Julio Lopes cobra Ministério da Saúde por política nacional de medicina nuclear para Alzheimer
O deputado federal Julio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear, defende a criação de uma política nacional de medicina nuclear voltada ao enfrentamento do Alzheimer e de outras demências no Brasil.
A proposta busca ampliar o acesso, especialmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tecnologias capazes de contribuir para o diagnóstico precoce e o acompanhamento de doenças neurodegenerativas. Entre os recursos citados está o PET amiloide, exame de medicina nuclear que permite identificar alterações relacionadas ao Alzheimer.
Segundo informações divulgadas pelo parlamentar, cerca de 1,8 milhão de brasileiros com 60 anos ou mais convivem atualmente com algum tipo de demência. A estimativa é de que esse número possa chegar a 5,7 milhões até 2050, caso sejam considerados os efeitos do envelhecimento populacional e os dados epidemiológicos apresentados.
Julio Lopes afirma que o Brasil possui conhecimento técnico na área nuclear e capacidade de produção de radiofármacos, mas aponta desafios para que essas tecnologias estejam efetivamente disponíveis aos pacientes do SUS. Em agosto de 2026, o deputado também apresentou o PL 5155/2026, que institui a Política Nacional para o Desenvolvimento da Medicina Nuclear.
Para o parlamentar, investir em prevenção e diagnóstico precoce pode contribuir para reduzir impactos futuros sobre pacientes, familiares e o sistema de saúde.
“Sem dúvida alguma, é melhor prevenir hoje para não termos um colapso amanhã”, afirmou Julio Lopes.
Ainda de acordo com os dados apresentados pelo deputado, o impacto financeiro total das demências no Brasil, impulsionado pelo Alzheimer, é estimado em aproximadamente R$ 96,7 bilhões por ano, considerando custos diretos de saúde e despesas indiretas, como o cuidado informal prestado por familiares.
A discussão também ocorre em um contexto de fortalecimento da medicina nuclear no país. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) destaca que o setor tem papel relevante na produção de radiofármacos e no desenvolvimento da medicina nuclear brasileira.
A defesa de uma política nacional para a área coloca em debate a necessidade de ampliar a estrutura, formar profissionais e garantir que os avanços tecnológicos possam chegar à população de forma mais ampla.

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