domingo, 6 de novembro de 2022

Um grande clássico

 No dia 3 de novembro de 1995, o Brasil parou para assistir ao último capítulo da novela "A Próxima Vítima", brilhantemente escrita e dirigida por Sílvio de Abreu e Jorginho Fernando, respectivamente. 


A novela bateu recordes de audiência com uma trama de suspense muito bem construída e que soube fisgar o público durante os seus 8 meses de duração. Por isso, nós da página, trazemos a você, curiosidades dessa grande atração do horário nobre da TV Globo.


- O folhetim marcou o retorno do novelista à Globo, depois dele ter feito uma rápida passagem pelo SBT, quando lançou o remake “Éramos Seis”.


- A atriz Regina Duarte foi a primeira escolha do autor Sílvio de Abreu para viver a protagonista Ana. Com a recusa de Regina, a atriz Susana Vieira aceitou o papel. A atriz Malu Mader havia sido escolhida para interpretar a vilã Isabela Ferreto, mas recusou o convite por causa da sua primeira gravidez. Seu filho João nasceu em maio de 1995, enquanto a novela estava no ar. Com isso, a atriz Cláudia Ohana assumiu o papel. 


Outra troca foi a de Fernanda Montenegro, que interpretaria Romana Ferreto. Na sinopse original, a personagem entraria no início da obra logo depois da morte de Francesca (Tereza Rachel) e travaria uma guerra pelo poder contra Filomena (Aracy Balabanian).


 Fernanda acabou se inclinando da personagem e assim Rosamaria Murtinho atendeu uma ligação surpresa do próprio Silvio de Abreu e aceitou o papel, mesmo sem saber os detalhes, entrando capítulos mais tarde na trama.


- Zé Bolacha foi inspirado em um tio de Silvio de Abreu, chofer de caminhão em Catanduva (SP). O autor declarou que o personagem foi criado especialmente para Lima Duarte e, caso o ator não quisesse ou pudesse fazê-lo, a novela perderia uma de suas mais intrigantes e simpáticas figuras.


Já a personagem Júlia (Glória Menezes), que se envolve em uma campanha de apoio a meninos de rua, foi inspirada na artista plástica Yvonne Bezerra de Mello, autora de "As Ovelhas Desgarradas e seus Algozes - A Geração Perdida nas Ruas " e intensamente dedicada à causa na época.


- O sucesso da novela e do verdureiro Juca, interpretado por Tony Ramos, foi tão grande que o personagem deu nome a duas barracas de frutas no Mercado Municipal de São Paulo.


- O autor usou a novela ainda para tocar em temas sensíveis como o amor de pessoas com idades distintas com os casais Cacá (Yoná Magalhães) e Adriano (Lugui Palhares) e Zé Bolacha e Irene (Vivianne Pasmanter) e também o romance gay interracial entre Jefferson (Lui Mendes) e Sandrinho (André Gonçalves). Inclusive uma das cenas mais marcantes e inovadoras da trama, foi quando Sandrinho revela sua condição sexual para a mãe Ana. O ator André Gonçalves, afirmou que por conta do seu personagem, sofria constantes ameaças e xingamentos, chegando até a ser agredido nas ruas. Com o passar do tempo, porém, o casal passou a ser bem aceito pelo público, que torceu para um final feliz.


- Outro ponto inovador da trama, foi ao inserir uma família negra de classe média alta, algo muito incomum na época.


- Outro assunto importante da trama foi a temática das drogas. Lucas (Pedro Vasconcelos), filho de Helena (Natália do Vale), no início da novela aparece internado numa clínica para dependentes químicos. Na história do personagem mostrava-se a dificuldade enfrentada por ex-dependentes em se manter distantes dos entorpecentes.


- Silvio de Abreu homenageou o amigo Gilberto Braga ao batizar de Felipe Barreto o cirurgião plástico que opera Isabela (Claudia Ohana), após Marcelo (José Wilker) cortar seu rosto com uma faca. A novela "O Dono do Mundo" (1991), de Gilberto Braga, tinha como protagonista um cirurgião plástico homônimo, interpretado por Antônio Fagundes.


- Cercada pelo suspense para saber quem era o grande assassino, a produção precisou contar com um esquema especial para despistar os jornais. O novelista foi obrigado a fazer algumas alterações no desfecho da história policial. Foi cogitada, inclusive, a exibição ao vivo do último capítulo, para evitar que o final fosse descoberto antes da transmissão. 


As gravações do último capítulo, com três possíveis desfechos, aconteceram às 13h do mesmo dia. No final, Adalberto (Cecil Thiré), era o grande assassino.


- Como a novela foi vendida para mais de 20 países, o autor que precisou criar alguns desfechos falsos para que o final não fosse antecipado pela imprensa, esse feito contribuiu para que a versão feita para o mercado externo tivesse outro assassino. Silvio de Abreu revisitou as imagens já gravadas, reeditou e eliminou algumas cenas, a fim de manter a coerência e o suspense da história. A nova versão, que serviu para a reapresentação da trama no “Vale A Pena Ver de Novo”, teve Ulisses (Otávio Augusto) como o grande assassino.


- A Próxima Vítima", escrita com a colaboração de Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral, foi produzida em 203 capítulos, está disponível no Globoplay desde o dia 26/09/2022, e sem dúvida é uma das melhores obras policiais já vistas.



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