falcão, com direção artística de Vinícius Coimbra, a trama é ambientada no século 19, e mescla personagens históricos com fictícios. 

A trilha sonora que vai de Milton na abertura, Elis, Clara Nunes e Clementina de Jesus, a Ney Matogrosso e Nação Zumbi cantando Secos & Molhados; é algo incrível, isso tudo isso só na estreia!

As cenas da novela anterior "Novo Mundo" – necessárias – criaram o elo entre uma produção e outra. 

A parte dramática nesse primeiro momento ficou por conta do escravo que presenciou a morte de seu senhor, é acusado, foge, e, baleado, é socorrido por aquela que será sua amada. Temos aí um fio de narrativa que poderá render bem. Não por acaso foi o gancho para o capítulo seguinte.

Uma coisa que me encheu os olhos neste primeiro capítulo, foi Mariana Ximenes, a força da personagem já diz ao que veio, com um olhar e pouco texto. Foram apenas três cenas para termos todo o seu perfil psicológico desenhado. Nos criando boas e grandes expectativas. Um outro grande acerto é Alexandre Nero, que já é uma presença marcante. 

Nas palavras do imperador Dom Pedro II, ao não aceitar a proposta do ditador Solano Lopez, mostra que não é impulsivo, e mostra algo parecido com o Brasil atual. 

“O Brasil nunca se renderá a um ditador. Nunca. Os filhos desse país cuidarão dele, para sempre. Podem até tombar algumas vezes, mas vão se levantar, em nome do Brasil, em nome da liberdade. E eles são muitos. Nascem a cada dia, dispostos a lutar pelo Brasil. E eu, general, mesmo depois de morto, viverei em cada um deles“ 

Vamos continuar acompanhando o novo folhetim das seis! Estão todos de parabéns nesse primeiro momento. 

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Finalmente "Nos Tempos do Imperador" vai estrear


Foto: Globo/João Miguel Júnior/Fábio Rocha/Paulo Belote

Novo folhetim das seis estreia em 9 de agosto 

A novela "Nos Tempos do Imperador", primeira novela da Globo totalmente inédita desde o início da pandemia, já tem data de estreia: 9 de agosto, o seu novo folhetim das seis escrito por  Alessandro Marson e Thereza Falcão teve as gravações interrompidas em março de 2020, e as gravações só foram retornar apenas em novembro. 

A obra será a continuação de Novo Mundo, começa em 1856, pouco mais de 30 anos após a independência do Brasil. 

Os autores, que estavam escrevendo a novela desde 2018, comemoraram a tão aguardada confirmação da estreia:


Segundo Alessandro Marson, numa matéria vinculada pelo gshow, a sensação é incrível. - "Foi a mesma sensação de ter uma sinopse aprovada, o melhor sentimento possível”.

O folhetim é ambientado no Rio de Janeiro, a trama de época se desenvolve num Brasil que ainda busca sua identidade e acompanha momentos importantes da vida do Imperador Dom Pedro II (Selton Mello), da Imperatriz Teresa Cristina (Leticia Sabatella), de Luísa, a Condessa de Barral (Mariana Ximenes), além de Pilar (Gabriela Medvedovski) e Jorge/Samuel (Michel Gomes), ao longo dos anos. Através de histórias de amor, lutas e esperança, a próxima novela das 6 traz elementos históricos, mas que remetem imediatamente aos dias atuais.

Dom Pedro II ( Selton Mello ) e Teresa Cristina ( Leticia Sabatella)
Foto: Globo/João Miguel Júnior


Os personagens interpretados por Guilherme Piva e Vivianne Pasmanter, que fizeram muito sucesso em "Novo Mundo", voltam mais velhos mas não menos trapalhões e trapaceiros. Os autores adiantam que grandes surpresas ainda estão por vir.

Alessandro e Thereza, afirmam que o público pode esperar grandes surpresas.
 "Além de personagens fixos como Quinzinho, Lurdes, Vitória, Germana e Licurgo, teremos algumas participações para interpretar Piatã e Jacira. (...) Mas adiantamos que os fãs de Novo Mundo terão algumas surpresinhas ao longo da trama", revelam Alessandro e Thereza.

De acordo com o diretor Vinícius Coimbra, eles estão seguindo todos os protocolos de segurança e estão se adaptando ao novo processo de gravação. 

"Estamos fazendo algo inédito. Normalmente, na estreia, temos 18 capítulos gravados e ficamos trabalhando com uma frente de 10, 12 capítulos em uma semana de gravação. Nessa novela, fomos montando o roteiro otimizando as gravações com elenco, estúdio e equipes. Às vezes, gravamos em um mesmo dia os capítulos 28 e o 80, por exemplo. Gravar com todo esse espaço em um único dia, encontrar a emoção desses personagens levando em conta esse intervalo é mais um desafio para os atores, direção e continuidade. Mas estamos aprendendo a fazer novela dessa forma. O protocolo nos provoca a fazer algumas coisas diferentes do que estávamos acostumados. Contamos a nossa história seguindo todas as normas e com todos muito empenhados para fazer o melhor possível”. 


terça-feira, 15 de junho de 2021

Gravação da novela em praia do Rio

 

Parte do elenco de "Nos Tempos do Imperador" grava cenas em praia do Rio

Nessa terça-feira (15), parte do elenco de "Nos Tempos do Imperador", próxima trama das seis da Globo, que tem Selton Mello vivendo o imperador D. Pedro II, gravou cenas na Praia do Abricó, na Zona Oeste do Rio. Além Selton participaram das tomadas Letícia Sabatella, que vive a imperatriz Teresa Cristina; Mariana Ximenes, que é a Condessa do Barral, amante do monarca; e Bruna Griphao e Giulia Gayoso, que  fazem as filhas do casal real, Leopoldina e Isabel.

Bruna e Giulia gravaram cenas das duas irmãs brincando à beira-mar, e na areia foi montado um cenário com mesa com comidas, cadeiras e chaise-longue, no que parece ser um piquenique da Família Imperial e amigos.

"Nos Tempos do Imperador" iria estrear em 2020, porém precisou ser adiada devido à pandemia do novo coronavírus. O elenco conta ainda com Vivianne Pasmanter, Alexandre Nero, Vera Holtz, Daphne Bozaski, José Dumont, Luís Mello, entre outros.






A quadra do Itajuru foi palco de uma grande celebração do samba na noite deste sábado, 8. A Império de Cabo Frio promoveu um evento marcante...