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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Trama chega ao fim

Renato Góes e Sophie Charlotte (Foto: reprodução)
Com diversos clichês "Os Dias Eram Assim" chega ao fim


Na última segunda-feira (18/09),foi ao ar o último capítulo de "Os Dias Eram Assim", sua novela das onze ou "supersérie" nome que a Globo deu a produção, por sinal ridiculo esta logomarca de "supersérie", não a chamo assim e nem chamarei, é sua novela das onze. Mas vamos ao que interessa, todavia, não vi nada de super em "Os Dias Eram Assim", vi uma trama bacana, mas com falhas, muitos erros cronológicos diante da pretensão de reconstituir fatos históricos de relevância para o seguimento da ação. Liberdade poética ou não, as incongruências já eram percebidas na proposta “atemporal” dos figurinos e caracterizações de atores – o que apenas confundiu o público, que não reconheceu nas roupas e penteados dos personagens as épocas retratadas.

Escrita pelas estreantes como titulares Ângela Chaves e Alessandra Poggi, “Os Dias Eram Assim” foi originalmente concebida para ser uma novela das seis. Deslocada para um horário tardio, a trama ganhou uma abordagem mais condizente com a faixa e seu público. A novela como vimos abraçou temas polêmicos (a repressão do governo militar e os primeiros anos da Aids) que, somados à roupagem bonita (fotografia, direção cinematográfica e trilha sonora de clássicos da MPB), serviram apenas para disfarçar uma trama central insuficiente para sustentar os cinco meses em que esteve no ar.

Mesmo com tantas falhas no texto, a trama é a novela das 23 horas com a média final de audiência (Ibope da Grande SP) mais alta desde que a faixa foi implantada, em 2011.
Veja os números:
O Astro (2011): 19
Gabriela (2012): 19
Saramandaia (2013): 15
O Rebu (2014): 15
Verdades Secretas (2015) 20
Liberdade Liberdade (2016) 18
Os Dias Eram Assim (2017): 21

Porém esses números não servem de parâmetro de comparação, já que a Globo foi muito esperta ao alterar o horário de exibição do folhetim , ás quinta-feiras para depois de "A Força do Querer", aproveitando assim do mega sucesso que é esta, assim aumentava o ibopoe da trama das onze.
Outro ponto que devemos levar em consideração é que conta também que as outras tramas das onze foram exibidas em horários e dias diversos no prime-time global.

Porém mesmo com os problemas, tivemos um show a parte como Antônio Calloni, Marco Ricca, Gabriel Leone, Bárbara Reis e Mariana Lima, além de Daniel Oliveira (Vitor), Natália do Valle (Kiki), Susana Vieira (Cora), Cássia Kiss (Vera), a novela valeu por eles.

Também dou os parabéns a Júlia Dalávia, que fez bonito no papel de Nanda, vítima da Aids na época em que pouco se conhecia sobre a doença.

Como diria o autor Nilson Xavier do Site Teledramaturgia "A faixa das onze da noite pede narrativas mais elaboradas. A Globo já exibiu produções melhores no horário".

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Primeiras impressões: Novelão a vista

Sophie Charlotte e Renato Góes (Foto: Sergio Zalis/TV Globo)
Parece que temos um novelão a vista

A tão esperada estreia de "Os Dias Eram Assim", aconteceu na última segunda-feira (17/04). E pelo que vimos não só na esteia, mas também no segundo capítulo, teremos um novelão pela frente.

Com todos os ingredientes de um baita folhetim, como muitos dizem temos um "Romeu e Julieta", na época que o país vivia na imensa dificuldade da ditadura militar. As famílias com ideias completamente opostos são contra o amor dos jovens Alice (Sophie Charlotte) e Renato (Renato Góes).

Logo na estreia uma coisa ficou clara: o vilão é a Ditadura. Isso é fato, e ficou bem evidente, nos personagens de Antônio Calloni e Daniel Oliveira. Devido ao poder, intolerância e ganância, a dupla fará de tudo para acabar com o amor do casal central.

Esse período, que é conhecido como (os Anos de Chumbo), não é nenhuma novidade para o telespectador que acompanha a nossa Teledramaturgia. E logo nos vem na lembrança, a minissérie "Anos Rebeldes" (1992), de Gilberto Braga, onde a história começa logo após o Golpe de 64. Os protagonistas nesta não foram separados por suas famílias, e sim por seus próprios ideias, que eram completamente incompatíveis. Em "Amor e Revolução" (SBT), (2011), o ponta pé inicial com um romance entre uma líder do movimento estudantil e um jovem militar. "Os Dias Eram Assim" irá avançar até 1984, onde ocorre a campanha das Diretas Já, um dos grandes movimentos da história do nosso país. Essa tema também já foi retrato, na minissérie "Decadência" (1995).

Ângela Chaves  e Alessandra Poggi, estão estreando como autoras titulares.  Mas as duas já participaram de grandes obras. Ângela colaborou com “Você Decide” (1997) e colaborou nas novelas “Celebridade”, “Páginas da Vida”, “Viver a Vida” e “Em Família” (entre 2003 e 2014). Alessandra começou no programa “Gente Inocente”, colaborou em temporadas de “Malhação” (de 2003 a 2010) e integrou a equipe de Miguel Falabella na novela “Aquele Beijo” e nas séries “Pé na Cova” e “Sexo e as Negas” (entre 2012 e 2014)

Para o consagrado Nilson Xavier, autor do site Teledramaturgia, a supersérie tem um cuidado extra na fotografia.
_A supersérie tem um cuidado extra na fotografia, nas tomadas, na reconstituição do Rio de Janeiro de 1970 e na trilha sonora. É tudo muito bonito, muito bem dirigido, muito “cinematográfico” (direção artística de Carlos Araújo). Mas um “biscoito fino” é o mínimo que se espera da Globo nesse horário, reservado para produções com mais apuro técnico e estético. Do elenco, Antônio Calloni e Natália do Valle foram os que mais se destacaram nessa estreia. 



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Estratégia

Renato Góes (Foto: Maurício Fidalgo/TV Globo)
Por que  não novela das onze e sim supersérie?

Muita gente se questiona, o por que a Globo está vendendo "Os Dias Eram Assim", que estreia, hoje (17/04), como uma "supersérie"; todavia não passa de novela das 11, novo horário  nos últimos seis anos. Essa mudança de nome, anda causando muita confusão para parte do público: o que seria, essa tal supersérie que a emissora está anunciando?

A realidade é que percebemos que essa mudança de nome, é mais uma estratégia da emissora carioca, pois o produto é o mesmo. Já que visa o mercado internacional, onde séries tem um grande poder. Em 87 capítulos, o produto é bem longo para ser chamado de série, por isto, colocaram supersérie. Todavia, não deixa de ser uma novela, as novelas mais curtas como temos há seis anos, ou minisséries, como no início dos anos 2000. 

Essas indecisões de nomes, não é nenhuma novidade, na Globo, até 1984, a poderosa, chamava suas suas minisséries de "Séries Brasileiras".

Quando resolveu abrir o horários das 23 horas, em 2011 com a nova versão de "O Astro", cogitou-se a possibilidade de chamá-las de “macrossérie” ou “mini novela”. 
Na época, diretor Mauro Mendonça Filho, argumentou sobre isso em alguns veículos.

"É uma aposta em um novo horário e um novo formato. Queremos trazer o público de minissérie que quer ver uma obra feita com mais cuidado, e também aproximar o público de novela que quer acompanhar por um tempo maior a história. Isso já seu certo em outras minisséries que foram ao ar nas férias, como Um Só Coração e A Muralha, mas agora é no meio do ano, no meio da vida cotidiana. Sim, é uma aposta".

Para o  autor Nilson Xavier, do Site Teledramaturgia, o cenário atualmente é diferente.
_Hoje, o cenário é diferente. Com streaming e a popularização do Netflix, tenta-se assim chamar a atenção do público das séries. Mas é novela – por mais que a inspiração ou a proposta estética esteja calcada numa narrativa de série americana. Foi exatamente uma novela o que se viu no capítulo de “Os Dias Eram Assim” disponível no Globoplay".

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