Lateral que deixou o Gigante da Colina fala da sua passagem e saída
Um grande ciclo, foi encerrado na semana passada, o casamento de cinco anos entre o Vasco e o lateral-direito Yago Pikachu, jogador que mais vestiu a camisa Cruz-maltina no século 21, com 253 jogos e 40
Numa entrevista super sincera, com o coração aberto, ao ge, o jogador de 28 anos, afirma que foi o momento certo para encerrar seu ciclo na Colina e lamenta muito que o capítulo final tenha sido o rebaixamento.
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| Foto: André Durão |
Pikachu diz que sai de cabeça erguida e que fez seu papel.
- Primeiro é um sentimento de gratidão por tudo que passei no clube, conheci muita gente, funcionários. E agora vamos respirar novos ares. Acredito que era o momento certo, mas não da forma que está sendo com o rebaixamento. Mas acredito que fiz meu papel da melhor maneira possível, me doei o máximo desde aquele jogo contra o Madureira em 2016 até o último contra o Goiás. Saio de cabeça erguida e agradeço muito ao clube por tudo que passei
Ele concorda com o corte de custos, que vem sendo feitos pelo novo executivo de futebol do Vasco, Alexandre Pássaro, a quem fez elogios. Acredita que seja necessária a reformulação do grupo, que também não conta mais com Fernando Miguel, Henrique, Gustavo Torres, Léo Gil, Marcelo Alves e Ygor Catatau - o clube espera a definição dos casos de Marcos Júnior, Werley, Neto Borges e Lucas Santos. Ele crê que a transformação tornou-se ainda mais crucial com a perda de dinheiro com o rebaixamento.
Com toda certeza, o ano de 2020 foi o pior do jogador com o Gigante, e devido aos atrasos, ele preferiu buscar uma rescisão tranquila, do que procurar os tribunais, preservando a relação e o carinho que tem pelo Vasco.
- Teve oportunidade de sair na Justiça, mas nunca foi meu desejo. Nunca passou pela minha cabeça colocar o clube na Justiça e essa negociação foi feita para sair pela porta da frente. Até porque tudo pelo que o clube fez por mim.
O jogador também citou momentos marcantes na passagem por São Januário.
- Vou colocar dois ou mais. Mas são a minha chegada e o título invicto do Carioca em 2016. Ficamos trinta e poucos jogos de invencibilidade. Além disso, a arrancada para a Libertadores em 2017. O último jogo contra o Ponte em São Januário para entrar na fase de grupos. O estádio estava lotado, e só dependia da gente colocar o Vasco na Libertadores depois de muito tempo.
E fala quem sabe numa volta a Colina e deseja sorte ao clube e a torcida.

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