Kátia Cristina
Quarenta anos se passaram,
e o tempo, caprichoso, não levou você de mim.
Guardou teu nome em algum canto calado da memória,
onde o coração insiste em revisitar o que nunca teve fim.
Eu me perguntava, em dias distraídos,
por onde andaria aquela menina,
a do sorriso leve, dos sonhos recém-nascidos,
que marcou para sempre a minha rotina.
A vida seguiu — seguiu forte, seguiu veloz —
nos levou por caminhos distantes, diferentes,
mas havia um fio invisível entre nós,
resistindo ao tempo, silencioso, presente.
E então, como um reencontro escrito nas estrelas,
você voltou… assim, de repente.
E o que era lembrança virou presença,
o que era saudade, agora é sentimento.
Você ainda importa. Talvez mais do que antes.
Porque hoje carrega o tempo, as histórias, a verdade.
E mesmo com tudo o que passou entre nós,
permanece intacta essa estranha eternidade.
Kátia Cristina,
há nomes que o tempo não apaga —
o seu é um deles.
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