Poema para Heitor Garcia — Tico, Tiquinho
Bola no asfalto, bola no campo,
a gorduchinha pede carinho.
É assim que fazemos, Tico,
entre risos, passos leves e caminho.
Alô, Tico, Tiquinho,
quando você toca la pelota,
o coração vira arquibancada,
bate forte, vibra, anota.
Bola na rede, grito preso no ar,
o gol que todo sonho quer.
Quem nunca quis ser jogador
e correr livre, solto, em fé?
Me emociono no quintal da vida
ao te ver chutar sem medo.
Lembro de mim prometendo ao avô
Qesse encontro bonito, esse enredo.
Raymundo Jorge, lá do alto,
sorri com o que vê acontecer:
o tio presente, o sobrinho craque,
o amor aprendendo a vencer.
Garcia Tico, meu menino,
vamos em frente, sempre a jogar.
Cada instante contigo é festa,
futebol, emoção, luar.
E como diria Silvio Luiz,
no instante exato do gol:
“Balançou o capim no fundo da rede”,
e a alegria fez seu farol.
Amo-te como amo a mim mesmo,
presente raro, luz do meu chão.
Tico, Tiquinho, meu sobrinho,
és gol eterno no meu coração.
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