terça-feira, 13 de abril de 2021

Império é sucesso

Curiosidades que poucas pessoas sabem

Todo mundo sabe que a novela "Império" (2014), de Aguinaldo Silva, direção Rogério Gomes, o Papinha, é um dos maiores sucessos da Globo nos últimos anos, tanto que a produção foi vencedora do Emmy Internacional de melhor novela de 2014. Também foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor novela, melhor ator (Alexandre Nero) e melhor atriz (Lília Cabral). A novela esta de volta, teve sua reestreia ontem (12), em horário nobre numa edição especial, devido a pandemia do coronavírus. 

Nesse texto trago a vocês, algumas curiosidades, que talvez pouquíssimas pessoas sabem sobre o folhetim e alguns atores. O ator Paulo Betti que viveu a víbora do jornalista Téo Pereira, ("Curuzes!"), contou que se inspirou em sua irmã para compor esse grande papel, ele também lembra que na época foi muito criticado ao exagero e ao tom do personagem. Paulo ainda afirma que ele mesmo deve tê-lo criticado à época.

Ele também contou ao autor Nilson Xavier, que outras inspirações o ajudaram a compor o personagem, ele cita os jornalistas Léo Dias e Leão Lobo e o personagem homossexual de Sérgio Mamberti no filme O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla.

Em seu site "Teledramaturgia", Nilson descreve Téo Pereira, da seguinte maneira: colunista social maldoso e ferino. Destila todo seu veneno nas notícias que publica em seu blog. Não é muito amante da verdade, por isso de vez em quando apela para fake news, razão dos vários processos a que responde. Persegue figuras públicas e da sociedade. Reencontra um amigo de escola e considera um absurdo o fato de ele não assumir sua opção sexual. Dedica-se, então, a revelar seu segredo.


A principal vítima do venenoso Téo, é Cláudio Bolgari (José Mayer), figura conhecida na sociedade carioca pelo seu belíssimo trabalho como cerimonialista, bem casado com Beatriz (Suzy Rêgo), todavia, tem um caso o garotão Leonardo (Klebber Toledo). Paulo Betti se divertia bastante nas gravações, quando fazia as cenas caras e bocas de Téo Pereira. Ele ganhou esse personagem, que foi escrito para José Wilker, que veio a falecer em abril de 2014, quando a novela estava em pré-produção.


Numa trama paralela diante à história principal do folhetim, Téo Pereira, mesmo com as criticas diante do personagem devido ao tom, com certeza, foi um dos grandes destaques da novela. 

Marjorie ficou um pouco receosa de volta à novela 


Marjorie Estiano, que viveu brilhante a vilã Cora (na juventude, primeira fase), confessou que já havia dado por encerrada a sua participação na novela, assim como todos acreditavam, ela inclusive já trabalhava em um projeto musical, com agendamento de shows. Ela foi surpreendida, assim como todos, ao ser convocada para a voltar ao folhetim. Ninguém poderia imaginar, que voltaria para o lugar de Drica Moraes, que precisou afastar-se por doença, o autor Aguinaldo Silva trouxesse de volta a personagem jovem, mesmo passado tanto tempo na trama.

Não voltou a personagem jovem, só o corpo dela, foi um toque de realismo fantástico de Aguinaldo, numa história realista, e isso chamou muito a atenção da mídia e despertou ainda mais o interesse do público por esse novelão. Marjorie contou, que assim que soube de sua volta ao folhetim, ficou um pouco insegura, porém depois de uma conversa com Drica Moraes e o apoio do diretor Rogério Gomes, sentiu-se em condições de embarcar na loucura do autor. E tudo deu tudo certo, a atriz deu um show e foi aclamada por Aguinaldo e equipe. 


Comendador bem mais velho que o ator 


Quando recebeu o convite de viver o protagonista de "Império" - o anti-herói Comendador José Alfredo de Medeiros, o ator Alexandre Nero pensou - "Isso não vai dar certo!", pois o personagem era mais velho que ele, 

O ator ficou sabendo que iria ser o protagonista primeiro através da imprensa, pois antes mesmo de convida-lo, Aguinaldo afirmou na imprensa, que o queria em "Império". Eles já tinham trabalhado juntos em "Fina Estampa". 


Na época da novela, Alexandre Nero tinha 44 anos, ele ainda não era pai, e Nero achava engraçado ser pai na ficção de Andreia Horta, treze anos mais nova do que ele, e de Caio Blat, dez anos mais novo. Uma das inspirações para o ator interpretar o Comendador foi seu próprio pai; inclusive as maneiras grosseiras e afetivas.


Zé Alfredo, como já disse era um anti-herói, controverso, ele também dividiu opiniões do público, em relação ao seu envolvimento amoroso com a ninfeta Maria Ísis, vivida por Marina Ruy Barbosa, jovenzinha cafetinada pelos próprios pais (Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes). 



O Comendador José Alfredo de Medeiros, pra muitos foi o mais marcante de Alexandre Nero na TV, um “divisor de águas” na carreira do ator na televisão. Todavia, Nero também guarda com carinho (e até prefere) outro personagem, menos conhecido, de uma novela de menor repercussão: o mau-caráter Gilmar, de Escrito nas Estrelas, produção das 18 horas exibida em 2010.

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