Radyja, o amor que não aconteceu
Radyja,
há pessoas que passam pela vida
como quem atravessa uma rua.
Você não.
Você passou
e deixou a rua dentro de mim.
Princesa sem coroa,
encanto sem explicação,
você tem esse jeito de existir
que transforma um pensamento simples
em uma noite inteira acordado.
Eu não sei em que momento
meu coração resolveu escolher você.
Não houve anúncio,
não houve promessa,
nem sequer um começo.
Talvez tenha sido justamente isso:
um amor que nasceu
sem ter vivido o primeiro capítulo.
E eu, feito bobo apaixonado,
tento seguir meus dias,
rio, trabalho, sonho,
vivo a vida que me pertence...
mas existe sempre uma parte de mim
que, em algum lugar,
ainda está procurando você.
Às vezes penso
que bastaria um instante.
Um encontro sem pressa,
um olhar que demorasse um pouco mais,
um abraço que dissesse
aquilo que minhas palavras
nunca conseguiram dizer.
Nem peço uma história inteira.
Talvez um único momento
já fosse suficiente
para transformar esse sonho
em uma lembrança.
Porque você é isso para mim:
uma lembrança de algo
que nunca aconteceu.
E talvez seja essa
a parte mais bonita e mais dolorosa:
amar uma possibilidade,
guardar no peito um “e se...”,
e continuar sorrindo
mesmo sabendo que o coração
sempre vai querer saber
como teria sido nós dois.
Doce Radyja,
você não mora na minha rotina,
mas mora nos meus pensamentos.
Não faz parte dos meus dias,
mas, de algum jeito,
faz parte dos meus sonhos.
E se algum dia
você se perguntar
se alguém já sentiu por você
um sentimento difícil de explicar,
lembre-se apenas disso:
em algum lugar,
existiu um coração bobo
que encontrou em seu nome
uma poesia que nunca terminou.
Radyja,
eu não sei explicar por que amo você.
Só sei que, quando penso em você,
o meu silêncio
fica cheio de sentimentos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário